"Sabias ao que ías!"
Esta frase deveria resumir a minha aventura de domingo passado por terras de Ourém.
Deveria, porque na verdade há mais a contar para que ficais devidamente elucidados. Será preciso contar que teve subidas, teve descidas, teve calor. Também teve singletracks de cortar a respiração. Teve calor. E pedra, também teve muita pedra. Pequenina, média, maiorzita, calhau, pedregulho. Teve pedra de todos os tamanhos, feitios, cores e derivados. Aguçadas como navalhas ou arredondadas nas arestas!
Muita pedra. E muito calor!
Sessenta quilómetros de trilhos absolutamente fabulosos, duros, técnicos e muito exigentes. A Serra d'Aire não perdoa nenhuma desatenção e exige sempre dos pilotos e máquinas uma entrega a 100%. Se a minha máquina não falhou, já do piloto não se teçe melhor comentário.
Mas vamos dividir a coisa por partes.
A primeira parte, da partida ao km 30;
Arranque maluco - a mil à hora - no primeiro terço do pelotão para depressa ficar a pedalar no último terço do mesmo. O inicio foi plano durante uns minutos, comigo a tentar acompanhar a cadência da malta, sem grande sucesso, diga-se, mas depois empinou um bocadinho até entrarmos na linha de éolicas sobranceira à povoação de Bairro, pequeno povoado onde teve inicio a maratona.
Devido às altas velocidades do restante pessoal e que eu não consigo acompanhar, perdi muito tempo em relação à malta que rolava para a distância maior e como ainda por cima fiquei parado no engarrafamento para o primeiro singletrack do dia, quando cheguei à divisória dos dois percursos já só tinha dois ou três companheiros atrás de mim que também iriam para a distância maior.
Mas até este ponto, além de uns singles engraçados nada houve de extraordinário. Depois da divisão dos percursos a conversa mudou radicalmente de figura.
Toda a dureza da Serra d'Aire e dos típicos trilhos da zona e que eu conheço relativamente bem deram-me um tratamento completo, se assim se pode dizer. Mas também só deram, porque eu pedi.
Pedi porque, após a viragem para o percurso da maratona, sabendo que o rapaz a quem prometera companhia para o percurso rolava mais à frente, sabendo que só podia ganhar terreno nas subidas e nos trilhos mais técnicos e sinuosos tão ao meu gosto, foi com vontande que me apliquei nos cranks, empurrando os mesmos com toda a força que tinha, mas acabei por ter que ceder e baixar o ritmo, sensivelmente ao Km 30, com caímbras em ambas as pernas(!). Primeiro na esquerda, depois na direita, uns quilometros mais à frente.
A segunda parte, do Km 30 até final;
Desse momento em diante sabia que iria sofrer até final. Não que não viesse a sofrer já, mas iria ser um sofrimento diferente, mais doloroso. Para ajudar à festa, trazia uma dor parecida com a dor de burro, mas do lado esquerdo, que não me deixava rolar e/ou descer depressa. Devido a todas as pedras e solavancos tinha que andar muito devagar porque me doia imenso. A determinada altura comecei mesmo a ficar preocupado, mas depois acabou por atenuar e para o final já não exisita. Mas existiam duas pernas completamente vazias desde o Km35, mais coisa, menos coisa.
Acabei por encontrar o companheiro que procurava, parado a meter ar no pneu traseiro.
Parei e voltei para trás.
Como estava tudo bem e nem furado estava acabei por seguir, novamente sozinho, mas convencido que ele me iria apanhar num instante. Baixei ainda mais o ritmo que trazia e fui pedalando tranquilamente.
Pouco depois encontro um outro companheiro a empurrar o seu tractor de roda 29" (que devem ter dado um jeitão naqueles trilhos). Abrandei e perguntei se estava tudo bem.
Com ele sim, com o pneu da frente é que não! Estava furado.
Não parei, segui. E segui porque ele me respondeu que não tinha camara porque não levara nenhuma. Nem bomba, nem nada... Epá, pois(!)...
