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domingo, 3 de janeiro de 2016

À procura do Paizinho!

"À procura do Paizinho!" - A primeira do ano!

Auuuuuuuúúúú!
Era o que me apetecia dizer enquanto levava com a chuva na tromba!
Choveu forte, choveu fraco, mas choveu quase durante toda a manhã.
Começou por volta das 09h30 e só parou de quando em vez.
Os trilhos estavam óptimos, no ponto da tracção e mantendo-se compactos para permitir pedalar soltinhos e sem lama.

Sem lama, verdade, mas com areia com fartura, já que deu a travadinha na mioleira do Pastor e rumámos à mata da Apostiça para nos enfiarmos no meio daquele mar de areia.

Enquanto maldizia das escolhas do nosso guia, ouvia a minha transmissão nova, novinha, a mastigar aquela areia toda, tal lixa na engrenagem enquanto imaginava novo assalto à carteira!

Depois do abastecimento no café "Saltarico", resolveu mesmo não voltar a dar tréguas e foi de baixo daquela chuva miudinha, tola, que regressámos a Santa Marta.





Ainda tivemos tempo para assistirmos a já considerada épica declaração do ano!
O nosso Capitão a perguntar à mulher do companheiro Florival se... "O Paizinho está?!?!"
Ao que ela lhe responde... "Paizinho, não! Marido."

Escusado será dizer que foi a desgraça da risota!
Começa bem o ano! ehehehehe

Vemo-nos por aí.
Abraçorros!

A ficha técnica da passeata:

domingo, 3 de maio de 2015

SM backyard - Again & again

Crónica de Domingo, 03 de Maio de 2015.

Os pneumáticos da caixa com rodas zuniam na estrutura metálica a uma velocidade constante e até melancólica. Talvez por influência do tempo cinzento que se fazia sentir àquela hora da manhã, enquanto transpunha o Tejo, pendurado nas alturas.
A hora é a do costume. Trinta minutos passam das sete da manhã e as nuvens vão, aqui e ali, cobrindo os ainda timidos raios de sol.

Sou o primeiro a chegar ao ponto de encontro.
A malta vai aparecendo devagar, mas às oito e trinta estava o grupo reunido e pronto a embarcar em mais uma manhã de galhofa, boa disposição, de ritmo calmo e tranquilo. Achava eu, mas não podia estar mais enganado!

O ritmo da passeata de domingo foi, ao contrário do habitué dos últimos passeios, realmente estimulante, endiabrado e vivo! Até que enfim(!)
Algumas paragens, sobretudo por furos e na guerra contra as silvas – que vencemos - mas quando tocava a pedalar, ahhhhh catano que o homem da Batuta ía maluco.
Sinceramente, passámos por trilhos tão fechados que julguei muitas vezes que o meu impermeável não iria resistir até final do passeio. Os calções do José Fernando Nunes não duraram inteiros até final da volta, mas segundo a vitima aí a culpa foi do Hernâni...



Mas... imperméavel porquê, perguntam vocês!
Pois, porque o tempo esteve uma merda a manhã toda, com aquela chuva tola que só molha quando um gajo despe o casaco de plático.
Um tempo manhoso, nem quente nem frio. Abafado e húmido, com uma parva de uma chuvinha que ora caía, ora não caía, mas que resolvia engrossar sempre que despia o impermeável.
Uma típica manhã de Maio, primaveril e alegre. Pois sim!

Mas nada que nos impedisse de fazer altos trilhos, conhecer outros novos, passar noutros onde já não metia as rodas fazia tempo. Muito menos que impedisse que o tradicional espírito que nos une fosse outro que não o costumeiro, sempre em altas. Como as rotações dos meus cranks.
Foi sempre a bombar. Raios parta que a maluqueira quando ataca estes homens, dá-lhes forte. Quem andou na cabeçorra do grupo, quem o comandou, fosse em que altura do passeio fosse, foi sempre com um ritmo soltinho e fluído. Daquele, do tipo honesto.
Eu, pela parte que me toca, trazia as perninhas já meio queimadas de Sábado, mas puxei nas subidas finais da manhã como se não houvesse segunda-feira no horizonte e eu não tivesse que me mexer para ir trabalhar. Foi muito bom(!) Mas não foi o passeio calminho e tranquilo que eu esperava. Isso não foi, de todo.

O que sei é que já sonhava com a paragem na Cova do Vapor, tipo, dez minutos depois de termos saído de Santa Marta. Entramos de rompante no pequeno estabelecimente e aviamos as barrigas a gosto. Aqui o vosso cronista mandou duas(!) Bolas Berlim pela goela abaixo, em sintonia com uma Coca-cola. Café e cigui já cá fora com a malta, assim a modos que, à minha espera...
Mas porra que bem que souberam! Pela vida, como se costume dizer.

Ao contrário da maioria dos passeios de Domingo, o grupo iria regressar inteiro. Não houve "meias-voltas", nem 1/4 de voltas desta vez.
O regresso foi por isso tranquilo, mas a Batuta nunca perdeu o compasso e nós nunca abrandámos demasiado o ritmo e variadissimas alturas houve que olhei por cima do ombro para me ceritificar que o Capitão ainda lá vinha. E vinha mesmo.

O pessoal ficou no café a hidratar e eu rumei ao carro para me fazer à pequena viagem entre uma margem e outra do rio.
Para trás ficava mais uma manhã bem passada, Mas ficava também a certeza que as camaras de ar com liquído anti-furo foram uma invenção genial, e que, mesmo a 48.9Km/h continua a ser possível pensar e que à terceira foi de vez!

As fotos são da autoria do José Fernando Nunes. Eu levei a máquina de filmar mas não lhe toquei.
Para a semana há mais!

