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domingo, 3 de maio de 2015

SM backyard - Again & again

Crónica de Domingo, 03 de Maio de 2015.

Os pneumáticos da caixa com rodas zuniam na estrutura metálica a uma velocidade constante e até melancólica. Talvez por influência do tempo cinzento que se fazia sentir àquela hora da manhã, enquanto transpunha o Tejo, pendurado nas alturas.
A hora é a do costume. Trinta minutos passam das sete da manhã e as nuvens vão, aqui e ali, cobrindo os ainda timidos raios de sol.

Sou o primeiro a chegar ao ponto de encontro.
A malta vai aparecendo devagar, mas às oito e trinta estava o grupo reunido e pronto a embarcar em mais uma manhã de galhofa, boa disposição, de ritmo calmo e tranquilo. Achava eu, mas não podia estar mais enganado!

O ritmo da passeata de domingo foi, ao contrário do habitué dos últimos passeios, realmente estimulante, endiabrado e vivo! Até que enfim(!)
Algumas paragens, sobretudo por furos e na guerra contra as silvas – que vencemos - mas quando tocava a pedalar, ahhhhh catano que o homem da Batuta ía maluco.
Sinceramente, passámos por trilhos tão fechados que julguei muitas vezes que o meu impermeável não iria resistir até final do passeio. Os calções do José Fernando Nunes não duraram inteiros até final da volta, mas segundo a vitima aí a culpa foi do Hernâni...



Mas... imperméavel porquê, perguntam vocês!
Pois, porque o tempo esteve uma merda a manhã toda, com aquela chuva tola que só molha quando um gajo despe o casaco de plático.
Um tempo manhoso, nem quente nem frio. Abafado e húmido, com uma parva de uma chuvinha que ora caía, ora não caía, mas que resolvia engrossar sempre que despia o impermeável.
Uma típica manhã de Maio, primaveril e alegre. Pois sim!

Mas nada que nos impedisse de fazer altos trilhos, conhecer outros novos, passar noutros onde já não metia as rodas fazia tempo. Muito menos que impedisse que o tradicional espírito que nos une fosse outro que não o costumeiro, sempre em altas. Como as rotações dos meus cranks.
Foi sempre a bombar. Raios parta que a maluqueira quando ataca estes homens, dá-lhes forte. Quem andou na cabeçorra do grupo, quem o comandou, fosse em que altura do passeio fosse, foi sempre com um ritmo soltinho e fluído. Daquele, do tipo honesto.
Eu, pela parte que me toca, trazia as perninhas já meio queimadas de Sábado, mas puxei nas subidas finais da manhã como se não houvesse segunda-feira no horizonte e eu não tivesse que me mexer para ir trabalhar. Foi muito bom(!) Mas não foi o passeio calminho e tranquilo que eu esperava. Isso não foi, de todo.

O que sei é que já sonhava com a paragem na Cova do Vapor, tipo, dez minutos depois de termos saído de Santa Marta. Entramos de rompante no pequeno estabelecimente e aviamos as barrigas a gosto. Aqui o vosso cronista mandou duas(!) Bolas Berlim pela goela abaixo, em sintonia com uma Coca-cola. Café e cigui já cá fora com a malta, assim a modos que, à minha espera...
Mas porra que bem que souberam! Pela vida, como se costume dizer.

Ao contrário da maioria dos passeios de Domingo, o grupo iria regressar inteiro. Não houve "meias-voltas", nem 1/4 de voltas desta vez.
O regresso foi por isso tranquilo, mas a Batuta nunca perdeu o compasso e nós nunca abrandámos demasiado o ritmo e variadissimas alturas houve que olhei por cima do ombro para me ceritificar que o Capitão ainda lá vinha. E vinha mesmo.

O pessoal ficou no café a hidratar e eu rumei ao carro para me fazer à pequena viagem entre uma margem e outra do rio.
Para trás ficava mais uma manhã bem passada, Mas ficava também a certeza que as camaras de ar com liquído anti-furo foram uma invenção genial, e que, mesmo a 48.9Km/h continua a ser possível pensar e que à terceira foi de vez!