A determinada altura chego-me a um outro companheiro que vinha a enfrentar problemas com as suas mudanças traseiras. Rolámos uns bocados juntos e encontrámo-nos mais algumas vezes a fazer a mesmas subidas a pé.
Ele só me dizia "Epá vou desistir, epá vou desistir..." Mas lá ía continuando.
Aparentava ser conhecedor da zona. Fiquei com ideia que nunca chegou a desistir pois cruzamo-nos no final da última grande rampa antes da descida para o Vale Garcia e ele seguiu adiante à minha frente.
Eu, quando cheguei ao marco geodésico de Goucha Larga vinha completamente esgotado. Naquele sítio estratégico, com umas vistas fabulosas, fiz uma paragem à Froids, com direito a Cigui e tudo!
E se ali houvesse uma barraquinha a vender gasosas, nem sei se sairia dali.
Acabou por passar o meu amigo junto com outro companheiro e uns minutos mais tarde chega o Bike Vassoura!
Sabia que faltava pouco para o final, mas tinha a vaga ideia que a descida íria ser muito exigente e técnica. E não me enganei. Abençoada paragem. No entanto continuava demasiado cansado para apreciar como merecia o renovado singletrack do Vale Garcia, mas ainda assim curti que nem um maluco. Mas melhor para mim esteva a Sauna do Javali. Fluído e brutal!
No final da descida ainda tive tempo para dois dedos de conversa com a malta de apoio que lá estava a dar água. E souberam-me pela vida eheheh pois já tudo era desculpa para parar uns minutos.
Pensava sinceramente que os outros dois companheiros que tinham passado por mim no marco chegariam muito antes de mim ao final, mas voltei a apanhá-los numa subida algures. Desmontei também, mas não por solidariedade, e seguimos os três apeados durante um bocadinho.
Eu voltava a montar quando podia e numa dessas situações acabei por deixar novamente os dois companheiros para trás. Sabía que lá vinha o homem da Vassoura (o da Marreta levava-o comigo) por isso estavam bem entregues e preocupei-me apenas em arrastar o meu proprio esqueleto até final.
E justo quando achava que era o final.... Naaaa, toma lá mais 1,5km para abrires os olhinhos.
Sendo sincero, pensei em dar meia volta e ir acabar rápido com aquele martirio dando um tiro certeiro dali até ao arco de meta, mas depois controlei-me e lá fiz o último singletrack do dia, o qual me ía matando(!)
Conclusão;
Lá me consegui arrastar até à meta, inteiro, para ficar a saber que eramos três singlespeeders em prova, mas que apenas eu tinha ido para a distância maior, anunciou o Speaker de serviço, também ele adepto das bikes de um só carreto.
Daí que, apesar de ser o 3º a contar do fim, fui 1º no escalão "Singlespeed"!
Cena marada :)
Quase tão marada quanto a carga de porrada que levei daquela pedra toda!
Tratamento completo, mesmo. Alma cheia de BTT do bom, boa camaradagem e empeno ao mesmo nível.
Para quem gosta do tipo de terreno, recomendo vivamente. Mas ide fortes!
E de preferência, se puderem, escolham dias com temperaturas abaixo dos 33º!
Em relação à organização, nada a apontar. Estiveram muito bem na distribuição de água em variadíssimos pontos do percurso, sempre pessoal nos cruzamentos com estradas asfaltadas e boa organização no geral. Talvez devido à dureza da prova, uns abastecimentos mais ricos fossem bem vindos. No entanto tiveram o essencial e estavam nos locais certos.
Obrigado a todos pelo apoio e boa disposição!
Esperem pelo vídeo, que melhor que qualquer crónica é a minha tromba de empenado escarrapachada no ecrán. Podem-me gosar para todo o sempre, não faz mal, que vocês se lá fossem também iam empenar eheheh
Video em processo de edição... Volta mais tarde. Talvez amanhã ou assim!
Track GPS no sitio do costume...