Abraçorros,
Frederico Nunes "Froids"

@2015

domingo, 12 de abril de 2015

XIº Trilhos&Courelas & Iº Troféu Singlespeed "Py Gim"

Cróncia "XI Trilhos&Courelas" & "Iº Trofeu SingleSpeed "Pi Gym"

De armas e bagagens, entenda-se bicicleta e restante parafernália, rumei a Vendas Novas para participar no XIº Trilhos&Courelas. Esta edição contou também com o 1º Troféu Singlespeed "PiGym", e foi esta brincadeira que me levou ao percurso da meia maratona, com cerca de 47kms e um acumulado a rondar os 550m. Prova bastante rolante e sem dificuldades técnicas de qualquer espécie. Descobri hoje que isso não tem obrigatoriamente que ser mau, não ter grande ou nenhuma dificuldade técnica. Até as descidas foram todas elas suaves e feitas sempre a bom ritmo, muito por culpa do estado dos trilhos que estavam muitíssimo bons para desfrutar. 

Apesar das chuvas da semana que antecedeu o evento, o solo manteve-se compacto e rápido, mesmo nas zonas mais húmidas, sempre com excelente tracção. A organização soube evitar as zonas e trilhos que se mantinham, à hora da partida, impraticáveis.
Esta esteve bem em todos os aspectos, principalmente nas marcações do percurso M. Raramente corro uma prova, mas nesta, sempre que tirei os olhos do chão, lá estava uma fita a indicar o caminho correcto. Os banhos, assim como o levantamento do dorsal, estiveram irrepreensíveis.

Mas deixem-me contar-vos tudo...


Por não saber dos restantes Singlespeed'ers, entrei cedo no controlo 0 e fiquei muito bem posicionado na partida. 


Já tinha encontrado, e conhecido pessoalmente, o Miguel. O companheiro com quem vou fazer a Via Algarviana, em Setembro deste ano e, que só conhecia do mundo virtual. Mas como nunca mais o vi a não ser no final, resolvi aplicar-me a sério e tentar dignificar ao máximo as cores da minha Santa Malta!


Arranquei, como dizem os nuestros hermanos, a Tope!

E, apesar de ter sido quase de imediato ultrapassado por 1/3 do pelotão, consegui manter a liderança do troféu até perto do km15 ou coisa que o valha. 
O ritmo dos primeiros durante os primeiros quilómetros de qualquer prova é sempre alucinante, ainda para mais quando é absolutamente plano durante uns valentes "clicks", tenham mudanças ou não tenham! E eu, junto com os restantes, seguia a fundo...

No entanto, nas primeiras subiditas fui alcançado pelo Júlio e rodei cerca de 2 minutos na roda dele para o voltar a ultrapassar de novo. De alguma forma lá me livrei dos muitos companheiros que rolavam lentamente à minha frente e consegui descolar do Jules, mas pouco depois era ultrapassado por um foguete que não mais vi durante toda a prova. E acreditem quando digo que fui sempre a dar gás! 

O homem pura e simplesmente levava lume naquele carreto. 
Talvez fosse a rolar com 32/16 ou 34/18 ou mesmo mais pesado, ou talvez fosse só forte comó car#!/%$".
Seja como for, outro campeonato…

Resumi-me ao meu ritmo e assim segui, sempre a passar pessoal nas subidas e descidas e a conseguir manter alto ritmo nos planos, chegando mesmo a papar muita malta de 26", 27.5" e mesmo 29"! Só ao Singlespeed'er Fantasma é que eu nunca mais lhe chegava á roda.

Nem chegava, nem nunca cheguei!

Já levava ligado o "chip" de corrida no modo "On" e nunca levantei pé, a não ser quando tinha fulanos lentos que nem uns texugos a arrastarem-se à minha frente. Esperava, respirava, pedia licença e passava quando podía. Mas á carai, que assim que podia... Felizmente que já chegaram os meus novos pedais, que aqueles entragram Domingo a alma ao criador!


Com perto de 25/30kms feitos, nem sei bem, comecei a ficar com dores anormais nos gémeos. A zona lombar já se tinha queixado algumas vezes lá para trás sempre que metia força nos cranks – até aqui tinha vindo maioritariamente a pedalar em pé. Após uma análise ás dores que me estavam a afectar, percebi que vinha com o selim demasiado baixo e, depois de uma zona de abastecimento e numa pista larga de gravilha encostei para corrigir a cenaça! Assim que me sentei em cima da bici novamente nem queria acreditar na minha burrice, mas o estrago estava feito. As dores nos gémeos não mais me largaram até final e a zona lombar, apesar de ter dado algumas tréguas, ficou bastante aborrecida comigo!


No entanto, mantinha dentro do possível, o meu andamento num ritmo vivo e forte, constantemente a ultrapassar pessoal e sempre de olho se era passado por algum concorrente directo, além do pessoal das mudanças... Ninguém passava a puxar só um carreto e isso era bom sinal. Mantinha o meu segundo lugar na geral do troféu e isso mostrava-se motivação de sobra! 


As subidas foram a full power, as descidas a voar baixinho e os longos planos que atravessámos foram feitos, de igual modo, a meter toda a força que tinha nos pedais, mas do homem que rolava em primeiro, nem a sombra lhe cheirava. A não ter captado imagens do bruto em vídeo e seguramente diria que tinha sido alucinação minha!


Os trilhos, esses, mantiveram-se sempre fáceis e sempre interessantes e a temperatura a roçar a ideal.

Acabei a concluir o percurso em 2H20, com uma média jeitosa para quem não gosta de rolar e mantive a minha segunda posição até final.

E coisa que não acontecia desde há muito, tive tempo de antena e tudo à chegada! Sendo o 2º classificado do Troféu, ainda tive direito a duas palavrinhas para o Speaker de serviço! Só não houve pódio, o que foi pena, já que essa sim, teria sido uma experiência memorável nestas minhas andanças do BTT. Não houve pódio mas houve Jersey de “presente” eheheh

Obrigado Pedro, por toda a trabalheira em meter esta coisa de pé, por puro amor à camisola e carolice!

Ainda tive o privilégio de encontrar malta amiga, os Piratas, que me dobraram nos quilómetros iniciais. Trocámos umas palavras, votos de boa corrida e acabamos por nos separar com eles seguindo adiante. O ritmo era alto e rolávamos em plano. Ainda assim, acabei sem saber bem como, por chegar ainda primeiro que eles. Voltei a revê-los já depois do banho tomado quando estes se dirigiam para a lavagem das bicicletas.