As fotos são da autoria do José Fernando Nunes. Eu levei a máquina de filmar mas não lhe toquei.
Para a semana há mais!

Abraçorros,
Frederico Nunes "Froids"

@2015

domingo, 12 de abril de 2015

XIº Trilhos&Courelas & Iº Troféu Singlespeed "Py Gim"

Cróncia "XI Trilhos&Courelas" & "Iº Trofeu SingleSpeed "Pi Gym"

De armas e bagagens, entenda-se bicicleta e restante parafernália, rumei a Vendas Novas para participar no XIº Trilhos&Courelas. Esta edição contou também com o 1º Troféu Singlespeed "PiGym", e foi esta brincadeira que me levou ao percurso da meia maratona, com cerca de 47kms e um acumulado a rondar os 550m. Prova bastante rolante e sem dificuldades técnicas de qualquer espécie. Descobri hoje que isso não tem obrigatoriamente que ser mau, não ter grande ou nenhuma dificuldade técnica. Até as descidas foram todas elas suaves e feitas sempre a bom ritmo, muito por culpa do estado dos trilhos que estavam muitíssimo bons para desfrutar. 

Apesar das chuvas da semana que antecedeu o evento, o solo manteve-se compacto e rápido, mesmo nas zonas mais húmidas, sempre com excelente tracção. A organização soube evitar as zonas e trilhos que se mantinham, à hora da partida, impraticáveis.
Esta esteve bem em todos os aspectos, principalmente nas marcações do percurso M. Raramente corro uma prova, mas nesta, sempre que tirei os olhos do chão, lá estava uma fita a indicar o caminho correcto. Os banhos, assim como o levantamento do dorsal, estiveram irrepreensíveis.

Mas deixem-me contar-vos tudo...


Por não saber dos restantes Singlespeed'ers, entrei cedo no controlo 0 e fiquei muito bem posicionado na partida. 


Já tinha encontrado, e conhecido pessoalmente, o Miguel. O companheiro com quem vou fazer a Via Algarviana, em Setembro deste ano e, que só conhecia do mundo virtual. Mas como nunca mais o vi a não ser no final, resolvi aplicar-me a sério e tentar dignificar ao máximo as cores da minha Santa Malta!


Arranquei, como dizem os nuestros hermanos, a Tope!

E, apesar de ter sido quase de imediato ultrapassado por 1/3 do pelotão, consegui manter a liderança do troféu até perto do km15 ou coisa que o valha. 
O ritmo dos primeiros durante os primeiros quilómetros de qualquer prova é sempre alucinante, ainda para mais quando é absolutamente plano durante uns valentes "clicks", tenham mudanças ou não tenham! E eu, junto com os restantes, seguia a fundo...

No entanto, nas primeiras subiditas fui alcançado pelo Júlio e rodei cerca de 2 minutos na roda dele para o voltar a ultrapassar de novo. De alguma forma lá me livrei dos muitos companheiros que rolavam lentamente à minha frente e consegui descolar do Jules, mas pouco depois era ultrapassado por um foguete que não mais vi durante toda a prova. E acreditem quando digo que fui sempre a dar gás! 

O homem pura e simplesmente levava lume naquele carreto. 
Talvez fosse a rolar com 32/16 ou 34/18 ou mesmo mais pesado, ou talvez fosse só forte comó car#!/%$".
Seja como for, outro campeonato…

Resumi-me ao meu ritmo e assim segui, sempre a passar pessoal nas subidas e descidas e a conseguir manter alto ritmo nos planos, chegando mesmo a papar muita malta de 26", 27.5" e mesmo 29"! Só ao Singlespeed'er Fantasma é que eu nunca mais lhe chegava á roda.

Nem chegava, nem nunca cheguei!

Já levava ligado o "chip" de corrida no modo "On" e nunca levantei pé, a não ser quando tinha fulanos lentos que nem uns texugos a arrastarem-se à minha frente. Esperava, respirava, pedia licença e passava quando podía. Mas á carai, que assim que podia... Felizmente que já chegaram os meus novos pedais, que aqueles entragram Domingo a alma ao criador!


