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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

26ª Corrida "Fim da Europa"

Done! Finito! Capute!
One more experience completed... 

Assim que possível virei fazer o relato desta experiência e actualizar aqui o blog com a crónica da "cenaça"... Mas posso desde já adiantar que varreu todo o espectro dos sentimentos, desde o excelente, ao muito bom, passando pelo razoável, batendo no péssimo e voltando a todos eles mais do que uma vez!

Mas tudo a seu tempo...


Como já disse, assim que puder, virei actualizar esta posta com todo o "sumo" que ainda conseguir!
Os dados do meu Strava que desta vez funcionou sem stresses(!)


Vemo-nos por aí!
Abraçorros.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

17KM! Estamos lá...

Estamos lá!
Na 26ª Edição da mítica corrida "Fim da Europa".
Um desafio de 17Km que dizem valer cada gota de suor, cada bolha, cada câimbra!


A Sandra encontrou companhia para cumprir o desafio em modo Power walking e deixa-me assim, a modos que, descomprometido para me lançar na conclusão do meu desafio pessoal, numa distância que nunca percorri antes, com um desnível positivo a vencer que nunca venci antes!
Basicamente, o desafio - e objectivo - passa por correr cada metro do percurso...
Mesmo que devagar, não parar! E esse é o mote para nova prova de superação pessoal.

Promete! Ai, se promete...
Mas eu gosto! Ai, se gosto!

Por isso, no último dia do mês, o maior desafio até à data na minha curta viagem por este mundo das corridas, naquela que dizem ser uma das mais belas corridas de asfalto que se podem realizar...

Vemo-nos por lá.
Abraçorros

domingo, 24 de janeiro de 2016

Sexy! Monsanto!

Monsanto, mais uma vez!

E irá passar a ser muito mais frequente.
Estamos agora, literalmente, a cinco minutos do pulmão da cidade!

A minha actual morada dista uns ridículos 2.5kms do parque, pelo que o meu quintal irá passar a ser composto pelos muitos Singletracks, raízes e pedras que caracterizam os trilhos e caminhos que rasgam, e se perdem, no meio desta enorme mancha verde.
De Benfica ao Restelo, do Alto da Ajuda a Campolide... Tanto por explorar e descobrir.

E por entre essa mancha verde, nesses finos e serpenteantes carreiros e rápidas pistas, rampas intensas e descidas alucinantes, passeia-se a bicicleta de todo o terreno mais sexy de Lisboa e arredores!

Merlin de seu nome. Única, exclusiva, excêntrica, pornográfica. Um deleite para os sentidos!
Apelativa e enigmática ao olhar. Deliciosa de pilotar, viciante...
Com alma e carácter vincados e assumidos.

Vê agora nova peça de equipamento a adornar-lhe a face! Igual na excentricidade e valor...
Ganha agora nova vida com uma pilotagem ainda mais suave, controlada, eficaz.

A passeata que já começa a ser normal levou-me até aos lados do Restelo nos primeiros quilómetros para depois me fazer subir novamente ao miradouro dos Montes Claros e restantes trilhos na zona do parque Keil do Amaral...

Ainda antes, haveria de provar um café quentinho no McDonalds do Restelo que acompanhou a sandes de presunto que trazia no bolso do Jersey.
Foi o palco para a sessão de fotos de hoje, vaidosa, a mostrar a nova peça de engenharia carbónica e cujo nome me transporta de imediato para as montanhas nevadas dos Alpes Suíços. E, ai porra, que saudades eu tenho dessas paisagens brancas, rasgadas por cinzentas agulhas de pedra, penduradas das alturas! 

Os trilhos estavam, este domingo, mais húmidos, mais escorregadios, mais traiçoeiros que nas semanas anteriores. Também estavam muitíssimo mais perigosos. 
A manhã, essa, muito mais bonita que as que lhe haviam sucedido. Mas mais fria, também.

Depois de mais umas quantas voltas e nova paragem no já costumeiro sitio. Tão costumeiro que o "garçon" me reconheceu e me lançou a pergunta, ainda eu não tinha desmontado da bicicleta:

- "Uma Cola, senhor? Com gelo e limão?

Ao qual respondi que sim, de sorriso estampado, logo seguido de uns sinceros "bons dias" ao senhor do restaurante e ao companheiro que já lá estava sentado numa das mesas da esplanada e com quem já me tinha cruzado nos trilhos durante uma breve paragem que fiz para ajudar um companheiro em apuros mecânicos.

Tudo estava perfeito!
Apenas a questão pendente que me levava a apressar um pouco mais as pedaladas. Estávamos em dia de eleições Presidenciais e era obrigatória uma ida às urnas, votar.

Olho para o relógio. Noto uns ponteiros muito juntos, ali à volta das 12H, e rumo a casa. Corto a direito por trilhos que já conheço, ligando com outros por onde passo pela primeira vez. Alguns, lindos, rápidos e fluídos. Outros mais técnicos e exigentes. Todos excepcionais à sua maneira. Chego novamente à ciclovia, desta vez sujo de lama até às orelhas, parando apenas no alto do Parque Eduardo VII com o Marquês aos seus pés e uma vista avassaladora...
Assalta-me uma ideia nova, tão fresca e límpida como a manhã que estava:
Esta Lisboa, esta cidade, é agora o meu lar...
Estou em casa!









O track pode ser encontrado na pasta Tracks GPS, ou descarregado aqui.

Vemo-nos por aí.
Abraçorros!

domingo, 17 de janeiro de 2016

IIIº "BTT Adraga"

By Maníacos do Pedal

No passado domingo foi dia de rumar ao meu lugar preferido de todos os que conheço para ir passear com a minha bicicleta de montanha.
A somar a este privilegio iria ter a companhia de muita malta conhecida e de muitos amigos!

A manhã adivinhava-se espectacular. Não pelas condições meteorológicas, mas por tudo o resto.
Podia até ter chovido toda a manhã que iria ser brutal na mesma. Mas não choveu! E até nisso fomos bafejados pelas sortes. O que esteve foi uma manhã tranquila e frescota. Bem frescota, por sinal e que o diga o Miguel Melo que não parava de tremer e reclamar do frio enquanto esperava pelo arranque, ainda no LIDL, na Cavaleira.
O parque de estacionamento ficou à pinha com tantos carros. A malta ia chegando e eu ia revendo uns e conhecendo pessoalmente outros companheiros, como o Ricardo Castanhinha.
A manhã gelada e um dia muito tímido iam brindando o pessoal à chegada.



Todos, mais de uma centena de companheiros destas andanças, rumaram à Cavaleira, ainda não eram 08h da manhã para comparecerem à chamada dos Maníacos do Pedal para a 3ª edição do seu passeio (des)organizado "BTT Adraga"
Uma passeata que prometia, com cerca de 55kms por trilhos desta Serra de Sintra, com passagem na mítica praia da Adraga, em Almoçageme.
Arranquei junto com o Tuca, o Luis e o Chambel, mais a malta dos Estrelas do Feijó! O Carlos, o Tobi, o Melo, o João e mais uns quantos amigos! Um grupinho bem composto, portanto...
Com a ida ao café acabámos por começar o passeio já uns 15 minutos depois das 08h o que nos fez sermos quase os últimos a arrancar.
Mas rápidamente começamos a dobrar algum pessoal mais lento e outros já com furos e alguns problemas mecânicos, logo nos primeiros 2 ou 3 quilómetros.

Quando saio da Cavaleira por uma ou outra razão tem sido costume entrar na zona da serra pela Portela de Sintra, mas desta vez fomos por outro lado, rumando na diagonal direitos a Chão de Meninos e ao antigo Bairro da Colónia Penal do Linhó. Estes poucos quilómetros iniciais foram por isso para mim, uma novidade.
Mas foram os únicos. Estes e uns 200m já em plena serra quando percorremos um pequeno singletrack que não conhecia(!). Do restante da volta, já conhecia cada metro, o que me levou a ficar com alguma água na boca e pensar que podiam ter sido escolhidas outras opções ou ter em conta outros trilhos que iriam ser, com toda a certeza, do agrado de todos. Mas Sintra é Sintra. E mesmo optando pelos "tradicionais" e mais percorridos trilhos, mesmo jogando pelo seguro, a serra é sempre um lugar carismático e envolvente, que cativa cada um que por ela passeie.
Quem já conhecia não saiu defraudado, com boas ligações de trilhos, e quem não conhecia ficou encantado! Tanto em dureza, com subidas super boas, longas, empinadas e violentas, como boas descidas e excelentes singletracks que fizeram, com certeza, as delicias de todos.
Os trilhos estiveram sempre ao mais alto nível, com grandes condições!