Melhor ainda que a prova, foi a parte da “hidratação” final! O almoço foi com a restante malta amante desta vertente do BTT. Os barbudos das Singlespeed! A sopa, o porco no espeto e o belo do jarro de tinto carregaram as baterias ao mesmo tempo que a conversa se mantinha de animada. Tudo top!


Em resumo, um dia muitíssimo bem passado! Bom convívio, bons trilhos, boa organização, bom tempo e acima de tudo, muito boas sensações durante toda a prova. É bom perceber que, quando se quer mesmo e se faz por isso, as coisas tendem a surgir… Estamos aí para as próximas aventuras!


Em jeito de remate, obrigado a todos pela companhia nos trilhos e fora deles, por toda a boa onda e civismo do pessoal (com excepção feita a um caramelo que jogou o plástico do cubo de marmelada para o chão mesmo à minha frente. Escusado será dizer que levou uma rebocada de todo o tamanho. Não o poupei! Entre outras, ainda lhe perguntei se lá em casa dele fazia o mesmo. Não me respondeu, limitou-se a olhar para o chão enquanto continuava a pedalar. Acabou a pedir-me desculpa ao que lhe respondi que não tinha que me pedir desculpa a mim, que teria que o fazer a todos que ali íamos. Que os trilhos não são meus mas sim de todos e que estava a faltar ao respeito a todos nós, aos mais de 1000 inscritos. Ficou a olhar para mim feito tolo! Porco…


Mas felizmente deve ter sido dos poucos, porque vi pouquíssimo lixo deixado nos trilhos. Mas, continua a acontecer, o que é lamentável…

Para a organização, um bem-haja por aceitarem esta iniciativa do Pi Gym, e se para o ano se repetir, contem novamente com este magrela nas primeiras filas da partida!

O filmito que fui fazendo durante a prova...

O track do percurso da meia-maratona pode ser encontrado na pasta "Tracks GPS"


Abraçorros!

Froids
SantaMalta / GearsAreForPussys

domingo, 29 de março de 2015

Raid BTT "Porto Salvo – Sintra – Porto Salvo"


Raid BTT "Raid'o Vento"
A crónica.

Quatro amigos sairam do local combinado à hora exacta; Eu, o Tuca, o Swoop e o Queimado.
Devido ao forte vento que já se fazia sentir naquela hora matutina, optámos por efectuar algumas alterações ao percurso proposto, evitando desta forma, pedalar com vento frontal nos primeiros e últimos quilómetros desta aventura.

Com pouco mais de 5kms percorridos, num dos primeiros e mais traiçoeiros singletracks do dia, o Tuca deixa escorregar a frente da sua menina para as profundezas de um rego escondido no meio dos pequenos tufos de erva e em menos de nada brinda o solo com o carimbo do seu jersey!

Honra manchada e bicha do cabo de mudanças partida como resultado. O Queimado que seguia na roda do nosso amigo teve o previlégio de ver a cena em primeira mão. Diz que foi aparatosa!

Parámos para a toma do café da manhã ainda antes da queda do Tuca, em Talaíde, numa espécie de taberna, e que era o único que se encontrava aberto.
Sem mais dificuldades além das proporcionadas pelo forte vento, fomos andando bem até entrarmos na Serra pela Quinta da Beloura, em direcção à Lagoa Azul, onde efectuamos a primeira paragem para petiscar qualquer coisa e dar uma vista de olhos no sistema de mudanças da bicicleta do Tuca que se viu afectado com a queda anterior. Desde aí até final, o nosso companheiro teve que lidar com umas mudanças saltitonas e teimosas.
Aqui soube também que o Swoop vinha mais leve, com menos um raio na roda traseira (!)
WHAT?!?

70Kms de caminhos, dos quais a grande maioria deles seria em trilhos pedregosos e técnicos, duros e exigentes para o material. Seria uma sorte qualquer roda com menos um raio e já empenada resistir ás inclemências a que iria ser sujeita. Mas sobreviveu e o Bruno conseguiu chegar aos carros ainda a rolar, mas num estado que nem vos conto. Só para terem uma ideia, ainda a largos quilómetros do final o Swoop já tinha deixado de poder meter força em cada pedalada, obrigando o rapaz a uma cadência leve, tão diferente daquela que o homem gosta!
Os barulhos provenientes da traseira da bike do "Snoopy" faziam lembrar o chincalhar das pulseiras das ciganas.
O Queimado esse, seguiu sempre forte! Com a sua 29 trepou tudo o que havia para trepar, normalmente sempre na frente do nosso grupinho, a puxar e a guiar a malta com o seu GPS. Ou então não guiou ninguém, mas foi de certeza o que fez mais quilómetros, já que nunca acertou num desvio :)

Fizemos alguns atalhos pontuais na zona do alto da Serra devido a alguns caminhos cortados ou danificados e dei a conhecer aos meus amigos outros novos. Fomos abastecer de água e comer mais qualquer coisa aos Capuchos, onde chegámos por mais uns trilhos novos e outros já conhecidos mas em sentido descendente que é sempre melhor; Na Peninha descemos para um singletrack novo e brutal, onde achei sinceramente que o Bruno iria perder a roda traseira. Desde a Peninha que o sentido do percurso era descendente, mas também o vento alterou um pouco a direcção e ao invés de soprar nas nossas costas, soprava um pouco de lado, não ajudando o desejado na progressão do grupo, a esta altura já mais lenta e cansada.