Com perto de 25/30kms feitos, nem sei bem, comecei a ficar com dores anormais nos gémeos. A zona lombar já se tinha queixado algumas vezes lá para trás sempre que metia força nos cranks – até aqui tinha vindo maioritariamente a pedalar em pé. Após uma análise ás dores que me estavam a afectar, percebi que vinha com o selim demasiado baixo e, depois de uma zona de abastecimento e numa pista larga de gravilha encostei para corrigir a cenaça! Assim que me sentei em cima da bici novamente nem queria acreditar na minha burrice, mas o estrago estava feito. As dores nos gémeos não mais me largaram até final e a zona lombar, apesar de ter dado algumas tréguas, ficou bastante aborrecida comigo!


No entanto, mantinha dentro do possível, o meu andamento num ritmo vivo e forte, constantemente a ultrapassar pessoal e sempre de olho se era passado por algum concorrente directo, além do pessoal das mudanças... Ninguém passava a puxar só um carreto e isso era bom sinal. Mantinha o meu segundo lugar na geral do troféu e isso mostrava-se motivação de sobra! 


As subidas foram a full power, as descidas a voar baixinho e os longos planos que atravessámos foram feitos, de igual modo, a meter toda a força que tinha nos pedais, mas do homem que rolava em primeiro, nem a sombra lhe cheirava. A não ter captado imagens do bruto em vídeo e seguramente diria que tinha sido alucinação minha!


Os trilhos, esses, mantiveram-se sempre fáceis e sempre interessantes e a temperatura a roçar a ideal.

Acabei a concluir o percurso em 2H20, com uma média jeitosa para quem não gosta de rolar e mantive a minha segunda posição até final.

E coisa que não acontecia desde há muito, tive tempo de antena e tudo à chegada! Sendo o 2º classificado do Troféu, ainda tive direito a duas palavrinhas para o Speaker de serviço! Só não houve pódio, o que foi pena, já que essa sim, teria sido uma experiência memorável nestas minhas andanças do BTT. Não houve pódio mas houve Jersey de “presente” eheheh

Obrigado Pedro, por toda a trabalheira em meter esta coisa de pé, por puro amor à camisola e carolice!

Ainda tive o privilégio de encontrar malta amiga, os Piratas, que me dobraram nos quilómetros iniciais. Trocámos umas palavras, votos de boa corrida e acabamos por nos separar com eles seguindo adiante. O ritmo era alto e rolávamos em plano. Ainda assim, acabei sem saber bem como, por chegar ainda primeiro que eles. Voltei a revê-los já depois do banho tomado quando estes se dirigiam para a lavagem das bicicletas.


Melhor ainda que a prova, foi a parte da “hidratação” final! O almoço foi com a restante malta amante desta vertente do BTT. Os barbudos das Singlespeed! A sopa, o porco no espeto e o belo do jarro de tinto carregaram as baterias ao mesmo tempo que a conversa se mantinha de animada. Tudo top!


Em resumo, um dia muitíssimo bem passado! Bom convívio, bons trilhos, boa organização, bom tempo e acima de tudo, muito boas sensações durante toda a prova. É bom perceber que, quando se quer mesmo e se faz por isso, as coisas tendem a surgir… Estamos aí para as próximas aventuras!


Em jeito de remate, obrigado a todos pela companhia nos trilhos e fora deles, por toda a boa onda e civismo do pessoal (com excepção feita a um caramelo que jogou o plástico do cubo de marmelada para o chão mesmo à minha frente. Escusado será dizer que levou uma rebocada de todo o tamanho. Não o poupei! Entre outras, ainda lhe perguntei se lá em casa dele fazia o mesmo. Não me respondeu, limitou-se a olhar para o chão enquanto continuava a pedalar. Acabou a pedir-me desculpa ao que lhe respondi que não tinha que me pedir desculpa a mim, que teria que o fazer a todos que ali íamos. Que os trilhos não são meus mas sim de todos e que estava a faltar ao respeito a todos nós, aos mais de 1000 inscritos. Ficou a olhar para mim feito tolo! Porco…


Mas felizmente deve ter sido dos poucos, porque vi pouquíssimo lixo deixado nos trilhos. Mas, continua a acontecer, o que é lamentável…

Para a organização, um bem-haja por aceitarem esta iniciativa do Pi Gym, e se para o ano se repetir, contem novamente com este magrela nas primeiras filas da partida!