Houve de tudo para todas as pernas e kits de unhas... Para ser sincero e pelo que vi, principalmente depois da subida desde a Adraga à Azóia, até foi demais para as pernas e unhas de alguns(!) ehehehehe

Houve alturas em que pedalei somente com a malta do Caparica, outras somente com os meus grandes amigos Tuca e Carlos e outras ainda com os "Estrelas" todos e até sozinho numa ou noutra altura. O ilustre Ricardo Castanhinha ia vendo volta e meia junto com os restantes "Cavaleiros", assim como ia revendo muito mais malta conhecida, todos com aquele espirito do melhor que se pode pedir. Salutar e bem disposto, de entreajuda e de diversão pura e simples. Como aliás se pretende num evento deste género!

Aqui e ali ouvia alguém perguntar pela Sandra, várias vezes durante toda a manhã. Muitos grupos de malta conhecida e amigos comuns. No fundo, tudo uma grande família!
Até o Rui Fragoso vi a descer na bolina em direcção à barragem do Rio da Mula enquanto eu subia aquela longa rampa, sozinho. Ainda chamei pelo nome do homem mas nem sei se ele me viu ou ouviu... Ia num grupo de 5 ou 6 companheiros, todos a descer no aço, monte abaixo liderados pelo Diogo do MafraBTT...
Ainda esperei ver o Carlos "Brutus" Paulo mas nem sinal da "laranja mecânica"!


Na praia da Adraga tiramos a foto da praxe e depois subimos todos juntos novamente, mas acabámos por nos separar da malta dos Estrelas do Feijó já depois de levarmos de vencida a povoação da Azóia onde ainda parei para reabastecer e fazer um curto compasso de espera pelos nossos amigos. Algum cansaço em alguns dos seus elementos, associados a furos e alguns problemas mecânicos ditaram um maior atraso dos meus amigos. Na estrada a subir para a Azóia voltei a ver o amigo Nuno Costa mais o pessoal dele. O homem que passou o sábado inteiro a ajudar-nos nas mudanças para a casa nova e que passou, literalmente, o dia todo a acartar móveis ehehehe Obrigado, meu amigo! Devo-te umas quantas fresquinhas ;)


Eu e o Tuca seguimos quase sempre juntos, com o Luis e o Chambel um pouco atrás de nós. Eu e o Mário parámos num café já depois de passarmos a Malveira para mais um sumo negro de cevada revigorante enquanto esperávamos que a restante malta amiga se chegasse a nós. Chegam os homens do "Caparica" mas íamos arrefecendo e do pessoal dos Estrelas nem sinal, pelo que resolvemos seguir novamente os 4 juntos, devagarinho e ir conquistando o que faltava de subidas.

O tempo mantinha-se perfeitamente estável, mas havíamos de chegar mesmo à queima de uma larga chuvada que caiu durante umas horas valentes e que começou pouco passava das 13h20, quando ainda nos faltava um par de quilómetros até final. O suficiente para me fazer vestir o impermeável já que ameaçava cair com pujança, mas tal não aconteceu até chegarmos ao destino.
Aí sim, e já meio abrigados debaixo da porta traseira da minha carrinha, eu e o Tuca, enquanto esperávamos pela restante malta vimos cair uma valente carga de água. Muita malta ainda havia nos trilhos e lembrávamos dos nossos amigos que ainda andavam a pedalar e arrepiávamos-nos por eles.
Esperámos ainda uns minutos debaixo do improvisado telheiro. Eu aproveitei e mudei de roupa enquanto o Tuca arrefecia já meio encharcado.

Mais uns minutos e aparece a malta do Caparica BTT, o Luis e o Chambel com o seu colete de penas(!)
Os abraçorros da praxe e as rápidas despedidas ainda sem o Carlos e restante malta dos Estrelas do Feijó terem chegado...
Rumei a casa feliz e de barriguinha cheia de BTT do bom e do melhor!

Aos meus amigos, companheiros e restante malta dos trilhos, obrigado pela manhã que proporcionaram! E também aos Maníacos do Pedal, o meu obrigado.

Vemo-nos por aí.
Abraçorros!

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Monsanto, a day without rain!

Monsanto saiu-me melhor que a encomenda!

Os trilhos, na maioria das zonas do parque, estavam perto da perfeição. Húmidos, mas não demasiado escorregadios, com um grip incrível sem estarem demasiado empapados, permitindo um rolar tranquilo e sem grandes preocupações com lamas. Até as raízes e pedras se mantinham em condições bastante aceitáveis de tracção, permitindo rolar relativamente descontraído na maioria dos caminhos e singletracks.

O tempo juntou-se à festa com excelentes condições para uma manhã ao mais alto nível. Algum vento, mas nada demais, fresco mas sem frio extremo e nem um pingo de chuva apesar de um céu cinzento ameaçar descarregar todos os metros cúbicos de água armazenados nas alturas a qualquer momento.

Tinha feito convite aos meus amigos da Santa Malta para me acompanharem nesta manhã de Inverno, mas com medo da chuva e da lama nenhum deles se atreveu a rumar à margem oposta do rio para comigo percorrer os quase 40kms de um percurso exigente mas também divertido e descontraído, com as dificuldades bem distribuídas e com passagem por quase todos os locais emblemáticos do Parque e até um bocadinho para lá dos seus limites.
Ficaram-se pela comodidade dos trilhos do seu quintal, mas ficaram a perder! E não apanharam de certeza melhores condições do que as que Monsanto apresentou neste Domingo.

Eu, após quase 10kms pelas ciclovias de uma Lisboa ainda mal acordada e de ramelas nos olhos, entrei nos trilhos do parque pouco passava das 09h, já depois de ter efectuado uma breve paragem no Califa para a segunda injecção de cafeína à qual juntei um Nata ainda quentinho.
Constato que os trilhos mais usados pela malta estão em mau estado e muito enlameados mas aqueles mais protegidos e menos percorridos estão absolutamente excepcionais. Os caminhos e singletracks vão surgindo e a diversão vai aumentando à medida que vou ficando mais em sintonia com o estado do terreno.

Em jeito de pequena nota de rodapé, voltei a calçar na frente da minha bicicleta o meu tão bem conhecido Schwalbe Nobby Nic (2.25). Pneu absolutamente à vontade para lidar com quase todo o tipo de piso e no qual confio em pleno. Durante muitos anos foram os meus pneumáticos de eleição e voltei hoje a relembrar-me do porquê. Com a pressão correcta curvam como poucos e nestas condições então, ui, parecem mel!
Entrou a substituir um Hutchinson Toro XC Tubeless que estava pela hora da morte e pese embora não seja na versão Tubeless, o Nobby Nic é claramente superior a lidar com piso de Inverno de uma forma geral. O pneu que ainda tenho montado na traseira é que perde um bocadinho neste terreno, mas ainda assim, aguenta-se relativamente bem se nos soubermos posicionar em cima da bike e ajudar o pneu a arranjar o necessário grip quando este lhe falta... Mas, honras lhe sejam feitas, o Maxxis Crossmark rola que se farta e é nesse campo que dá cartas!

As primeiras subidas duras da manhã vão aparecendo e vão sendo ultrapassadas com celeridade e potência de sobra. Sentia-me bem e motivado. O tempo fresco convidava a dar tudo por tudo nas subidas sem correr o risco de um ficar empapado em suor!
Com algum à vontade ia esmagando pedal pelas rampas acima, negociando raízes e pedras quase como se não estivessem lá.
Podia adivinhar os meus anteriores Personal Records (PR) do Strava a serem esmagados com os novos tempos! É sempre bom ter essa motivação extra para se meter força nas alavancas dos pedais quando ela tende a fugir para outras paragens...