Mais uns trilhos muito bons durante toda a descida e mais uma queda do Tuca.
A determinada altura, o singletrack onde circulávamos tinha umas acácias partidas e penduradas no meio do trilho. Eu passei bem; o Tuca vinha a uns cinco ou sete metros de mim. Desço cerca de cem metros e olho para trás. O nosso companheiro já não vinha lá e percebi imediatamente que teria passado algo. O trilho era estreito, inclinado, falso e técnico. Propenso a um deslize, a uma queda. A acácia não deixou o Tuca passar, agarrou-lhe o guiador e jogou o rapaz ao tapete. Esta queda, não deixando marcas no material, deixou-as na pele do nosso amigo!
A roda do Swoop continuava a resistir às maluqueiras, às pedras e às ráizes dos muitos trilhos e singles por onde continuávamos a descer.
O Queimado, forte, inabalável e imparável.
Eu começava a acusar cansaço e alguma menor reacção nos reflexo, acabando por sofrer um "susto", ao falhar uma trajectória numa zona bastante pedregosa. Por acaso tive alguma reação de abortar a tentativa de corrigir a frente e optei por saltar por cima do guiador da bicicleta e aterrar de pé, no meio das silvas e arbustos, sem um arranhão.

Daqui até ao final fomos alterando o track para fugir um pouco das subidas mais fortes e evitar o final a pedal com vento de frente; Caminhos mais simples e menos exigentes foram de bom grado de todos. O cansaço mostrava-se evidente, mas era o material das bikes do Tuca e Swoop que mais se queixava.

Terminámos a descer a gosto de todos, e acabámos a comemorar a façanha no Pandinha, com umas cervejas e um breve descanso!
A malta estava cansada, eu estava e conseguia ver o mesmo na cara dos meus companheiros, mas afinal sempre tinhamos acabado de cumprir 70kms certinhos de duros e exigentes caminhos, com um desnível total de acumulado positivo de cerca de 1500 metros. Tendo saído às 08H15, chegámos ao final às 14H15, com uma velocidade média de andamento de 13.8km/h, bem longe portanto do "entre os 15 e os 17"!

Aos meus companheiros de "Raid", um grande obrigado pela companhia, é sempre um prazer pedalar com vocês, meus amigos!
Espero que tenham gostado, e que por esta altura o empeno já tenha passado!

O vídeo resultante da aventura...


O percurso em formato *.gpx encontra-se disponível na pasta "Tracks GPS".

Abraçorros
Frederico Nunes "Froids"

sábado, 3 de novembro de 2012

Batalha - Round II

O regresso aos trilhos da Batalha e do Centro de BTT de Pia de Urso estava já marcado desde a nossa primeira incursão por aquelas redondezas.
As condições meteorológicas, essas, estavam longe de serem as ideais. O alerta amarelo no centro e sul do país devido à possibilidade de fortes chuvadas era disso testemunha.
Apesar disso, este grupo de bravos e teimosos amigos, não se deixaram intimidar e foram percorrer, alegres e molhados, os 55kms do percurso Nº 6, preto, do Centro de BTT de Pia de Urso.

Começamos a pedalar passavam uns minutos das nove horas da manhã, debaixo de um céu pesado e húmido, mas sem chuva, saíndo do Centro de BTT.
Os trilhos estavam bastante difíceis, mas sobre isso já tínhamos uma ideia bastante realista do que contar. O calcário e as raízes tornam-se extremamente escorregadios quando molhados, e as várias zonas de pinhal e pedra, sobretudo em singletracks, que iríamos percorrer eram garantia de muita adrenalina. Mas também sabíamos que teríamos que ter muito cuidado e atenção para evitar as quedas.
Os trilhos tinham alguma lama, mas nada excessivo, permitindo sempre rolar tranquilamente. É um tipo de terreno que suporta muita água sem se tornar um lamaçal, embora na generalidade porque há zonas mais vulneráveis que outras.

Eu optei por vestir o impermeável logo de início. Mais pelo frio que estava do que para proteger da água que ainda não caía. Mas logo começou a cair uns poucos quilómetros mais à frente, já depois da primeira paragem para um café, com pouco mais de 6kms percorridos.
Foi caindo uma chuva miudinha e pouco notória, mas a determinada altura, fomos mesmo obrigados a encostar debaixo de uma varanda feita de vinhas e sebes, para os meus companheiros vestirem os seus casacos de plástico.
O Artur nunca o fez e acabou a volta molhado até aos ossos, literalmente!





A passeata correu sem problemas, mas com algumas peripécias pelo caminho.
Noś, como já disse, começámos a volta no Centro de BTT, mas o percurso está idealizado para ser iniciado na Batalha, tornando-se assim muito mais coerente nos trilhos e distribuição das dificuldades.
Mesmo assim, não me canso de premiar com adjetivos os trilhos da zona. São realmente espetaculares, divertidos e duros q.b!

Acabámos a voltinha uns minutos depois das 15h. O dia tinha-se mantido frio e molhado e eu acabei a volta a tremer de frio e nem o banho quentinho que tomei me fez ficar melhor. Acordei doente no domingo!

Não levei a tradicional máquina fotográfica, mas tentei ir tirando umas fotos com a câmara de filmar, mas ficaram uma desgraça. Nem me atrevo a mostrá-las aqui!

O track GPS para o percurso pode ser encontrado aqui:
http://www.cm-batalha.pt/turismo-e-lazer/centro-de-btt/rede-de-percursos-trails/percurso-6-trail-6
Mais informações sobre os percursos do Centro de BTT de Pia de Urso, aqui:
http://www.cm-batalha.pt/turismo-e-lazer/centro-de-btt

Abraços e continuação de boas pedaladas.

domingo, 28 de outubro de 2012

VII TascaduXiko 2012

Mais um edição da "TascaduXiko" e mais uma festa do BTT em Pinhal Novo e Arrábida. Ao contrário da maioria das maratonas que faço sozinho, esta teve a companhia de mais de uma dezena de amigos e companheiros destas andanças!

Foi um dia de sol, muito bem passado, com bons trilhos e com excelente companhia. O que mais se pode pedir?! Galhofa, diversão e barrigada cheia de btt do bom!
Já para não falar nos tradicionais abastecimentos que a Tascaduxiko sempre proporciona...

Mas não fiqueis tristes por este rescaldo tão curtinho! Irei, assim que dispor de mais tempo, aprofundar um pouco o mesmo. Teve vários momentos altos o dia.
Mas o vídeo também irá mostrar como foi a aventura!