Vemo-nos por aí!
Abraçorros
Frederico Nunes "Froids"
@2015
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segunda-feira, 18 de maio de 2015
sábado, 3 de novembro de 2012
Batalha - Round II
O regresso aos trilhos da Batalha e do Centro de BTT de Pia de Urso estava já marcado desde a nossa primeira incursão por aquelas redondezas.
As condições meteorológicas, essas, estavam longe de serem as ideais. O alerta amarelo no centro e sul do país devido à possibilidade de fortes chuvadas era disso testemunha.
Apesar disso, este grupo de bravos e teimosos amigos, não se deixaram intimidar e foram percorrer, alegres e molhados, os 55kms do percurso Nº 6, preto, do Centro de BTT de Pia de Urso.
Começamos a pedalar passavam uns minutos das nove horas da manhã, debaixo de um céu pesado e húmido, mas sem chuva, saíndo do Centro de BTT.
Os trilhos estavam bastante difíceis, mas sobre isso já tínhamos uma ideia bastante realista do que contar. O calcário e as raízes tornam-se extremamente escorregadios quando molhados, e as várias zonas de pinhal e pedra, sobretudo em singletracks, que iríamos percorrer eram garantia de muita adrenalina. Mas também sabíamos que teríamos que ter muito cuidado e atenção para evitar as quedas.
Os trilhos tinham alguma lama, mas nada excessivo, permitindo sempre rolar tranquilamente. É um tipo de terreno que suporta muita água sem se tornar um lamaçal, embora na generalidade porque há zonas mais vulneráveis que outras.
Eu optei por vestir o impermeável logo de início. Mais pelo frio que estava do que para proteger da água que ainda não caía. Mas logo começou a cair uns poucos quilómetros mais à frente, já depois da primeira paragem para um café, com pouco mais de 6kms percorridos.
Foi caindo uma chuva miudinha e pouco notória, mas a determinada altura, fomos mesmo obrigados a encostar debaixo de uma varanda feita de vinhas e sebes, para os meus companheiros vestirem os seus casacos de plástico.
O Artur nunca o fez e acabou a volta molhado até aos ossos, literalmente!
A passeata correu sem problemas, mas com algumas peripécias pelo caminho.
Noś, como já disse, começámos a volta no Centro de BTT, mas o percurso está idealizado para ser iniciado na Batalha, tornando-se assim muito mais coerente nos trilhos e distribuição das dificuldades.
Mesmo assim, não me canso de premiar com adjetivos os trilhos da zona. São realmente espetaculares, divertidos e duros q.b!
Acabámos a voltinha uns minutos depois das 15h. O dia tinha-se mantido frio e molhado e eu acabei a volta a tremer de frio e nem o banho quentinho que tomei me fez ficar melhor. Acordei doente no domingo!
Não levei a tradicional máquina fotográfica, mas tentei ir tirando umas fotos com a câmara de filmar, mas ficaram uma desgraça. Nem me atrevo a mostrá-las aqui!
O track GPS para o percurso pode ser encontrado aqui:
http://www.cm-batalha.pt/turismo-e-lazer/centro-de-btt/rede-de-percursos-trails/percurso-6-trail-6
Mais informações sobre os percursos do Centro de BTT de Pia de Urso, aqui:
http://www.cm-batalha.pt/turismo-e-lazer/centro-de-btt
Abraços e continuação de boas pedaladas.
As condições meteorológicas, essas, estavam longe de serem as ideais. O alerta amarelo no centro e sul do país devido à possibilidade de fortes chuvadas era disso testemunha.
Apesar disso, este grupo de bravos e teimosos amigos, não se deixaram intimidar e foram percorrer, alegres e molhados, os 55kms do percurso Nº 6, preto, do Centro de BTT de Pia de Urso.
Começamos a pedalar passavam uns minutos das nove horas da manhã, debaixo de um céu pesado e húmido, mas sem chuva, saíndo do Centro de BTT.