Sempre sem surpresas nos trilhos mais técnicos acabei por sofrer uma escorregadela num singletrack simples e fluído, mas em Off camber  e já bem perto do Hospital S. Francisco Xavier, ainda antes de nova paragem para mais um café que fui fazer no McDonalds do Restelo.
Foi mais uma pseuda-queda. Uma escorregadela ao estilo "Moto GP" em que me fugiu a traseira - a frente manteve-se bem agarrada no chão - a meio de uma curva mais fechada num divertido singletrack. Absolutamente sem nenhuma consequência a não ser sujar a palma da mão e o lado esquerdo dos calções com lama. Uma escorregadela divertida de 180º (!)

Perto de Algés inverto novamente o sentido maioritariamente descendente dos trilhos para iniciar a subida até ao alto dos Montes Claros, passando pelo Restelo. Sigo, sempre por trilhos brutais em excelente estado, até ao Parque do Alvito passando pela zona do Anfiteatro Keil do Amaral, onde aproveito para rolar um pouco numa das zonas mais tranquilas, em termos de caminhos, de todo o percurso. A partir daqui volto a embrenhar-me e bem na imensidão dos singletracks do parque e percorro algumas da pérolas que a vegetação esconde e só acessíveis a quem conhece. Um novelo de caminhos leva-nos onde quisermos, mas é necessário ter alguma noção do sitio envolvente porque é fácil um se perder.

Após passarmos para o lado N da A5 desço durante uns quilómetros para me ir deliciar com a grande subida paralela à Auto-Estrada, uma das maiores - se não mesmo a maior - da zona! Um luxo de subida e que deu gosto vencer.
Mais que não seja porque sabia que após esta grande subida iria ter mais uns minutos de descanso no Restaurante Monte Verde e onde iria poder pedir uma Cola para empurrar a sandocha de queijo e presunto que levava na sacola.
A paragem, não durando mais de uns 15 minutos foi a suficiente para me retemperar forças e deixar a barriga aconchegada até final.
Serviu também para sacar umas fotos que carreguei para o Facebook e Instagram, junto com um brinde à malta amiga e que não foi com medo da chuva e lama...


A minha máquina orgulhosa, ostentando o valente Nobby Nic na frente...
E na foto parva abaixo, o vosso mais parvo ainda, cronista e amigo, enquanto brindava aos companheiros que se baldaram e que o deixaram a pedalar sozinho no meio do monte, coitadinho(!)


Após tudo arrumado novamente, e de pilhas novas carregadas no GPS e do telefone ligado ao Powerbank lá me fiz ao resto do caminho para apreciar o que restava deste percurso bombástico.
Nesta zona alta e mais acessível - e assim, mais batida - apanhei alguns trilhos com bastante lama, mas sempre perfeitamente transitáveis.
Mas assim que me voltei a meter pelo mato a dentro, os trilhos voltaram a ficar excepcionais, muito perto do ideal, com alto grip, providenciando grandes sensações.

Ainda antes de largar os trilhos do Monsanto, subi ao Moinho das 3 Cruzes, já do lado do Parque do Calhau, depois de ter passado novamente pela zona do Caminho da Água que oferece mais umas valentes rampas para trepar, algumas delas já a obrigarem as pernas a irem buscar as reservas ao raio que as parta!


Sigo na direcção de Campolide e apanho novamente a ciclovia de regresso a casa no Jardim da Amnistia Internacional, a qual sigo até ao Palácio da Justiça nas costas do Parque Eduardo VII.
Passo por baixo da Ponte Monsanto e rumo à ciclovia da Avª Duque de Ávila até esta cruzar com uma das principais ruas da Capital.

Uns minutos depois acontecia o insólito e quase me matava(!)
Não acreditam?!
Eu conto-vos como me ia matando, sozinho, a circular em asfalto, a mais de 30km/h...

Numa zona onde a rua descia ligeiramente, sem carros atrás nem carros à frente e com a linha de semáforos toda aberta, sigo a esmagar os pedais para aproveitar a onda "verde" e não parar nos vermelhos e perder o embalo.
Descontraidamente e a determinada altura, tiro as mãos do guiador, como já fiz milhares de vezes antes para esticar as costas e libertar alguma tensão dos ombros...
Numa fracção de segundo e devido a uma pequena lomba no asfalto, perco o controlo da bicicleta e esta foge-me para a direita na direcção do passeio e dos carros estacionados na berma da via.
A mais de 30Km/h entro por um espaço livre de carros - dois lugares vagos para ser mais preciso - e percebo de imediato que não vou ter tempo para parar sem me esmagar contra a traseira do próximo carro que estava estacionado.
E foi tal e qual o que aconteceu.
No exacto momento em que percebo a iminência do desastre assalta-me a frase: "Já foste!"
Agarro-me instintivamente aos travões com toda a força mesmo sabendo que não vou conseguir impedir o impacto.
Quando embato na traseira do carro estacionado ainda a minha roda traseira não tinha tocado no chão da tremenda égua que saquei. No milésimo anterior ao impacto tinham-se dissipado todas as dúvidas de que me iria magoar a sério.
Tudo termina com o estrondo normal de um acidente e com aquele som característico de um choque entre veículos.
Sou projectado contra o vidro traseiro no qual bati com a cara e capacete, enquanto o joelho esquerdo embate violentamente contra o parachoques e o meu peito contra a parte de cima da mala do Honda Civic. O impacto foi de uma violência brutal.

Aguento-me de pé, dormente, uns segundos antes de me sentar no chão, depois de sair de cima da traseira do carro.
Duas velhotas que circulavam no passeio, incrédulas, perguntam-se se estou em condições de continuar. Eu aceno afirmativamente após uns momentos de "check up" sensorial....
Estava inteiro e apenas me doía intensamente a mão esquerda e o joelho esquerdo.
Sentia uma ligeira impressão na cara e o maxilar estava meio dormente mas estava todo inteiro. Assim como os restantes ossos do corpo, miraculosamente.

Levanto-me do alcatrão e vou-me sentar na berma do passeio. Um senhor que estava do outro lado da estrada aproxima-se de mim.
Vem-me perguntar se queria que chamasse alguém. Uma ambulância ou mesmo o INEM. Dizia que morava do outro lado da rua e que me poderia guardar a bicicleta inclusive se eu quisesse.
Agradeço-lhe mas volto a afirmar que estava em condições de continuar.
No momento em que vou levantar a bike que continuava caída no chão sou assaltado pela dúvida que se calhar, mesmo eu estando em condições de continuar, a bicicleta poderia não estar. Mas estava.
Nem um empeno, nem uma arranhadela, nada! Assim como na traseira do antigo Civic.
Que puta de sorte!

Encosto a bike à parede do prédio e sento-me novamente nos degraus ao lado.
Tento recompor-me como posso do susto.
As dores não me deixam raciocinar e resolvo fazer-me ao caminho...
Passo os terrenos da antiga Feira Popular e apanho a ciclovia perto do Campo Grande até à Avª do Brasil. Subo tudo num ritmo tranquilo. As dores no joelho estavam a amainar na exacta proporção em que aumentavam as da mão esquerda.
Chego aos Olivais e desço pelo singletrack do Vale do Silêncio. Mais umas pedaladas e estou em casa.

Pelo caminho só pensava na sorte que tinha tido, ainda mal refeito do susto. Num abrir e fechar de olhos poderia ter-me magoado mesmo à séria. Numa fracção de segundo e de uma forma tão estúpida...
Enfim, é assim que as coisas más acontecem, numa fracção de segundo e num abrir e fechar de olhos, eu sei. Mas assusta quando as vivemos assim tão de perto...

A mão ficou só um bocadinho negra e o joelho, um bocadinho esfolado. A cara pouco ou nada apresentava sinais de testemunha, mas o orgulho... Ai senhores, o orgulho...

NOTA:
Para esclarecer, não houve lugar a danos no carro estacionado!
Nem na bike, nem no carro. Apenas aqui no vosso amigo, que dois dias depois ainda lhe doem as costelas!



O track GPS pode ser descarregado aqui: Tracks GPS 
Ou aqui: http://www.gpsies.com/map.do?fileId=eelskjtdpsvmpoec

Vemo-nos por aí.
Abraçorros!

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A Liv na Pedra Amarela - Flashback

Este post já deveria ter visto a luz do dia e a passeata teve lugar a 20/12/2015, mas só agora tive uns momentos para escrever estas linhas sobre o mesmo.