Aqui seguem umas fotos que fui encontrando na net.
Eu não fiz fotografias, mas filmei a passeata. E como sempre irei aqui disponibilizar o pequeno vídeo assim que o mesmo esteja pronto.

O grupo dos Porquinhos da Ilda... Ainda faltavam aqui muitos mais amigos que revi na partida, nos trilhos, e durante o almoço...
Durante as primeiras pedaladas, em companhia do Victor...
Nos primeiros quilómetros...
Já na chegada, com o meu pai e depois de uma manha muito bem passada...

O link para o Track GPS da meia maratona pode ser encontrado no lugar do costume, aqui: http://olimpaneves.blogspot.pt/p/tracks-gps.html

Um grande abraço a todos.
Continuação de boas pedaladas!

domingo, 30 de setembro de 2012

Pia de Urso . Red N3

"
Pia de Urso - No reino do Calcário"

A convite do Rui Santos, rumámos a terras de Batalha e ao Centro de BTT de Pia de Urso!
Foram apenas quatro, já contando comigo, os companheiros que aceitaram este desafio. E em boa hora assim aconteceu, pois realizámos um passeio muito interessante em todos os aspectos.
Boa companhia, paisagens e trilhos brutais e dureza quanto baste!
 
De passagem por Reguengo do Fetal...

Realizámos o percurso Nº3, Vermelho, do Centro de BTT de Pia de Urso.
Um percurso marcado e sinalizado à semelhança de vários outros existentes, com exigências para todos os níveis, experiências e andamentos.
Mas no que respeita a este que realizámos, deixem-me que vos diga que está exemplar.
Percurso bem marcado e bem escolhido. Muito exigente tecnicamente mas moderado na exigência física e com as dificuldades bastante bem distribuídas, permitindo, quase sempre, um apreciar descontraído do passeio. E digo quase sempre, porque há alturas em que não devemos tirar os olhos do chão. O calcário abunda, não permite grandes deslizes e tem ar de ser muito pouco macio para o corpinho no caso de uma queda.

Piso exigente...
Trilhos fantásticos...
Pequena serpente...

O passeio decorreu sem problemas de qualquer tipo, tirando apenas a paragem técnica  necessária para remendar o meu furo, depois de uma descida mais alucinada.

Ao todo, três remendos na camara de ar e mais um na lateral do pneu a tapar um pequeno rasgo, foi o preço por tal aventura... Mas deixem-me que vos diga que repetia já o estrago para sentir novamente aquele "rush" de adrenalina.


Nas imediações de Reguengo de Fetal...
Aquela descida foi assim a modos que uma verdadeira maluqueira. Tinha saudades de descer assim, devo confessar. Não é unânime aquilo que vou dizer, eu sei, mas descer de bicicleta rígida tem outro sabor! Não há ali nada que mantenha a traseira no lugar a não ser o kit de unhas e saber "sentir" o comportamento daquele amontoado de tubos de alumínio. E acreditem que todas as bicicletas têm uma alma e a descer isso nota-se!

O controlo tem que ser outro, o sangue frio tem que ser outro, a escolha da trajetória tem que ser outra, o nosso corpo tem que trabalhar em perfeita sintonia com a montada, mas, quando tudo corre bem, é das melhores sensações do mundo!
E apesar de ter furado (as arestas afiadas do calcário não perdoam), os meus companheiros foram testemunhas da minha cara de extasiado no final da descida.
A bem da verdade, estávamos todos com um sorriso rasgado de orelha a orelha, testemunha evidente do prazer que todos retirámos daquela alucinante, pedregosa, técnica e exigente descida.
É tão bom isto do BTT!

Carlos e Rui a terminar uma dura rampa...

O percurso tem de tudo um pouco, mas foram as subidas que deixaram mais memórias. Algumas muitos boas e escalonadas. Outras, verdadeiras rampas, bastante exigentes mas curtas e subidas longas com piso macio para terminar. No total, cerca de 1000 metros de acumulado positivo.

O vosso cronista e a sua SSMachine! Foto by Rui Santos

Nem todas as paredes foram trepadas em cima dos pedais. Houve algumas que devido à sua dureza, inclinação ou tecnicidade me obrigaram a desmontar.
Mas foi só falta de pernas porque o companheiro Castanheira não se fez rogado e trepou algumas delas como se não houvesse amanhã!

Basicamente, todos gostámos muito do passeio!
É durito, mas largamente recompensador e vale, sem qualquer dúvida ou hesitação, uma visita.

Os trilhos, como já disse, estão bem cuidados, bem marcados e bem escolhidos! As infraestruturas criadas também estão ao mais alto nível e recomendam-se...






Terminámos o passeio com um petisco na cuidada povoação de Pia de Urso. O menu do ciclista, ou Bikers Menu, composto por uma bebida fresquinha e uma bifana fizeram as honras da casa e reconfortaram a pança que já se sentia vazia!

A  desfrutar de um "Bikers Menu" em Pia de Urso...
Gostámos tanto que já estamos a ponderar nova incursão pelos trilhos da zona. Num nível mais alto e com maior quilometragem para ficarmos ainda mais satisfeitos (!) ehehehehehehehe

Apenas uma nota, que é referente à navegação por GPS. Esta apenas é necessária para retirar alguma dúvida que possa acontecer por desaparecimento de alguma placa ou porque a mesma se encontre escondida pela vegetação. De outra forma, não é de todo imprescindível.

Aqui fica o link para o track GPS do passeio que realizámos:
http://www.cm-batalha.pt/turismo-e-lazer/centro-de-btt/rede-de-percursos-trails/percurso-3-trail-3
Caso o link acima não funcione, o track pode ser descarregado a partir da minha página de "Tracks GPS"
A galeria de fotos pode ser consultada aqui:
https://picasaweb.google.com/102105685869649773359/PiaDeUrsoN3
Mais informação sobre o Centro de BTT de Pia de Urso pode ser vista aqui:
http://www.cm-batalha.pt/turismo-e-lazer/centro-de-btt

Abraços e continuação de boas pedaladas!

domingo, 23 de setembro de 2012

Sintra Tranquila

Não podia deixar de vir aqui colocar esta "posta", ainda que bastante atrasada.
A meu convite, levei sete amigos a percorrer alguns dos trilhos do meu quintal. Chamei-lhe "Sintra Tranquila" mais pela falta de adrenalina que aqueles trilhos mais técnicos podem proporcionar, mas se contarmos com as subidas todas, a tal tranquilidade fica-se só mesmo pelo nome.