Os trilhos estavam bastante difíceis, mas sobre isso já tínhamos uma ideia bastante realista do que contar. O calcário e as raízes tornam-se extremamente escorregadios quando molhados, e as várias zonas de pinhal e pedra, sobretudo em singletracks, que iríamos percorrer eram garantia de muita adrenalina. Mas também sabíamos que teríamos que ter muito cuidado e atenção para evitar as quedas.
Os trilhos tinham alguma lama, mas nada excessivo, permitindo sempre rolar tranquilamente. É um tipo de terreno que suporta muita água sem se tornar um lamaçal, embora na generalidade porque há zonas mais vulneráveis que outras.
Eu optei por vestir o impermeável logo de início. Mais pelo frio que estava do que para proteger da água que ainda não caía. Mas logo começou a cair uns poucos quilómetros mais à frente, já depois da primeira paragem para um café, com pouco mais de 6kms percorridos.
Foi caindo uma chuva miudinha e pouco notória, mas a determinada altura, fomos mesmo obrigados a encostar debaixo de uma varanda feita de vinhas e sebes, para os meus companheiros vestirem os seus casacos de plástico.
O Artur nunca o fez e acabou a volta molhado até aos ossos, literalmente!
A passeata correu sem problemas, mas com algumas peripécias pelo caminho.
Noś, como já disse, começámos a volta no Centro de BTT, mas o percurso está idealizado para ser iniciado na Batalha, tornando-se assim muito mais coerente nos trilhos e distribuição das dificuldades.
Mesmo assim, não me canso de premiar com adjetivos os trilhos da zona. São realmente espetaculares, divertidos e duros q.b!
Acabámos a voltinha uns minutos depois das 15h. O dia tinha-se mantido frio e molhado e eu acabei a volta a tremer de frio e nem o banho quentinho que tomei me fez ficar melhor. Acordei doente no domingo!
Não levei a tradicional máquina fotográfica, mas tentei ir tirando umas fotos com a câmara de filmar, mas ficaram uma desgraça. Nem me atrevo a mostrá-las aqui!
O track GPS para o percurso pode ser encontrado aqui:
http://www.cm-batalha.pt/turismo-e-lazer/centro-de-btt/rede-de-percursos-trails/percurso-6-trail-6
Mais informações sobre os percursos do Centro de BTT de Pia de Urso, aqui:
http://www.cm-batalha.pt/turismo-e-lazer/centro-de-btt
Abraços e continuação de boas pedaladas.
domingo, 30 de setembro de 2012
Pia de Urso . Red N3
"
Pia de Urso - No reino do Calcário"
A convite do Rui Santos, rumámos a terras de Batalha e ao Centro de BTT de Pia de Urso!
Foram apenas quatro, já contando comigo, os companheiros que aceitaram este desafio. E em boa hora assim aconteceu, pois realizámos um passeio muito interessante em todos os aspectos.
Boa companhia, paisagens e trilhos brutais e dureza quanto baste!
Realizámos o percurso Nº3, Vermelho, do Centro de BTT de Pia de Urso.
Um percurso marcado e sinalizado à semelhança de vários outros existentes, com exigências para todos os níveis, experiências e andamentos.
Mas no que respeita a este que realizámos, deixem-me que vos diga que está exemplar.
Percurso bem marcado e bem escolhido. Muito exigente tecnicamente mas moderado na exigência física e com as dificuldades bastante bem distribuídas, permitindo, quase sempre, um apreciar descontraído do passeio. E digo quase sempre, porque há alturas em que não devemos tirar os olhos do chão. O calcário abunda, não permite grandes deslizes e tem ar de ser muito pouco macio para o corpinho no caso de uma queda.
O passeio decorreu sem problemas de qualquer tipo, tirando apenas a paragem técnica necessária para remendar o meu furo, depois de uma descida mais alucinada.
Ao todo, três remendos na camara de ar e mais um na lateral do pneu a tapar um pequeno rasgo, foi o preço por tal aventura... Mas deixem-me que vos diga que repetia já o estrago para sentir novamente aquele "rush" de adrenalina.