A Sandra, grávida de 15 semanas andava mortinha por voltar a dar uma passeata de bicicleta, por esses trilhos fora.
Tinha saudades de BTT a sério, dizia...
Queria testar a Liv no seu habitat de eleição, a sua nova bicicleta, a nova menina dos seus olhos!



E com toda a razão!
A bike, toda brilhante, pedia com ardor por uma corrida pelo meio do monte, perdida, longe da civilização e do mundo de cimento onde até então tinha rolado.
Gemia baixinho, encostada à parede lá de casa, como que pedindo que a levássemos a passear!
Gemia ela e gemia a Sandra. Ambas roídas de vontade de pisar na terra húmida e sentir o cheiro puro do ar da montanha a queimar nos pulmões...

E foi assim que me convenceram a levar ambas até ao meu cantinho predilecto. Lá fomos, os 5 - Eu e a Sandra, as duas bicicletas e o Abacate, bem aconchegado dentro da barriga da minha Princesa - direitos aos trilhos e a uma passeata numa manhã quase de Verão, amena e prazenteira, deliciosa!


Os trilhos a escolher teriam que ser tranquilos, por todas as razões lógicas. E foram. Tive esse cuidado, o de escolher sempre trilhos fáceis e rolantes, sem dificuldades de maior.
Mas fomos andando e a bela manhã convidava a seguir adiante. A vontade que tínhamos e o prazer que sentíamos também. E seguimos! E seguimos, e seguimos...
E subimos também...
Fomos visitar, para além da Peninha, o marco geodésico da Pedra Amarela, um dos pontos mais marcantes e míticos da minha serra amada.



Uma estreia para a Sandra que nunca tinha trepado aquela rampa de terra batida, deveras empinada no final mas que se deixou vencer sem alaridos, sem guerras, numa subida tranquila e compassada, ao ritmo calmo da manhã que se mantinha amena e convidativa.

E nós íamos cedendo ao prazer de pedalar, às saudades que tínhamos de o fazer nestes moldes e a Sandra ia descobrindo a sua nova bicicleta, com as suas novas sensações. A cada curva, a cada pedalada, a cada subida e a cada descida parecia mais encantada, mas o juízo chamava e mantinha-nos concentrados.

Havia sido bom. Bom, não, excelente!
Mas era preciso não abusar. E demos por terminada a passeata ainda longe de nos sentirmos sequer cansados ou com vontade de parar... Mas assim fizemos.
A Sandra, grávida de 15 semanas, reluzente de alegria e entusiasmo senta-se no carro e não cabe em si de feliz!
E este sentimento é mel para os meus sentidos.
É ouro ver quem se ama, feliz, seja porque razão for!

A crónica desta passeata feita pela Sandra pode ser lida a partir deste link:
A ESTREIA DA LIV NOS TRILHOS E A ÚLTIMA VOLTA DO ANO

Vemo-nos por aí.
Abraçorros!

A ficha técnica da passeata...

domingo, 3 de janeiro de 2016

À procura do Paizinho!

"À procura do Paizinho!" - A primeira do ano!

Auuuuuuuúúúú!
Era o que me apetecia dizer enquanto levava com a chuva na tromba!
Choveu forte, choveu fraco, mas choveu quase durante toda a manhã.
Começou por volta das 09h30 e só parou de quando em vez.
Os trilhos estavam óptimos, no ponto da tracção e mantendo-se compactos para permitir pedalar soltinhos e sem lama.

Sem lama, verdade, mas com areia com fartura, já que deu a travadinha na mioleira do Pastor e rumámos à mata da Apostiça para nos enfiarmos no meio daquele mar de areia.

Enquanto maldizia das escolhas do nosso guia, ouvia a minha transmissão nova, novinha, a mastigar aquela areia toda, tal lixa na engrenagem enquanto imaginava novo assalto à carteira!

Depois do abastecimento no café "Saltarico", resolveu mesmo não voltar a dar tréguas e foi de baixo daquela chuva miudinha, tola, que regressámos a Santa Marta.





Ainda tivemos tempo para assistirmos a já considerada épica declaração do ano!
O nosso Capitão a perguntar à mulher do companheiro Florival se... "O Paizinho está?!?!"
Ao que ela lhe responde... "Paizinho, não! Marido."

Escusado será dizer que foi a desgraça da risota!
Começa bem o ano! ehehehehe

Vemo-nos por aí.
Abraçorros!

A ficha técnica da passeata:

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Run, Fred. Run!

And I just kept running!

A bem da verdade, o ano começou e ainda não corri um quilómetro que seja.
Mas corri a dia 30/12 os últimos 13kms do ano. O último treino longo do ano! E que bem que soube.

A coisa vai, as dores derivadas das lesões deixaram de me fazer companhia e o prazer de correr continua.

No final deste mês iremos ter o Grande Prémio do Fim da Europa e sempre serão 17kms.

Não sei se irei ter a companhia da Sandra ou não. Esta só irá se o tempo estiver de feição e não chover. Nesse cenário, a nossa corrida irá ser algo parecido com uma marcha mais rápida do que o normal devido à gravidez da minha cara-metade.

Caso o tempo esteja manhoso e a Sandra não participe, a corrida será isso mesmo, uma corrida. Do principio ao fim. Sobe, sobe, sobe durante cerca de 11kms e depois desce os restantes na direcção do Cabo mais Ocidental da Europa.

Seja em que necessário for, lá estarei para mais um evento na minha Serra!



sábado, 5 de dezembro de 2015

HD@Monsanto!

Podia ter escolhido o nome "Monsanto - Die Hard" que também servia o propósito mas não era bem a mesma coisa! Além de que a ideia principal passava por sobreviver à aventura!

Assim, a designação de "Hard day @ Monsanto" acabou por surgir naturalmente e marcava o mote de forma elucidativa. Apesar de ser um desafio para uma manhã apenas, esta adivinhava-se durita e posto isto, e enquanto preparava o treino de sábado, que é como quem diz, arranjava lenha com que me queimar, pensava somente em duas coisitas muito básicas:

A primeira; Realizar um percurso com mais 3 horas e com alguma dureza e que me levasse de casa a Monsanto e regresso e que me desse para desfrutar de uma boa manhã de BTT;

E a segunda, que consistia em esperar sinceramente que o cêpo da minha roda traseira não entregasse a alma ao criador durante a manhã e longe de casa!

Desenhei assim um percurso em que, se os primeiros quilómetros seriam rolantes e por ciclovias, desde a Expo a Mosanto, estavam reservados e assim que chegasse ao Parque Florestal do Monsanto, cerca de 40kms de trilhos técnicos, duros e exigentes como só aquela zona sabe ser.
O acumulado total a cumprir nestes quilómetros, bem envolvidos pelo pulmão da cidade, assomava a quase totalidade do total do percurso.
Os mais de 25 quilómetros que restavam seriam quase planos...

Na prática, mais de 65kms com mais de 1200m de desnível positivo acumulado era o que me esperava nesta bela manhã!

Estavam reunidas as condições para um empeno jeitoso, mas para ajudar na festa o tempo esteve excelente para pedalar. Até o estado dos trilhos e caminhos estava muito perto do ideal.

Sem companhia, saí de casa passavam uns minutos das 08h e cheguei a Benfica ainda não eram 09h
Os primeiros quilómetros da manhã foram tranquilos pelas ciclovias de uma Lisboa ainda meio adormecida. E o mesmo se passava pela zona do Monsanto. Tudo dormia. Até os esquilos...
Já passava das 10h30 quando comecei a ver alguns, mas muito poucos, companheiros do pedal e ainda menos trail-runners.

A manhã ia passando tranquila. Sem quedas, sustos ou quaisquer problemas mecânicos, com excepção feita a 40kgs de cão que resolveu investir, solto, contra aqui o vosso amigo, enquanto seguia a caminho do Restelo...
Sorte a minha que tenho alguns reflexos e saltei da bike a tempo de evitar um encontro de último grau entre este e alguma parte do meu esqueleto. Sacana, que até o gosto do titânio teimou em provar(!)
O casal de animais que andava a passear junto com o bicharoco ainda ficaram muito sensibilizados com o meu rol de asneiradas que larguei para o ar enquanto não controlaram o cão que lhes pertencia!

Segui o meu caminho na direcção da zona baixa do Restelo, por trás do Hospital S. Francisco Xavier.