Não tirei fotos, apenas a que se mostra em baixo...
No entanto, foi um passeio mesmo tranquilo e bem disposto. Além dos meus amigos da outra margem, juntaram-se a nós a Ana e o Armadilhas, do grupo "Os Porquinhos da Ilda".
Uma manhã bem passada, em que ainda apanhámos alguma chuva, para dar as boas vindas a mais um Outono!



O track GPS do passeio pode ser conseguido no local do costume, aqui:
http://olimpaneves.blogspot.pt/p/tracks-gps.html

Abraços e continuação de boas pedaladas!

sábado, 15 de setembro de 2012

MISSA em Monsanto

A MISSA foi mais um encontro de amantes de bicicletas em versão Single Speed.
Decorreu em Monsanto numa fresca manhã de sábado, e contou com mais de uma dezena de dedicados amigos!
Apesar de não ter podido estar presente até final do passeio, garanto-vos que foi uma maravilha. Boa onda e companheirismo não faltaram a este pessoal.


O próximo não se sabe ainda quando acontecerá, nem se será aqui pelas redondezas, mas que haverá próximo, pois claro que haverá!

Fiquem atentos.
Abraços e continuação de boas pedaladas!

domingo, 9 de setembro de 2012

Uma voltinha p'ra Maria

O passeio começou à hora marcada, mas com algumas ausências, talvez devido ainda aos resquícios das férias. No Kinita encontraram-se 9 companheiros, já contando com o César, companheiro novo que nos acompanhou e que acabou por sofrer alguns percalços ao longo do passeio.

Arrancámos sob a batuta do companheiro Labouf e cedo percebemos que se assim continuássemos iríamos papar com muitos e muitos quilómetros em asfalto. Com duas bikes singlespeed no grupo e a aversão que a malta nutre por aquele tipo de piso, levou-nos a arrepiar caminho direitos ao singletrack do Mosteiro, arrastando connosco os mais ávidos por aquela pista preta que tão pouco prazer me transmite.

A volta foi maioritariamente por trilhos mais rolantes e fáceis que o costume, fruto da vontade do meu grande amigo e companheiro Pastor em agradar a Gregos e Troianos.
Mas mesmo assim, acabámos por ouvir as bocas e reclamações da praxe quando enveredámos por trilhos menos explorados e nos vimos no meio de capim e terreno lavrado.
Mas, meus amigos, tenham paciência e alguma contenção na atitude e nas palavras, ou então virem para o ciclismo de estrada de vez que deixam de sofrer deste mal que é, de vez em quando, andar à aventura.

Mais à frente e devido à muito escassa utilização, um belo trilho também se encontrava muito fechado pelas silvas, o que nos obrigou a recorrer ao meu pequeno canivete para conseguirmos passar sem grandes cortes e arranhões.
Nesse momento sentimos saudades do nosso companheiro Best e da sua tesoura de poda.

Antes ainda de lá chegar, a primeira queda do companheiro César. Um OTB cuja aterragem foi em cima do José Fernando! Ainda havia de dar mais duas (!). Uma numa descida de areia e outra, menos de 2kms à frente, já nos estradões das hortas na Costa da Caparica devido a uma brincadeira menos feliz.
Felizmente que o resultado foram apenas uns arranhões, mas seguiu caminho com os dois joelhos e os dois cotovelos com manchas de sangue e poeira.

A paragem para café foi num sitio onde já não parávamos fazia tempo e duvido que voltemos a parar tão cedo. Demasiado caro comparado com todas as opções que por ali existem.
Após a tradicional passagem pela ciclovia das praias, o grupo dividiu-se, tendo ficado apenas eu, o Pastor, o Castanheira e o Rui Santos para concluir o restante passeio enquanto os outros companheiros rumaram diretos a casa, por asfalto.

Já depois da divisão do grupo e na direção da Cova do Vapor...

Alguns trilhos na Cova do Vapor e vai de seguirmos em direção ao Trilho das Pontes e, contornando o Onda Parque, chegamos ao Trilho do Canavial.

Castanheira de SingleSpeed com o Pastor na sua roda a caminho do Canavial...

Uma semana de noites mal dormidas e o passeio de ontem com a Marta por Sintra, aliados ao ritmo demasiado vivo imposto pelo Castanholas fez-me começar a sentir caímbras, obrigando-me a comunicar o mesmo aos meus companheiros e pedir-lhes que moderassem um pouco o ritmo, pedido ao qual acederam sem cerimónias, permitindo-me chegar ao final sem recorrer ao pedestrianismo.

Rui Santos...

Daqui para a frente não tem mais estória, tendo trilhado os caminhos do costume até Santa Marta de Corroios, onde chegámos às 12h50, com 48kms percorridos e trepados cerca de 600m D+.
Com tanto trilho rolante e fácil, esta foi sem dúvida uma voltinha para repetir com a Marta num dia destes...

O link para as poucas fotos que tirei:
https://picasaweb.google.com/102105685869649773359/QuintalSMEmModoSSTake3
O track GPS pode ser descarregado no sitio do costume.

Abraços e boas pedaladas!

domingo, 26 de agosto de 2012

Quintal em modo SS - Take 2

No domingo passado fui a mais uma voltinha pelos trilhos da outra margem.
Novamente acompanhado da minha SSMachine e por alguns dos amigos do costume.
Uma passeata tranquila sem os precalços que caracterizaram as anteriores.

Na "pista" criada pelos nossos amigos dos calções largos (ehehehehe)...

