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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

ATX by Night - "Fred, o mal disposto"

Se há dias que não correm bem, há noites que correm ainda pior!
Ontem foi uma dessas noites. Não que tenha corrido mal, não se pode dizer que assim tenha sido... Mas que podia ter corrido bem melhor, porra, isso podia!
Até porque fui estrear a nova transmissão que o Bruno Aguiar montou na minha máquina.
O novo sistema Shimano Deore XT de 2015, pretinho e brilhante!
Nova pedaleira com 2 pratos, de 26 e 36 dentes respectivamente e 11 velocidades na traseira, com uma amplitude que vai desde os 11 aos 40 dentes, capazes de trepar paredes. Uma mudança profunda na configuração que costumava usar. Inclusivamente com regresso aos novos e remodelados triggers XT que vieram substituir o meu velhinho rotativo Sram X0 e que têm um comportamento estupidamente suave e reactivo...




Uma mudança pensada e planeada para corresponder aos desafios que se avizinham no horizonte e para me poupar um pouco as pernas e ter transmissão para acompanhar os devaneios e andamento da Sandra nas provas!
Posto isto, é fácil perceber que a noite tinha como principal objectivo o teste ao funcionamento de todo o sistema antes do desafio do próximo sábado, a já mítica "Rota do Alpinista"...
Mas, se toda a montagem funcionou na perfeição, sem qualquer falha, assustadoramente silenciosa, precisa e com um tacto simplesmente fantástico, já o meu bem-estar e boa disposição ocupou o extremo oposto da escala.
Estava mal disposto como há muito não me sentia. Durante as mais de duas horas que durou a volta estive à beira de me vomitar todo por variadíssimas vezes. O estômago ardia-me como se tivesse apanhado uma monumental bebedeira na noite anterior e estivesse ainda de ressaca.
Com uma azia tal que me parecia ir explodir em chamas a cada solavanco do caminho...

Mal e porcamente fui-me aguentado ao forte andamento dos meus amigos...
Sem grandes cerimónias fui arrastando o esqueleto montes e caminhos acima. E, junto com o resto grupinho, sem qualquer misericórdia ou compaixão pelo meu lastimável estado, acabámos por cumprir cerca de trinta quilómetros.
Mantinha a força nas pernas, mas era só o que me restava...
Só me apetecia caminho tranquilo e nada de solavancos, e nestas redondezas só há pedras e caminhos técnicos, regos, raízes e mais pedras... Por volta das 23h e quando terminámos a foto de grupo acabei por dizer aos meus companheiros que iria rumar por asfalto ao carro, resignado e mal disposto, mas não me deixaram seguir sozinho e lá me convenceram a seguir com eles os restantes quilómetros.
Assim que agarro na bike para me fazer ao restante caminho, o pneu da frente estava quase totalmente vazio. Não aparentava ter melhor saúde que o dono!

Meto-me a dar à bomba! Nem câmara de ar suplente tinha para trocar caso fosse necessário.
Meto-lhe o ar suficiente para seguir mais uns metros por asfalto junto com os meus companheiros.
Aqui o "Gru" cada vez estava pior. Continuava a conseguir segurar os vómitos, mais por não querer ficar com aquele gosto a azedo na boca do que por necessidade...


Voltamos a parar um ou dois quilómetros mais à frente e eu volto a dar à bomba para repor o nível de ar que se tinha escapado pelo teimoso furo, cujo líquido selante, aparentemente, não conseguia resolver...
Estava cada vez mais mal-disposto e o meu ânimo era equivalente, com a malta amiga a ter que gramar com o meu mau e "aziado" feitio, coitados(!)

Acabo novamente a ser convencido pelos meus companheiros a seguir com eles em vez de seguir pela estrada por onde mandava o GPS e por onde, na teoria, seria o caminho mais curto de volta ao carro. Faltavam cerca de 7.5km para o final...
Rumamos direitos a Montemuro e ao já conhecido e famoso "Trilho do homem morto" para irmos depois dar à povoação de Lousa e aí apanhar novamente o apetecível asfalto.
Em menos de nada estava de novo em Guerreiros, ao pé do carro, de volta completada....

Mas, porra, que custou! Oh, se custou...

Obrigado malta por terem a paciência de me aturar e não me terem "deixado" regressar sozinho!

Vemo-nos por aí - Preferencialmente mais bem disposto!
Abraçorros.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

54ª Corrida Nocturna EXPO



54ª Corrida Nocturna Parque das Nações

Foi a primeira vez que me juntei a este grupo para fazer um treino nocturno na zona do Parque das Nações. Um convite no Facebook e foi o que bastou. Ás 20h30 estava à porta da loja Kid to Kid Expo para um treino de corrida nocturno. Estava eu e mais uns vinte caramelos (e caramelas).
Pensava eu que éramos os únicos, mas estava redondamente enganado. Na noite escura juntaram-se, à vontade, mais de uma centena de participantes. Só percebi depois que este "ajuntamento" é normal e acontece assim quase todas as terças-feiras do mês, como podem ver aqui.