Aquela descida foi assim a modos que uma verdadeira maluqueira. Tinha saudades de descer assim, devo confessar. Não é unânime aquilo que vou dizer, eu sei, mas descer de bicicleta rígida tem outro sabor! Não há ali nada que mantenha a traseira no lugar a não ser o kit de unhas e saber "sentir" o comportamento daquele amontoado de tubos de alumínio. E acreditem que todas as bicicletas têm uma alma e a descer isso nota-se!
O controlo tem que ser outro, o sangue frio tem que ser outro, a escolha da trajetória tem que ser outra, o nosso corpo tem que trabalhar em perfeita sintonia com a montada, mas, quando tudo corre bem, é das melhores sensações do mundo!
E apesar de ter furado (as arestas afiadas do calcário não perdoam), os meus companheiros foram testemunhas da minha cara de extasiado no final da descida.
A bem da verdade, estávamos todos com um sorriso rasgado de orelha a orelha, testemunha evidente do prazer que todos retirámos daquela alucinante, pedregosa, técnica e exigente descida.
É tão bom isto do BTT!
O percurso tem de tudo um pouco, mas foram as subidas que deixaram mais memórias. Algumas muitos boas e escalonadas. Outras, verdadeiras rampas, bastante exigentes mas curtas e subidas longas com piso macio para terminar. No total, cerca de 1000 metros de acumulado positivo.
Nem todas as paredes foram trepadas em cima dos pedais. Houve algumas que devido à sua dureza, inclinação ou tecnicidade me obrigaram a desmontar.
Mas foi só falta de pernas porque o companheiro Castanheira não se fez rogado e trepou algumas delas como se não houvesse amanhã!
Basicamente, todos gostámos muito do passeio!
É durito, mas largamente recompensador e vale, sem qualquer dúvida ou hesitação, uma visita.
Os trilhos, como já disse, estão bem cuidados, bem marcados e bem escolhidos! As infraestruturas criadas também estão ao mais alto nível e recomendam-se...
Terminámos o passeio com um petisco na cuidada povoação de Pia de Urso. O menu do ciclista, ou Bikers Menu, composto por uma bebida fresquinha e uma bifana fizeram as honras da casa e reconfortaram a pança que já se sentia vazia!
Gostámos tanto que já estamos a ponderar nova incursão pelos trilhos da zona. Num nível mais alto e com maior quilometragem para ficarmos ainda mais satisfeitos (!) ehehehehehehehe
Apenas uma nota, que é referente à navegação por GPS. Esta apenas é necessária para retirar alguma dúvida que possa acontecer por desaparecimento de alguma placa ou porque a mesma se encontre escondida pela vegetação. De outra forma, não é de todo imprescindível.
Aqui fica o link para o track GPS do passeio que realizámos:
http://www.cm-batalha.pt/turismo-e-lazer/centro-de-btt/rede-de-percursos-trails/percurso-3-trail-3
Caso o link acima não funcione, o track pode ser descarregado a partir da minha página de "Tracks GPS"
A galeria de fotos pode ser consultada aqui:
https://picasaweb.google.com/102105685869649773359/PiaDeUrsoN3
Mais informação sobre o Centro de BTT de Pia de Urso pode ser vista aqui:
http://www.cm-batalha.pt/turismo-e-lazer/centro-de-btt
Abraços e continuação de boas pedaladas!
Pia de Urso - No reino do Calcário"
A convite do Rui Santos, rumámos a terras de Batalha e ao Centro de BTT de Pia de Urso!
Foram apenas quatro, já contando comigo, os companheiros que aceitaram este desafio. E em boa hora assim aconteceu, pois realizámos um passeio muito interessante em todos os aspectos.
Boa companhia, paisagens e trilhos brutais e dureza quanto baste!
| De passagem por Reguengo do Fetal... |
Realizámos o percurso Nº3, Vermelho, do Centro de BTT de Pia de Urso.