Mantinha, no entanto, a dúvida se a minha roda traseira aguentaria a pancada. Volta e meia, e quando deixava de pedalar e seguia em "roda livre", lá ouvia aquele barulho assustador do cêpo a ficar preso e a querer agarrar, mas lá voltava a dar umas pedaladas e a coisa voltava à normalidade. Ainda assim e como estava a treinar, o ritmo foi sempre relativamente alto e com quase nenhumas paragens para usufruir das vistas, descansar ou sequer mostrar alguma complacência pelo estado do miolo do meu cubito!

Durante a passeata fiz três curtas paragens.
A primeira foi de uns breves segundos para acertar a pressão do pneu traseiro e despir o casaco que trazia vestido, assim que entrei nos trilhos em Monsanto. A segunda, que foi a mais demorada, aconteceu para tomar um café e comer qualquer coisa num café/restaurante da zona, o Moinho Verde. A terceira e última micro paragem foi no alto do Moinho. Belas vistas sobre Lisboa para apreciar, mas foi curta o suficiente para engolir a restante sandes de marmelada que levava na mochila e comer uma mini-banana!

As voltinhas dentro do parque do Monsanto levaram-me a cumprir alguns dos trilhos mais emblemáticos da zona, assim como algumas das subidas mais longas, técnicas e exigentes. Em resumo, uma manhã mesmo bem passada!

O único senão da manhã foram mesmo as dores que continuo a sentir no joelho direito derivadas da pancada que dei no último Nocturno ATX, na 4ª feira passada.
Se na aula de Spinning de sexta-feira, não me doeu por aí além, ontem quase que me levava ao desespero. As dores tornaram-se de tal formas intensas que pensei, por mais que uma vez, em abortar o plano inicial e reduzir o percurso, mas mantive-me fiel ao plano, cerrei a dentadura e aguentei estoicamente as putas das dores.


Só me doía mesmo nas subidas e quando tinha que meter carga nos pedais, pelo que sabia que o caminho de regresso a casa seria ligeiramente mais tranquilo. Ainda assim, e com 60kms feitos, já me doía em qualquer posição e notava-o mais inchado do que quando iniciara a passeata.
Como comecei mais tarde do que previa, também iria terminar mais tarde do que contava. Mesmo assim, cheguei a casa uns minutos depois das 13h30, mesmo a horas de me sentar à mesa e almoçar com as minhas Princesas e a mana Carla que está de férias em Portugal.

O resto da tarde foi de repouso, portanto. Também conhecido como "Ronha", arrastando o rabo pelo sofá da sala em conjunto com as meninas e o patudo!

Como diz um amigo: "Foi Tip-Top!"

O track GPS deste magnífico percurso pode ser encontrado aqui:
http://www.gpsies.com/map.do?fileId=eelskjtdpsvmpoec
(O percurso começa e termina em Moscavide, mas a parte interessante está toda concentrada no parque florestal de Monsanto, pelo que podem aproveitar o percurso a partir da ponte.)

Vemo-nos por aí!
Abraçorros.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

10.000 momentos de El Soplao

"Encontraste el Contraste"

Vivimos en una sociedad que tiene miedo a los nombres, en la que nada se entiende sin su contrario, camuflamos con mentiras o eufemismos la realidad, nos da miedo desnudarnos con las palabras, y así vivimos lo más asépticos posible sin aceptar nuestras derrotas; derrota que en mi caso no fue tal, porque no me rendí. 

Por eso cuando me quedé sin agua y un amigo, al que no conozco de nada, me ofreció su bote tras la arenga de "muerde la boquilla y aspira, hombre, que tengo de sobra" me lancé a este relato que había ido macerando con los kilómetros... 

Así al finalizar mi periplo descubrí que grande y pequeño ya no volverían a ser contrarios en mi diccionario personal, sino complementarios. 

Grande fue el inicio, el atávico danzar de la salida, la emoción de los acordes de rock antes de adentrarnos en la oscuridad de la noche y sentirnos pequeños.

Frio en la noche, mucho calor en el aire. Grande la gente de la pequeña Ruente y grande su pequeño puente que nos hizo sentir gigantes, casi héroes, en el resonar de los aplausos para volver a ser diminutos seres en la pendiente siguiente.

Desde la otra parte, por la escarpada subida, divisábamos los frontales como pequeñas luciérnagas de los que aún bajaban el cortafuegos temido que nos había hecho descender de modo precipitado a profundidades desconocidas pero que, donde realmente nos llevaron, fue a un mini oasis lleno de gente paciente que con gesto amable ofrecían el primer alivio reconstituyente.

Y qué grandes se veían nuestras sombras bajo el foco del que venía detrás en la noche.

Con cada pequeño gesto: un saludo, un adelante, una palmada... grandes sensaciones y emociones, cuerpos pequeños, grandes corazones.

Pequeño se iba volviendo mi amigo cuando se alejaba por el camino, aunque yo sabía de sobra que acabaría a lo grande e invisible quería volverse cuando a gritos le cantaba una copla de la más grande, justo cuando dejábamos atrás la luz frontal de la noche para encender el amanecer. 

Fue bonito saber que siendo pequeño se pueden hacer cosas grandes, y comprobar el calor de la compañía de ir en soledad con la belleza del paisaje. 

Fue grande el dolor que me hizo caer y sentir pequeño, y pequeños los gestos, las palabras el ánimo, el aliento de los que me pasaban y socorrieron lo que me hizo comprender lo grande del momento.

Sólo me queda el consuelo de haber encontrado la sensación de que lo contrario de la derrota no es la victoria sino la lucha y así agradecer a esta carrera hacerme comprender a la vez cómo, siendo seres tan pequeños, podemos llegar a sentirnos tan grandes.

Tan grande fue la sensación grabada en mi mente que ocho días después no pude más que volver a hacer todo el recorrido en mi mente hasta que me pudo el sueño de la noche que aquel día no dormí y seguí la mañana siguiente con la agridulce sensación de tener que regresar algún día a disfrutar de aquel campo de batalla, con la sonrisa implícita en el alma. 

Y esa fue al final mi gran victoria, poder reconocer, después de todo, que no es necesario que algo tenga un opuesto para que tenga la vida sentido, que lo grande nos hace saber lo bueno de ser pequeños, que el frío de la noche nos hace apreciar el calor de la gente, que cuando llega el calor nos podemos quedar muy fríos, que la dureza del paisaje no es lo opuesto a su belleza y que la soledad nunca más será una mala compañía. "
Por Ángel S. García García


O bonito texto acima foi retirado do Livro "10.000 momentos del Soplao"...

Serve também para ilustrar, de alguma maneira, o desafio a que me propus e vir aqui publicamente anunciar que já estou oficialmente inscrito nesta mítica Ultra-Maratona, em terras de Nuestros Hermanos e com mais de 160Kms!
Sou um desses 6 malucos Tugas que irão rumar a Cabezón del Sal, bem no coração da província Cantábrica para participar na X Edición del Los 10.000 del Soplao
Siga!!!


Muitas alterações irão surgir nos tempos mais próximos devido ás novidades fresquinhas, e passadas via Facebook (e sobre as quais prometo fazer o devido post) e que obrigam ao "afastamento" temporário da Sandra dos trilhos e destes (e de quaisquer outros) desafios desportivos...
Daí que este será o meu maior - e único na verdade - desafio para 2016 e no que refere às bicicletas de montanha e actividades desportivas!
O MountainQuest fica, uma vez mais, adiado para melhor altura! Provavelmente, 2017...

Depois do desafio Los 10.000 del Soplao, lá para meados de Junho, há-de começar a maior Aventura da minha vida... A maior e mais longa Maratona da minha vida, e que se prevê ir mudar drasticamente a minha forma de "ver" a mesma.
E não, não deverão ir existir projectos de BTT - ou outros de cariz desportivo - a popular o calendário durante algum tempo.
Existirão, isso sim, fraldas, biberons, noites mal dormidas, birras, papas, chuchas e afins...
E será esse o desafio do momento, a Aventura da minha vida!.

Quando voltarem a existir projectos na vertente desportiva, já deverei ter novamente a companhia da minha Princesa maior!
A ver vamos...