A determinada altura, fomos confrontados com a hora de ponta no singletrack que fica mesmo pertinho do Almada Forum. Um passeio pedestre com, à vontade, mais de meia centena de participantes, deslocava-se em sentido contrário ao nosso e como mandam as regras, calhou-nos a nós esperar que os caminheiros passassem todos.

O que diga-se, e a bem da verdade, demorou um bocadinho.

Grupo muito grande que nunca mais acabava de passar...
E continuavam a passar...

Há por aquelas bandas algures, um pequeno trilho que tem duas variantes. A dificil, técnica e ligeiramente agressiva na sua parte final, com dois "degraus" bastante imponentes para terminar, ou a variante fácil.

Foi esta última que eu e mais uns quantos companheiros escolhemos para o percurso de hoje. Um singletrack fácil, sempre a descer, que percorremos a uma velocidade estonteante. Com uma margem de relativa segurança para o Prates que rolava à minha frente, o GPS acusou mais de 50km/h, o que para o trilho em questão nos garantiu a todos uma viagem com a adrenalina a bombar bem forte.

Após uma descida louca a velocidades loucas e já depois dos restantes companheiros terem chegado...
Artur, eu e o Bruno. Visivel também o amigo Prates...
Fotografo e restante grupo...

Daqui á paragem para o tradicional cafézinho foi um instante.
Parámos no café que tem servido as nossas últimas passeatas e mais uma vez, tinha tudo o que precisávamos e/ou queríamos para nos satisfazer os apetites.
Eu bebi o costume e comi uma bola com creme! Café no final, junto com o cigui da ordem para rematar a "cenaça".

No café, a tratar um problema na maquina do Edgar...

A procissão pela beira das praias fez-se tradicionalmente, com a paragem para a foto a constatar até que ponto parecem formigas na areia, os vereneantes que se concentram à beira da água, ao longo daquele língua arenosa e nestes dias quentes de Agosto.

Na Caparica, a ver o mar e as formigas ao fundo...

O regresso para Santa Marta também decorreu sem incidências de maior, tirando o furo que assolou o pneu do Artur a escassos minutos do final da passeata.
Felizmente abrigados à fresca pelo pequeno pinhal, tardámos uns bons minutos até ter o problema completamente resolvido.

A camara estava tão feita ao pneu que pareciam um só, o pneu e a camara de ar. Estava literalmente fundida à carcaça do pneumático e só à força de braços a separaram do mesmo.

Problemas na transmissão?! A malta não sofre disso. Castanheira e a sua mais recente SS...
Uma camara algo apegada ao "seu" querido pneu...

A malta aproveitou o descanso como lhe apeteceu, que o diga o Edgar que quase bateu uma soneca (!)
A volta teve a distância normal, pouco mais de 45kms e um acumulado pequeno que contrasta com o tradicional espirito santa maltense, sempre elevado.

Neste domingo não foi excepção...

Durante o remendo do furo do Artur, a escassos minutos de Santa Marta...

Link para a galeria de fotos:
https://picasaweb.google.com/102105685869649773359/QuintalEmModoSSTake2
Link para a galeria de fotos do Dário Santos AkA Dfilp:
https://picasaweb.google.com/103088772956402303483/Quintal26Agosto2012#
Link para Track GPS do passeio:
http://www.gpsies.com/map.do?fileId=icrdxniozrenzfgs

domingo, 19 de agosto de 2012

Quintal em modo SS - Take 1


Um foto-reporte muito breve da última passeata pelo quintal dos meus amigos "Santa Malteses".

Mais um domingo, mais uma bela manhã recheada de bom btt.
A coisa correu tranquilamente, tirando o mega susto que o Rui Santos pregou à malta, ainda nem sequer tinhamos bebido o café da manhã, ainda em Santa Marta!

Foto brutal, sacada pelo Artur Figueiredo...
Mas o susto não passou disso mesmo, um susto.
Depois de recuperar a cor - e os sentidos - o Rui cumpriu quase mais meia centena de quilómetros(!) durante esta bela manhã de Agosto.
Do grupinho inicial chegámos apenas 4 ao final, tendo os restantes optado pelas tradicionais meias voltas.
O ritmo foi sempre vivo e alegre, num andamento muito confortável para a malta das singlespeed, eu e o João Santos.
A voltinha da praxe, com a passagem nos sitios da praxe e que rendeu a quase meia centena de "ks" da praxe!

A companhia... Bem, essa também pode ser da praxe, mas eu prefiro considerá-la de Luxo! Bons amigos, pessoal com espirito e mente sã, companheiros a sério posso considerar. Um verdadeiro previlégio!

O grupo! Ainda completo...
Da esquerda para a direita: Bruno - Snoopy para os amigos-, eu, o Artur, João Santos, Hugo Castanheira, Rui Santos, Vulcano, Luis Nunes

Não há mais fotos desta passeata...
E também não vai haver mais fotos tiradas com a minha Pentax, adquirida nos Alpes quando comecei a namorar a Marta. Não foca, pifou! Entregou a alma ao criador. Já era, ou já foste, como agora se diz por aí!
A máquina da Marta vai passar a ter mais uso. Essa e a tal da GoPro que tem andado esquecida lá por casa.

O track do passeio ainda está no GPS. Quando fizer o upload do mesmo para a web, logo actualizo esta posta com o atalho para o dito.

Aquele abraço!

domingo, 12 de agosto de 2012

Estreia Oficial SSMachine

A estreia oficial da minha SSMachine aconteceu nos trilhos do quintal da Santa Malta. Junto com os meus companheiros de aventuras levei a minha nova máquina a percorrer aqueles caminhos e para elevar ainda mais o espirito da "cenaça" estavam presentes mais uns quantos malucos com as suas bikes de uma só velocidade.

Ao todo juntámos quase uma vintena de amigos, onde se incluiam 4(!) singlespeed, e após os atrasos iniciais, acabámos a sair do Kinita já os ponteiros dos relógios caminhavam para lá das 08h30.