Um percurso marcado e sinalizado à semelhança de vários outros existentes, com exigências para todos os níveis, experiências e andamentos.
Mas no que respeita a este que realizámos, deixem-me que vos diga que está exemplar.
Percurso bem marcado e bem escolhido. Muito exigente tecnicamente mas moderado na exigência física e com as dificuldades bastante bem distribuídas, permitindo, quase sempre, um apreciar descontraído do passeio. E digo quase sempre, porque há alturas em que não devemos tirar os olhos do chão. O calcário abunda, não permite grandes deslizes e tem ar de ser muito pouco macio para o corpinho no caso de uma queda.
| Piso exigente... |
| Trilhos fantásticos... |
| Pequena serpente... |
O passeio decorreu sem problemas de qualquer tipo, tirando apenas a paragem técnica necessária para remendar o meu furo, depois de uma descida mais alucinada.
Ao todo, três remendos na camara de ar e mais um na lateral do pneu a tapar um pequeno rasgo, foi o preço por tal aventura... Mas deixem-me que vos diga que repetia já o estrago para sentir novamente aquele "rush" de adrenalina.
![]() |
| Nas imediações de Reguengo de Fetal... |
O controlo tem que ser outro, o sangue frio tem que ser outro, a escolha da trajetória tem que ser outra, o nosso corpo tem que trabalhar em perfeita sintonia com a montada, mas, quando tudo corre bem, é das melhores sensações do mundo!
E apesar de ter furado (as arestas afiadas do calcário não perdoam), os meus companheiros foram testemunhas da minha cara de extasiado no final da descida.
A bem da verdade, estávamos todos com um sorriso rasgado de orelha a orelha, testemunha evidente do prazer que todos retirámos daquela alucinante, pedregosa, técnica e exigente descida.
É tão bom isto do BTT!
| Carlos e Rui a terminar uma dura rampa... |
O percurso tem de tudo um pouco, mas foram as subidas que deixaram mais memórias. Algumas muitos boas e escalonadas. Outras, verdadeiras rampas, bastante exigentes mas curtas e subidas longas com piso macio para terminar. No total, cerca de 1000 metros de acumulado positivo.
![]() |
| O vosso cronista e a sua SSMachine! Foto by Rui Santos |
Nem todas as paredes foram trepadas em cima dos pedais. Houve algumas que devido à sua dureza, inclinação ou tecnicidade me obrigaram a desmontar.
Mas foi só falta de pernas porque o companheiro Castanheira não se fez rogado e trepou algumas delas como se não houvesse amanhã!
Basicamente, todos gostámos muito do passeio!
É durito, mas largamente recompensador e vale, sem qualquer dúvida ou hesitação, uma visita.
Terminámos o passeio com um petisco na cuidada povoação de Pia de Urso. O menu do ciclista, ou Bikers Menu, composto por uma bebida fresquinha e uma bifana fizeram as honras da casa e reconfortaram a pança que já se sentia vazia!
| A desfrutar de um "Bikers Menu" em Pia de Urso... |
Apenas uma nota, que é referente à navegação por GPS. Esta apenas é necessária para retirar alguma dúvida que possa acontecer por desaparecimento de alguma placa ou porque a mesma se encontre escondida pela vegetação. De outra forma, não é de todo imprescindível.
Aqui fica o link para o track GPS do passeio que realizámos:
http://www.cm-batalha.pt/turismo-e-lazer/centro-de-btt/rede-de-percursos-trails/percurso-3-trail-3
Caso o link acima não funcione, o track pode ser descarregado a partir da minha página de "Tracks GPS"
A galeria de fotos pode ser consultada aqui:
https://picasaweb.google.com/102105685869649773359/PiaDeUrsoN3
Mais informação sobre o Centro de BTT de Pia de Urso pode ser vista aqui:
http://www.cm-batalha.pt/turismo-e-lazer/centro-de-btt
Abraços e continuação de boas pedaladas!
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