Já dizia o outro canta-autor Português:

"É preciso é ter calma;
Não dar o corpo pela alma"


Até lá, cabe treinar "á muerte" com os planos de treino da equipa Inglesa BritishCycling e aulas especificas no meu ginásio de eleição;

British Cycling Foundation Plan

British Cycling Intermediate and Advanced training Plan


Vemo-nos por aí.
Abraçorros!

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

ATX by Night - "Fred, o mal disposto"

Se há dias que não correm bem, há noites que correm ainda pior!
Ontem foi uma dessas noites. Não que tenha corrido mal, não se pode dizer que assim tenha sido... Mas que podia ter corrido bem melhor, porra, isso podia!
Até porque fui estrear a nova transmissão que o Bruno Aguiar montou na minha máquina.
O novo sistema Shimano Deore XT de 2015, pretinho e brilhante!
Nova pedaleira com 2 pratos, de 26 e 36 dentes respectivamente e 11 velocidades na traseira, com uma amplitude que vai desde os 11 aos 40 dentes, capazes de trepar paredes. Uma mudança profunda na configuração que costumava usar. Inclusivamente com regresso aos novos e remodelados triggers XT que vieram substituir o meu velhinho rotativo Sram X0 e que têm um comportamento estupidamente suave e reactivo...




Uma mudança pensada e planeada para corresponder aos desafios que se avizinham no horizonte e para me poupar um pouco as pernas e ter transmissão para acompanhar os devaneios e andamento da Sandra nas provas!
Posto isto, é fácil perceber que a noite tinha como principal objectivo o teste ao funcionamento de todo o sistema antes do desafio do próximo sábado, a já mítica "Rota do Alpinista"...
Mas, se toda a montagem funcionou na perfeição, sem qualquer falha, assustadoramente silenciosa, precisa e com um tacto simplesmente fantástico, já o meu bem-estar e boa disposição ocupou o extremo oposto da escala.
Estava mal disposto como há muito não me sentia. Durante as mais de duas horas que durou a volta estive à beira de me vomitar todo por variadíssimas vezes. O estômago ardia-me como se tivesse apanhado uma monumental bebedeira na noite anterior e estivesse ainda de ressaca.
Com uma azia tal que me parecia ir explodir em chamas a cada solavanco do caminho...

Mal e porcamente fui-me aguentado ao forte andamento dos meus amigos...
Sem grandes cerimónias fui arrastando o esqueleto montes e caminhos acima. E, junto com o resto grupinho, sem qualquer misericórdia ou compaixão pelo meu lastimável estado, acabámos por cumprir cerca de trinta quilómetros.
Mantinha a força nas pernas, mas era só o que me restava...
Só me apetecia caminho tranquilo e nada de solavancos, e nestas redondezas só há pedras e caminhos técnicos, regos, raízes e mais pedras... Por volta das 23h e quando terminámos a foto de grupo acabei por dizer aos meus companheiros que iria rumar por asfalto ao carro, resignado e mal disposto, mas não me deixaram seguir sozinho e lá me convenceram a seguir com eles os restantes quilómetros.
Assim que agarro na bike para me fazer ao restante caminho, o pneu da frente estava quase totalmente vazio. Não aparentava ter melhor saúde que o dono!

Meto-me a dar à bomba! Nem câmara de ar suplente tinha para trocar caso fosse necessário.
Meto-lhe o ar suficiente para seguir mais uns metros por asfalto junto com os meus companheiros.
Aqui o "Gru" cada vez estava pior. Continuava a conseguir segurar os vómitos, mais por não querer ficar com aquele gosto a azedo na boca do que por necessidade...


Voltamos a parar um ou dois quilómetros mais à frente e eu volto a dar à bomba para repor o nível de ar que se tinha escapado pelo teimoso furo, cujo líquido selante, aparentemente, não conseguia resolver...
Estava cada vez mais mal-disposto e o meu ânimo era equivalente, com a malta amiga a ter que gramar com o meu mau e "aziado" feitio, coitados(!)

Acabo novamente a ser convencido pelos meus companheiros a seguir com eles em vez de seguir pela estrada por onde mandava o GPS e por onde, na teoria, seria o caminho mais curto de volta ao carro. Faltavam cerca de 7.5km para o final...
Rumamos direitos a Montemuro e ao já conhecido e famoso "Trilho do homem morto" para irmos depois dar à povoação de Lousa e aí apanhar novamente o apetecível asfalto.
Em menos de nada estava de novo em Guerreiros, ao pé do carro, de volta completada....

Mas, porra, que custou! Oh, se custou...

Obrigado malta por terem a paciência de me aturar e não me terem "deixado" regressar sozinho!

Vemo-nos por aí - Preferencialmente mais bem disposto!
Abraçorros.

domingo, 15 de novembro de 2015

Corre Jamor 2015

O Domingo acordou em tudo semelhante à restante semana.

O Sol brilhava descomprometido numa manhã cristalina e convidativa. O dia ia subindo no alto do seu vigor mantendo a temperatura ideal para enfrentar a aventura que nos levava ali aos três e a mim em particular. Ainda não eram 09h já estávamos no Estádio Nacional do Jamor, a caminhar para o local onde iria proceder à recolha do meu dorsal para a 6ª Edição do evento "Corre Jamor".
Ao aceitar o desafio do meu amigo Luís Estevão, estava também a comprometer-me com o maior desafio desta minha, ainda curta, carreira de corredor. Iria enfrentar a minha segunda prova de 10kms, mas com a variante de esta ser num sobe e desce constante, desenrolando-se num piso misto e que foi desde o asfalto, passando pela borracha da pista dos 400m do Estádio de Honra do Centro Desportivo Nacional do Jamor, a dezenas de metros em empedrado e vários quilómetros por pistas, caminhos e trilhos de terra batida, bem à fresca envolvidos pelo pinhal que rodeia a zona.
O levantamento do Kit de atleta aconteceu sem qualquer espera. Foi chegar e levantar o saco onde constava alguma publicidade, uma t'shirt técnica, o chip de controlo de tempos e o respectivo dorsal.
Um pouco depois encontro o Luís enquanto este se preparava para levantar o kit dele. Os cumprimentos da praxe e seguimos para o carro que estávamos ansiosos. Quer se dizer, eu estava. A Sandra e o Migas, não!
Chegámos muito cedo e essa espera aborreceu o Miguel. Ainda fizemos umas séries nas escadarias das bancadas do estádio até que foi horas do aquecimento geral dado por malta do Holmes Place. A bem de verdade, foi mais divertido do que técnico, mas serviu para acordar os músculos e por o sangue a correr com mais pujança e vigor. O Miguel é que não achou piadinha nenhuma àquela malta toda a tentar acertar numa coreografia demasiado estranha e descoordenada.