O filmito que fui fazendo durante a prova...

O track do percurso da meia-maratona pode ser encontrado na pasta "Tracks GPS"


Abraçorros!

Froids
SantaMalta / GearsAreForPussys

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Agora sim, o rescaldo "DBR"

A etapa na Serra da Abobereira seria a mais curta das três, sem contar com a etapa do Prólogo. A minha participação no nível EPIC estava adiada. Seria no RIDE que iría conhecer a Douro Bike Race, uma corrida de BTT por etapas, ao nível das melhores provas internacionais.
Convenci também o meu pai, além da Marta claro, a alinhar na aventura e daí a escolha ter recaído na versão de um só dia. Cinquenta quilómetros de trilhos que eu sabia duros, com um acumulado total de subidas já considerável.

A minha cara metade enfrentava assim o desafio da sua ainda curta "carreira betetística" e o meu pai faria a sua estreia em eventos organizados.

A minha mãe acompanhou-nos até Amarante.
Maravilha! Família reunida para aquilo que se adivinhava já ser um excelente dia de btt. Mas calma, não pensem maluqueiras. A minha mãe foi de passeio turístico e acenar aos "maiores corredores da prova" - como ela própria dizia - enquanto nos filmava no arranque desta aventura.

A nossa ida até Amarante estava, há muito, preparada por mim.
Refiro-me à parte logística, porque o resto, e sem sombra de dúvidas o mais importante, tinha ficado curto. Já o sabia e nada podia agora fazer! Mas ainda assim, foi confiante no sucesso da empresa que passei debaixo do arco de meta, no arranque da etapa.

Os treinos da Marta não foram os necessários para a conclusão daquilo que seria o seu maior desafio nestas coisas de maratonas de bicicleta de montanha.

O meu pai, melhor preparado fisicamente, viria a pagar a factura da inexperiência e após muitas horas a pedalar sozinho, sucumbiu ao esforço e às câimbras. A falta de cabeça para gerir o seu andamento, o descurar de uma hidratação e alimentação conveniente, ditaram o fim da sua hercúlea tentativa de levar de vencida a Serra da Abobereira.

Mas vamos por partes. Ou melhor, pelo principio...

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Percebemos minutos antes do inicio da aventura que o tempo máximo que teríamos para completar a etapa seria de seis horas. Menos uma do que tínhamos ideia. Logo ali percebemos que teríamos bastantes dificuldades em terminar dentro do horário limite.

Ficámos logo nos primeiros dois ou três quilómetros a pedalar na companhia do homem que ostentava a placa "Mayday" na frente da bicicleta. Isso e uma corneta cor de rosa que eu acho que sei de quem era.
Pois foi na companhia do Frinxas que pedalámos a quase totalidade do caminho, apenas perdendo a sua presença aqui e ali.

Os trilhos foram absolutamente fantásticos - imagino o que foi a descida desde o topo da serra, porque todos que a fizeram dizem que foi alucinante.

O meu pai, que logo à saída de Amarante começou a ganhar-nos distância, acabou por perder um bocadinho de terreno e consegui vê-lo a determinada altura, mas ele achou que nós o haveríamos de apanhar e voltou a arrancar, novamente sozinho.


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O evento foi fotografado por uma equipa de fotógrafos, chamada Sportgraf e realizaram um trabalho realmente fantástico. Durante os quatros dias de prova tiram a cada atleta mais de cinquenta - sim, 50(!) - fotos, com equipamento de disparo automático (células) espalhado ao longo do percurso e uma equipa de fotógrafos colocados no terreno.
Menos de 24h depois tinham online esta galeria de fotos grátis, onde apareço eu e a Marta.
Como podem ver pelas duas fotos aqui disponibilizadas, o trabalho fala por si. Temos os três várias fotos fantásticas e com bastante qualidade.
Podem ver mais aqui: http://www.sportograf.com/en/shop/event/1721

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No primeiro abastecimento, o Frinxas mencionou a questão das horas, e eu também já tinha percebido que não iríamos ter tempo para chegar ao ponto de corte e passar. Ou seja, seria subir a esmagar pedal para corrermos o risco - certo, diga-se - de não deixarem continuar e termos que abandonar na mesma.
No entanto, o Frinxas falou connosco e disse em voz alta aquilo que eu já sabia. A Marta ficava assim a saber que tinha duas horas para subir mais de 15kms e vencer perto de 900m de desnível acumulado.