Foto com o grupo completo...
Os caminhos foram os do costume, com uma variante ou outra desconhecida aqui deste vosso cronistas, mas o Quintal é mesmo assim. Todos os dias se descobre uma nova linha, um novo trilho ou ligação...
O passeio decorreu sem precalços e com as palhaçadas do costume...

Os restantes "puristas" das SS, João Santos, Artur e Castanheira...
Luis Gonçalves, Luis "Best" e Castanholas a pisar forte nos pedais...
No mesmo sitio, o Nelson, o João Santos e o Dário...
Artur que marcou presença com a sua SS...
A muito estimada presença do meu amigo José Baião AkA Nazgul...
João Santos e Best, que completou mais uma das suas 1/2 voltas...
A determinada altura, o companheiro Luís Gonçalves, o Homem da alpista, sofreu um acidente, daqueles parvos em que a maior consequência é, normalmente, ficar sujo de terra ou poeira.
Mas, por azar, não foi o que aconteceu.

Pastor, imediatamente antes do Luis Gonçalves sofrer o seu pequeno "acidente"...
Ao passar numa zona estreita, o Luis deu um toque com o guiador no sinal de transito, perdeu o controlo da roda traseira e a mesma resvalou na pequena berma.
A velocidade de tartaruga que levávamos não fazia crer que pudesse ter acontecido algo mais que uns meros arranhões, mas quando o amigo Luis se levanta, percebo o enorme rasgão que lhe enfeitava o gémeo.

Dentada de pedaleira XT tem a sua "classe"...
Já durante a limpeza e tratamento da pequena "esfoladela" do Luís....
Tatuagem limpinha e protegida...

Bem visivel o sitio que "mordeu" o gémeo do nosso companheiro, ainda com pelinhos agarrados eheheh
O tratamento e limpeza do corte foi feito no local e com base no meu kit de primeiros socorros e com mais material disponibilizado pelo Rui Santos.
Como o corte era grande, o companheiro Luis ficou no mesmo local à espera de boleia para o Hospital (ou assim pensávamos, porque na prática o menino foi para casa e nem no senhor doctor passou).
Isto de comer alpista transforma os rapazes em gajos rijos ehehehehe

Chegámos à Costa da Caparica e á praia já depois da paragem obrigatória para o cafézinho da praxe, que tomámos no sitio do costume.
A tradicional volta pela ciclovia das praias e rumamos novamente aos trilhos para depois enfrentarmos a subida por estrada até aos Capuchos.

Já de regresso pelos estradões das hortas na Caparica....
Durante o regresso houve ainda tempo para mais umas brincadeiras e para a descoberta de mais uns pequenos trilhos e variantes que o nosso Pastor continua a sacar da cartola, para gáudio da malta presente.
Algures nos trilhos encontrámos um triciclo abandonado que serviu para uns bons momentos de risota e paródia, como as fotos abaixo demonstram...

Pastor encontrou nova montada e só a muito custo a abandonou...
Dário a dar uma voltinha de teste nesta máquina infernal...
Pela cara do Dfilp, a cenaça parecia ser dificil de domar ehehehehe
A malta continuava a querer mais btt e dessa forma continuámos por mais uns trilhos bem porreiros, mas já bastante conhecidos do pessoal.
Mas o que é bom acaba sempre cedo, e foi assim que, rapidamente, chegámos novamente a Santa Marta de Corroios.

Pinto, sempre com o seu espirito alegre e bem disposto...
Já de regresso a Santa Marta e sob a batuta do meu amigo Pastor...
Castanheira com o Artur logo na sua roda, nas imediações de Santa Marta...
O passeio foi muito bom, mesmo pesando o facto de ter havido alguns precalços e incidentes.
A companhia da malta, o espirito de entre ajuda que está sempre presente, a boa disposição e alegria que tão bem caracteriza este grupinho de amigos é superior a qualquer situação menos boa que aconteça e sabemos que podemos sempre contar uns com os outros para resolver toda e qualquer "cenaça" que o Pica-Miolos ou o Homem da Marreta queiram infligir à malta!

Deixo aqui também o mini-relato que o Best deixou no FaceBook da Santa Malta...

"Hoje foi mais uma voltinha no Quintal, esse paraíso do Btt onde ainda se encontram pérolas de trilhos desconhecidas, mesmo que feitos à pazada pelo homem, mas que renovam a vontade em voltar a pegar na bina e andar com a Santa Malta.
Motivados pelo convite do Froids, em acompanhar a estreia da sua SS que tem um "ão ão" como marca, e ainda a estreia da SS do Castanheira, que insistia em que ele andasse sem selim :) , a malta compareceu em peso para o passeio matinal. Apareceu também um membro novo, que abandonou mais cedo, talvez por o passeio não lhe estar a correr de feição, pois já tinha o cromado riscado... 
Sob a batuta do Artur Figueiredo e do Dário Santos a malta fez uma parte inicial ali pelos lados do Alto do Moinho e depois em direcção ao Feijó. No trilho do cemitério as silvas pararam o pelotão, que sem a tesoura de poda do Best, foi obrigada a passar aquilo com muito cuidadinho...Foi a parte "ténica" do passeio... muito boa por sinal... Na Via Rápida para a Caparica, (sim, a malta tb faz vias rápidas, pois tb é terreno) um companheiro talvez entusiasmado pelo belo trilho crava a pedaleira na perna, ficando com um "Amor de Talega" no gémeo, que o impediu de prosseguir com o pessoal.. As melhoras ;)
Ainda acompanhei o pessoal até à Universidade do Monte, mas uma ameaça de avaria na bike SS do João Santos fez com que ele ficasse por ali e voltasse para trás. Deixa lá João, o Margulho fica para a próxima! 
Acompanhei-o no regresso, pois a minha 1/2 volta também já estava cumprida. Espero que o resto da volta tenha decorrido sem percalços!
... estava com saudades de escrever estes relatos...! :)" 
By Luis Estêvão AkA Best
 
O percuro (track GPS) pode ser descarregado a partir do sitio do costume, na pasta Tracks GPS aqui deste meu cantinho, mas neste momento ainda não está disponível...

A galeria completa de fotos pode ser vista a partir daqui.