O treino começou com uns alongamentos e depois dividimos-nos em grupos mais pequenos, consoante o andamento. Optei por me juntar ao grupo que iria correr a 5:30/km.
Podíamos optar por treinar a 4:30/km, 5:10/km, 5:30/km, 6:00/km ou 7 minutos por quilómetro. Havia ainda um grupo de caminhada.
Podem bem ver a quantidade de pessoas que se juntaram.

A noite estava escura e a falta de iluminação na zona ribeirinha não ajudou em nada. Apenas os elementos "guia" de cada grupo tinham frontal. Ainda assim, correu-se bem, apenas tendo que ter alguma atenção extra ao piso e irregularidades do mesmo.

O meu grupo era composto por uns 7 ou 8 elementos. Todos se conheciam com excepção feita aqui ao vosso pseudo-cronista. Como levei o MP3 e os phones nos ouvidos também pouco abri a boca. Ainda assim e com o pouco que falei, deu para perceber que a malta é acessível e simpática.
Corremos sensivelmente 8.5kms, durante 45 minutos. Nunca cheguei a sair da minha zona de conforto e penso que podia, com relativa facilidade, ter acompanhado o grupo dos 5:11!
Mas como estou em fase de recuperação e não me quero "esticar", foi a melhor opção.

Após isto fizemos mais uns minutos de alongamentos que souberam mesmo bem.
O grupo disponibiliza sempre no final águas e fruta pelo que vim para casa a roer uma maça.
Não fiquei com o registo do Strava porque aquela treta não gravou nada. Eu e a brasileira temos mesmo um relacionamento muito conflituoso(!)

Foi mais uma experiência. Não sei se irei repetir porque acaba por terminar muito tarde, já perto das 22h, mas ainda assim valeu muito a pena. Gostei!

Vemo-nos por aí!
Abraçorros.


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

First Night Out

First Night Out.... To Run!
Courtesy of Saucony

Ok! Fiz ontem o meu primeiro treino de corrida nocturno.
A minha primeira corrida após a estreia oficial neste mundo. O meu primeiro treino!
Com a companhia do costume, claro, nos caminhos da zona ribeirinha da Expo, mesmo ali à porta de casa. E gostei! Apesar de nos dois primeiros quilómetros me ter custado acompanhar a Sandra.
Mas estou mesmo, mesmo contente de ter descoberto este mundo novo. De ter descoberto que a corrida é para mim, mais que uma moda.
Para ser sincero, a corrida - e ver toda a gente a correr - até me irritava um pedaço. Eu sou, digamos, um bocado alérgico a modas, mas afinal, até me divirto a fazê-lo e retiro real prazer do esforço que lhe está inerente...
E sim, eu sei. Sou masoquista. Mas não seremos todos um bocadinho?
Em relação à corrida e a ter descoberto este gosto, mais vale tarde que nunca, certo? E que se lixem as preconceitos e e a minha mania de ser contra as modas...

O treino foi coisa pouca, cerca de 30 minutos no total, em que apenas 20 foram passados a correr.
Como ainda me estou a habituar a esta história da App Strava, o meu registo ficou meio marado, mas os tempos registados pela Sandra são simpáticos e mostram bem o ritmo do nosso "Treininho". Nestes curtos 20 minutos, o tempo médio por km - ou Pace - foi de 4.33/km, o que é significativamente melhor do que fizemos nos 10kms da Global Energy Race
A Sandra corre que se farta. Rica lebre que eu arranjei...
O treino foi curto mas intenso e o primeiro de muitos, espero.

Tenrinho que sou nestas andanças, tudo é novo e tudo me suscita dúvidas.
Ontem fui correr com as meias/caneleiras de compressão da Sandra e que tão bem me souberam no final da minha prova de estreia no domingo passado.
Mas durante a corridita não me souberam assim tão bem quanto isso. Fizeram-me calor e senti as pernas "presas". Pareciam não deixar os músculos trabalhar livremente.
No entanto, quando as tirei, já em casa e antes do duche, percebi que realmente fazem bastante efeito, porque as dores nos músculos aumentaram exponencialmente no momento em que as baixei para o nível dos tornozelos. A sensação de dor nos gémeos aumentou significativamente no momento exacto em que as deixei de usar pelo que a coisa parece cumprir o propósito e não me pareceu de todo que estivesse a sofrer de algum efeito placebo.
Irei adquirir umas idênticas para a recuperação após o esforço e porque sofro bastante dos gémeos - é o que mais me dói após correr - mas durante o exercício vou continurar a andar de pernoca ao léu!