A partida foi dada às 10h30 sem atrasos.
Curiosamente, toda a ansiedade de há uma hora atrás era, naquela altura, uma mera recordação. Estava super tranquilo. Apronto o Strava e preparo a Playlist enquanto me vou mexendo para não arrefecer em demasia. Fazemos um minuto de silêncio em memória das vitimas do atentado de Paris e segundos depois ouve-se o tiro da partida.
Arranco bastante bem posicionado, bem colocado perto do arco de meta e à frente de quase 1700 atletas. O Luís, com quem entrara na manga da partida já havia encontrado o seu lugar ainda mais à frente, na busca do seu melhor tempo e objectivo pessoal.
Saio com um ritmo resguardado e comedido. Tinha ideia que a prova seria dura, com bastantes subidas e muito mais técnica do que a minha primeira e única experiência até então naquela distância. Sabia que o meu sucesso - e conseguir cumprir o meu objectivo - estava directamente relacionado com o ritmo com que iniciasse a prova e com que fizesse os primeiros dois ou três quilómetros.
Mas não é fácil um se controlar quando todos aparentam ir a fundo. No entanto, consegui manter o meu ritmo com rédea curta, mas por essa razão fui ultrapassado por centenas de participantes nos primeiros três quilómetros da prova... Até começarem as subidas, na verdade!
Saímos do Estádio de Honra para descermos na direcção da zona de canoagem num dos extremos do parque. Contornamos tudo e num ápice estamos a apanhar as primeiras subidas da manhã. E começou o meu deleite! A primeira rampa de gravilha que apanhamos leva-nos de novo a passar na porta do Estádio para seguidamente entrarmos nos trilhos de terra, ao quilómetro 3.
Na primeira subida que enfrentámos, a de gravilha, com cerca de 300 metros de extensão, comecei a ultrapassar malta. E foi assim até ao km3.5 para depois apanharmos uma descida até chegarmos ao km4, onde a vista era absolutamente brutal, com os olhos a pousarem em ambas as margens do rio, com ás aguas do Tejo tranquilas pelo meio, banhadas pelos reflexos de um belo dia de sol!
Neste ponto voltamos novamente a subir e eu volto a começar a ultrapassar companheiros que há uns minutos me tinham passado a mim. Muitos deles já caminhavam ao invés de correr... A subida terminou ao Km 5.4! Sempre a subir por trilhos e algum empedrado. Até aqui anda vencemos uma boa rampa que chegou bem perto dos 23% de inclinação - segundo o Strava - Bom, mas bom!
Os meus pés calcavam trilhos de terra batida desde o km3 e pouco ou quase nenhum asfalto haveriam de apanhar novamente. E sentiam-se bem. O motor a Diesel estava a começar a ficar quentinho e os pístons - entenda-se, pernas - mostravam sinais disso mesmo. A cada passada dada sentia-me mais leve. As subidas pareciam todas ao meu jeito e sinceramente só me lembro de subir... Pouco de cada vez, mas subia-se! As descidas serviam para descomprimir e abrir um pouco o passo, sempre com cuidado que calçando sapatilhas de estrada, a segurança que senti na passada nunca foi a melhor.
Nas rectas tentava "rolar" com o passo mais solto que conseguia e fui constantemente a ultrapassar gente. Lá volta e meia era ultrapassado por uma mulher-bala ou homem-bala... Mas alegrava-me o facto de que me sentia bem e, aparentemente, estava a dar conta do recado.
Ia atento à voz que me soprava ao ouvido os tempos por quilómetro que ia a fazer. Esta lá me ia dizendo: "último quilómetro a cinco minutos e...." E era o que me bastava ouvir!
O meu objectivo para esta prova era o de a completar num tempo inferior a uma hora. Se conseguisse baixar o tempo da Bimbo Energy Race tanto melhor mas sabia que isso seria virtualmente impossível. Já cumprir estes 10kms de piso misto, num rompe-pernas constante, era o desafio mais audaz a que me havia proposto nesta "cenaça" da corrida. Além de que seria um genéro de iniciação ao Trail e só isso era sinónimo que não podia comparar ambas corridas. Mas não tinha outra para referência.
De cada vez que a voz dizia "5 minutos", eu sabia que estava capaz, e mais perto, de cumprir o meu objectivo! Os segundos eram secundários e até metade da prova apenas me foquei em manter-me abaixo dos 6 minutos por quilómetro mantendo determinado ritmo e a passada o mais certa possível. Coisa complicada que é, percebi na altura, enquanto se corre no mato e em trilhos estreitos, com raízes e pedras, buracos, regos e outros pés que não os nossos com os quais nos temos que preocupar...
Haveria, ao Km5 um abastecimento líquido. Apenas água mas que aproveitei. Dei apenas uns quantos golos pequeninos e larguei a garrafa ainda não tinha deixado o empedrado. Esse maldito empedrado que foi o piso que mais me custou a vencer e ultrapassar.
A partir daqui e sentindo-me bem, comecei a pensar em fazer melhor do que até ali.



Comecei a correr com outro objectivo. O de melhorar os tempos por quilómetro que estava a fazer até então. Comecei a apontar para baixar dos 5 minutos por quilómetro mas tal acabei por não conseguir. Não é fácil com trilhos técnicos e sinuosos e malta a correr junto a nós. A segurança esteve sempre primeiro. A minha e a daqueles que ia ultrapassando, para não fazer ninguém tropeçar numa ultrapassagem mais forçada... Quando tinha que abrandar porque não conseguia passar em alguma subida ou outra zona, abrandava e esperava. Por vezes fui passado nestas alturas e acabava por seguir atrás desse atleta. Nos trilhos mais estreitos foi assim que geri a minha corrida. Mas, por várias vezes me vi obrigado a seguir num ritmo muito abaixo daquele que poderia levar.
Ainda assisti a uma queda de um companheiro que ia à minha frente. Não percebi se por câimbras se por outra razão qualquer, mas como ficaram logo dois companheiros com ele, nem parei. A bem da verdade, nem sequer abrandei o passo, tenho que admitir.
Meia dúzia de metros depois, nova rampa, curta e intensa, que fiz de passo mais curto mas certo, sem me permitir sequer abrandar o ritmo cardíaco. No topo desta já nem me lembrava mais do companheiro que havia ficado sentado na beira do trilho, nem do sofrimento e dor estampadas no seu rosto.
A determinada altura vejo a placa com indicação do KM 8, mas desta vez não esbocei sorriso algum. Estava colocada em plena subida e a única coisa que fiz foi um cerrar de dentes e meter na passada seguinte toda a potência que ainda tinha para dar.
Pensei para mim: "Se ainda tens forças, é bom que as esgotes nestes dois últimos quilómetros!"
E apertei ainda mais o passo, chegando a conseguir fazer 5:06/Km nesses 1000 metros seguintes mas sem conseguir descer abaixo da mítica marca dos 5 minutos ao Km!
Mais um bocadinho de rompe-pernas até ao final, sempre por trilhos de terra batida e sempre por um percurso muito bonito. A determinada altura, e ainda antes de entrarmos no último quilómetro, começamos a ver novamente o Estádio e toda a zona da meta por entre o denso arvoredo. Entramos no topo das bancadas e passamos por dentro da tribuna de honra, e que foi para mim um dos momentos altos e mais marcantes de toda a corrida. Contornamos o estádio, voltamos aos trilhos e uns metros depois estamos a chegar à entrada do Estádio de Honra, novamente.
Uma subida final ligeira a escassos metros da entrada no estádio. Levanto a cabeça após ultrapassar mais um companheiro e vejo o Luís, que, com o seu tradicional sorriso, me acena e com o polegar em riste me atira um:
"Boa corrida man, boa corrida!" - Ou algo assim...
E aqui sim, voltei novamente a esboçar um sorriso! Já o havia feito em várias alturas e principalmente quando passamos na zona da tribuna de honra com todo o estádio e festa, literalmente, aos nossos pés!
Estava a metros de conseguir finalizar a minha corrida e tinha-o feito cumprindo o objectivo a que me havia proposto!
Entramos no estádio com muita gente a assistir e temos mais 400 metros de Tartan até cortar a meta! Foram uns momentos intensos, tenho que admitir...
O ritmo naquela pista de borracha era o mais alto que conseguia naquela altura e o ambiente diferente de tudo o que já havia presenciado. Entro na última curva e a 75 metros da meta levanto os olhos para o cronómetro digital... Marcava 00:52:48! Sem grandes alaridos, mas também sem me conter felicito-me com uma palmadinha no ombro. Sempre havia conseguido o meu objectivo de terminar dentro da uma hora de prova. E por pouco não igualava o meu tempo da minha primeira prova, muito mais fácil que esta! Terminava a minha prova com o tempo oficial de 00:53:11!

O meu ritmo médio foi de 5:19 min/km o que foi uma boa recompensa pela meu esforço naqueles trilhos. Foi uma prova excelente, na qual me deu um prazer enorme em participar e à qual conto, sem sombra de dúvida, regressar no ano que vem!
E espero ter a companhia da minha companheira, que hoje não pôde participar por motivos de força maior. Mas que tenho a certeza que irá gostar da prova e do percurso tanto quanto eu gostei.
Até porque isto de correr tem a sua piada, mas acompanhado por quem se gosta, sabe ainda melhor!

O resumo final da minha participação resume-se ao diploma aqui ao lado.

Apesar de ter levado comigo uma fotografa profissional, não tive direito a uma única foto em plena actividade...
Assim não há condições, digo eu!

Passei depressa demais disseram as más línguas(!)

O próximo desafio é a Rota do Alpinista que já vai na sua 2ª Edição.
Dizem os autores da coisa que vai ser dura e tendo a concordar. Mais de uma centena de quilómetros com mais de 3000 metros de acumulado positivo a vencer não agoiram tarefa fácil, mas lá iremos de cabeça erguida e de peito aberto, enfrentar um dos maiores desafios do ano!
Cá virei depois dar noticias dessa tareia...