Na questão de correr à noite já percebi que tenho que melhorar o aspecto da visibilidade. Prefiro ser/estar bem visível e para tal vou optar por roupa de cores fluoroscentes, tão na moda agora, mas nas quais revejo alguma utilidade nesta questão dos treinos na noite cerrada.


Fui à procura de uns concelhos de como correr melhor e de forma mais segura à noite e encontrei estas dicas, de entre outras:
How to Run Safe in the Dark - Claimyourjourney
Dicas para correr à noite - O2porminuto

Uma coisa é certa! 
Eu sinto-me mais seguro se for bem iluminado ou com roupa bastante reflectora. Mas isto sou eu que tenho alguma fobia dos carros!Já tenho em casa um colete cor-de-laranja mais antigo que eu sei lá, mas que penso que irá cumprir bem com esta nova função, mas tenho que arranjar uns calções, de preferência uns do tipo Corsários com algo de reflector.

Mas o que é certo é que estou a gostar disto de correr por aí... E até já há desafios no horizonte... Eu e a Sandra já estamos inscritos na Corrida "Fim da Europa"
17kms de asfalto que nos levarão do centro da Vila de Sintra até ao ponto mais Ocidental da Europa, no Cabo da Roca, na Azóia. Consta inclusive do livro World's Ultimate Running Races.Um percurso que conheço como as palmas das minhas mãos e que, no dia 31 de Janeiro de 2016, irei tentar completar a correr, junto com mais uns milhares e alguma malta amiga!
A malta diz que é dura e que tem subidas e coiso e tal...
Mas é na minha Serra, no meu Quintal.
Não podia deixar passar...



Abraçorros!
Vemo-nos por aí...

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Tá tudo?! (Nocturno ATX)

Ontem foi dia de nocturno. Mais um dos já rotineiros passeios de BTT nocturnos "ATX"! Mas este foi especial. E foi especial por dois ou três motivos simples.

O primeiro, o encontro na loja ATXCyclingStore que envolveu bem mais que os 6 malucos que se fizeram aos trilhos na noite cerrada. Juntaram-se mais de uma dezena de amigos para festejar o aniversário do Bruno. Do mestre, Bruno Aguiar! Com direito a bolo de aniversário com profiteroles e tudo! Parabéns, amigo!

O segundo, iria fazer o meu primeiro passeio nocturno com umas luzes em condições e que me iriam permitir ver os trilhos e caminhos por onde iria circular. Isto, dito assim, até faz parecer que nas vezes anteriores não via onde punha a roda, e isso é quase verdade. Via, na realidade até via, mas mal e porcamente. Muitas vezes tão mal, tão mal, tão mal que me admira sériamente nunca ter deixado plantada nenhuma figueira gigante naqueles excelentes caminhos.
Iria levar os "holofotes" do Bruno e ter um cheirinho do que é ser dia durante a noite!

O terceiro e último ponto especial foi devido aos trilhos que o André Batista foi mostrar à malta e que estão ainda em fase final de "limpeza", mas que são uma verdadeira maluqueira.

Trilhos exigentes aqueles últimos por onde passámos e a obrigar o pessoal a meter-se em sentido em cima das bicicletas. Bem, uns em cima e outros em baixo, porque havia Javalis com fartura naquele mato, bem escondidos debaixo de algumas Figueiras!
Mas até lá e salvo outras excepções muito boas, a tónica dominante foi subir. Subir, subir...
Não chegando a cumprir 30kms acabámos por vencer quase 900m de desnível vertical acumulado. A maioria deles por caminhos exigentes e técnicos, como esta zona sabe ser. E se alguns foram trepados por caminhos tranquilos, outros foram-no por verdadeiras picadas e caminhos de cabras. Verdadeiras paredes alguns deles.
Mas as vistas sobre o que nos rodeava, volta e meia, recompensavam qualquer esforço. Do topo dos montes viam-se muitas luzinhas amarelas e brancas, outras vermelhas, muito pequenas, lá bem em baixo, encaixadas nos vales, fazendo parecer uma cidade de brincar ao estilo LEGO. Uma noite extraordinária, de temperatura amena e a melhor possível para pedalar foi a nossa anfitriã. Não me lembro de ter sentido o sopro leve de uma brisa que fosse.

A noite ainda reservou alguns furos ao pessoal, um deles, aqui ao vosso cronista da treta. Outro ao André Batista a 500m do final da volta e outro ao Luis, algures num dos singletracks mais exigentes da noite. Mas, agora já em rescaldo e em jeito de resumo, mais um excelente treino, em que a malta se divertiu à brava, riu com fartura e meteu as pernas a mexer como gente grande!
E por norma, são assim os passeios nocturnos com a chancela "ATX"!

Diversão, bons trilhos e boa onda! Muitos KOMs e muito pó! Daquilo que a malta gosta, no fundo! E com certeza, para a semana haverá mais.
Até lá...

Vemo-nos por aí,
Abraçorros!