Vemo-nos por aí.
Abraçorros!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Let's meet at the park


LET'S MEET AT THE PARK
 é o titulo do treino que irá ter lugar na próxima segunda-feira, dia 09, pelas 19h15, no Parque Eduardo VII, em Lisboa. É organizado pelo grupo Correr na Cidade e terá a distância aproximada de 10kms e a duração, também aproximada, de 50 minutos.
Ainda que gratuito, requer confirmação de presença no Facebook do grupo!

O treino será um misto de estrada e trilhos, a calhar mesmo bem para a minha preparação para o Corre Jamor já no próximo dia 15. E por falar nesta prova, já tenho dorsal atribuído e será o 1231. Número engraçado!

Será a primeira vez que corro/treino com esta malta. Vamos lá a ver como corre... Depois venho dar notícias. Mas presume-se um bom treininho. Talvez até tenha a companhia da Sandra!

Vemo-nos por aí!
Abraçorros.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

54ª Corrida Nocturna EXPO



54ª Corrida Nocturna Parque das Nações

Foi a primeira vez que me juntei a este grupo para fazer um treino nocturno na zona do Parque das Nações. Um convite no Facebook e foi o que bastou. Ás 20h30 estava à porta da loja Kid to Kid Expo para um treino de corrida nocturno. Estava eu e mais uns vinte caramelos (e caramelas).
Pensava eu que éramos os únicos, mas estava redondamente enganado. Na noite escura juntaram-se, à vontade, mais de uma centena de participantes. Só percebi depois que este "ajuntamento" é normal e acontece assim quase todas as terças-feiras do mês, como podem ver aqui.

O treino começou com uns alongamentos e depois dividimos-nos em grupos mais pequenos, consoante o andamento. Optei por me juntar ao grupo que iria correr a 5:30/km.
Podíamos optar por treinar a 4:30/km, 5:10/km, 5:30/km, 6:00/km ou 7 minutos por quilómetro. Havia ainda um grupo de caminhada.
Podem bem ver a quantidade de pessoas que se juntaram.

A noite estava escura e a falta de iluminação na zona ribeirinha não ajudou em nada. Apenas os elementos "guia" de cada grupo tinham frontal. Ainda assim, correu-se bem, apenas tendo que ter alguma atenção extra ao piso e irregularidades do mesmo.

O meu grupo era composto por uns 7 ou 8 elementos. Todos se conheciam com excepção feita aqui ao vosso pseudo-cronista. Como levei o MP3 e os phones nos ouvidos também pouco abri a boca. Ainda assim e com o pouco que falei, deu para perceber que a malta é acessível e simpática.
Corremos sensivelmente 8.5kms, durante 45 minutos. Nunca cheguei a sair da minha zona de conforto e penso que podia, com relativa facilidade, ter acompanhado o grupo dos 5:11!
Mas como estou em fase de recuperação e não me quero "esticar", foi a melhor opção.

Após isto fizemos mais uns minutos de alongamentos que souberam mesmo bem.
O grupo disponibiliza sempre no final águas e fruta pelo que vim para casa a roer uma maça.
Não fiquei com o registo do Strava porque aquela treta não gravou nada. Eu e a brasileira temos mesmo um relacionamento muito conflituoso(!)

Foi mais uma experiência. Não sei se irei repetir porque acaba por terminar muito tarde, já perto das 22h, mas ainda assim valeu muito a pena. Gostei!

Vemo-nos por aí!
Abraçorros.


domingo, 1 de novembro de 2015

Entre aguaceiros

Bem, chamar aguaceiro à quantidade de água que caiu do céu neste domingo não é, de todo, o termo mais correcto.
Choveu "que se fartou" é o mais perto da realidade sem entrar em especificações mais obscenas!
Sem cerimónias, o primeiro dia do mês de Novembro brindou-nos a manhã com chuva para dar de sobra!

A mim, já me apetecia ir correr desde Sábado, mas por vários motivos não mo havia sido possível. A neura instalada bem pedia uma corridinha - ou qualquer outra actividade física - para contrariar, mas tal não foi possível e lá tive que me contentar com a louça para lavar e o chão para aspirar...

Mas domingo houve tempo matinal para a tal corrida.
O problema é que choviam canivetes quando abri os olhos e os pousei para lá das vidraças da janela, ainda não eram 08h da manhã.
No entanto, estava decidido!
Haviam coisas para fazer e outras tantas para preparar, mas havia tempo para tudo.
Vamos à rua, eu e o patudo, debaixo de chuva intensa e voltamos para casa já meio molhados!
Seco-lhe a cabeça e patas e encho-lhe a taça de comida. Visto os calções, preparo o leitor de MP3, aperto os atacadores das sapatilhas, espeto um beijo na Sandra deitada no sofá, despeço-me dos miúdos agarrados aos desenhos animados na TV e saio para a rua.
Fecho a porta da rua, meto a tocar a Playlist escolhida e ligo o Strava. Assim que dou o primeiro passo percebo que havia parado de chover. Boa!

Saio em passo de corrida ligeira na direcção da zona ribeirinha da Expo. Com a pressa ao sair de casa esqueci-me de aliviar a bexiga e aproveito uma zona meio escondida para o fazer. Realmente, "Correr é um NOJO!!" mas a malta da corrida é mesmo muito desenrascada (ehehehe)... Faço a mijinha que preciso de fazer e sigo a correr, novamente de passo ligeiro e tranquilo, a descer...

Estava motivado e a sentir-me bem. Tão bem, tão bem, que até pensei que a brasileira sexy do Strava se havia enganado quando me diz ao ouvido que tinha percorrido o meu segundo quilómetro em: "5 minutos e seis segundos".
Isto dito com aquele sotaque brasileiro quase me deu um orgasmo ali na hora. Bolas que estou forte. Ou isso ou a gaja do Strava passou-se!
Mas não. Nem estou assim tão forte nem a voz sexy do Strava se tinha enganado.
Ia confortável e sem excessos mas o meu ritmo era mesmo aquele e até acabei a bater alguns tempos anteriores de treinos com a Sandra, coisa que achei que ia demorar a acontecer. Parecia eu que ia a voar baixinho, quase a planar por cima das poças de água e praticamente sem tocar nas madeiras dos passadiços. Não, claro que não. Isso já era eu a divagar. Logo eu que sou um cepo a correr, sem técnica nenhuma, e que, de Queniano não tenho mesmo nadinha.



Mas o melhor de tudo foi que, mesmo num registo já mais alto e com 7kms de treino feito, terminei sem dores em nenhum dos joelhos. Aparentemente, a coisa está a compor-se.

Apenas um pequeno apontamento durante o Km5 - que, felizmente, nada teve a ver com as minhas Patas de Ganso - mas que me fez refrear um pouco o ritmo no sexto e sétimo quilómetros. O último quilómetro de regresso a casa - Sim, corri 7kms mas só registei 6! Eu já tinha dito que eu e a brasileira do Strava temos algumas questões de relacionamento!
Acabei por fazer alguns - poucos - alongamentos já à porta de casa, onde cheguei sem apanhar com chuva na tola, mas encharcado na mesma. Levei o impermeável da Sandra vestido e aquilo é um pedaço de plástico que usa e abusa da máxima: "Não apanhes chuva, encharca-te em suor"!

Mas em resumo, curti que nem um maluco a corrida, a aragem fresca na tromba a refrescar e ordenar as ideias e o chapinhar nas poças, mas, sobretudo, por me sentir de alma cheia!

Gosto da mescla de sensações que a corrida produz!

O próximo desafio, a convite do meu amigo Luís, será o evento "Corre Jamor". 10kms por trilhos mistos do Centro Desportivo Nacional do Jamor, e irá ser a minha segunda prova organizada...
E sendo sincero, estou ansioso! Ui, ui, viva a adrenalina ehehehe
Em princípio terei a companhia da minha cara-metade, mas isso ainda não é certo, infelizmente.
A minha ideia será a de manter (+/-) o tempo que fiz na minha primeira experiência na distância, mesmo sabendo que são corridas diferentes, levo para esta muito mais treino e até já alguma experiência(!)
Se vou conseguir ou não, não sei. Vou tentar! Mas acima de tudo quero divertir-me e chapinhar na lama, onde a houver, que esta prova vai ter trilhos mistos(!)

Vemo-nos por aí,
Abraçorros!