Na FeedZone fiquei também a saber que o meu pai ainda ia bem, mas que também não tinha comido nada. Seguia uns minutos à nossa frente.

Volto a repetir algo sobre os trilhos. Escolhidos a dedo e todos de elevada beleza!
Mas ainda não tínhamos começado a subir a sério, e já de novo na companhia do Frinxas, o motor da Marta dá o berro e acabamos por tomar a decisão de abandonar a etapa assim que chegássemos à estrada de alcatrão.
A Marta estava bastante cansada, mas nada de extraordinário. Talvez com a tal hora extra que achávamos que tínhamos, talvez nas tais sete horas, tivéssemos tido hipóteses.

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A Marta ficou com pena, percebi.
Ainda me disse para eu seguir com o Frinxas e tentar passar ainda a horas e talvez ainda conseguir levar o meu pai a reboque, mas não fui capaz.
Se por um lado tinha muita vontade de esmagar os pedais por ali acima na companhia do Frinxas e ir terminar a etapa, por outro não conseguia deixar a Marta abandonar sozinha.
Eu também fiquei com pena. Não por não ter terminado a etapa, isso não me dizia nada. Seria, apenas, mais uma meia maratona, por mais dura que fosse.
Fiquei com pena porque queria esta vitória para a Marta. Queria cruzar a meta com ela. Queria vê-la completar este desafio. Sozinho nem sequer me iria parecer bem.

Daí que ficámos à espera que nos viessem buscar junto com um elemento do Staff, enquanto o Frinxas, o Mayday, arrancou sozinho em busca do último companheiro e desmobilizando o staff que ia encontrando pelo caminho.
Quem nos veio buscar foi o próprio Zé Silva, que tive um prazer imenso em conhecer. Acabámos por falar bastante e foi um dos meus "pontos altos" do fim de semana. Afinal não é todos os dias que podemos falar pessoalmente e descontraidamente com um dos nossos ídolos!
As bikes foram recolhidas e entregues no Bikepark.

Andámos a recolher mais pessoal que ia desistindo. Um quilómetro ou dois mais á frente do sitio onde nós abandonámos estava outro companheiro. Vitima de duas quedas e de ritmo muito quebrado, foi aconselhado pelo Mayday a abandonar naquele ponto.

O meu pai acabou por ser também apanhado pelo Frinxas, a uns poucos quilómetros da segunda "Feed Zone".
Quando se encontraram, o Frinxas disse-lhe que nós tinhamos abandonado e isso foi a machadada final no que restava de moral e vontade do meu pai.
Soube depois, já por ele, que começou a ter muitas câimbras quando teve que optar pelo pedestrianismo. O cansaço extremo, as muitas horas a pedalar sozinho, a falta de comida e bebida em doses convenientes e por fim a notícia de que estava a enfrentar tal aventura sozinho e que era o último, levou-o a desanimar e desistir da aventura.

Ligou-me na altura em que estávamos algures na Serra, já num dos cruzamentos da descida com a estrada asfaltada. Tínhamos ido buscar um companheiro que tinha dado uma queda e que precisava de tratamento. Nada de muito grave, mas as ligaduras no queixo e testa davam certezas que as pedras não tinham sido meigas com ele. No entanto, mantinha o espírito intacto e o humor em alta. Muito bom!
Soube uns dias depois pelo Forumbtt.net que o companheiro fez apenas uns arranhões, levou uns pontinhos e numa semana estava novo e pronto para outra!
O elemento do Staff que conduzia a carrinha onde iam as nossas bikes lá saca um atalho da manga e enquanto ele foi buscar o meu pai, ao outro lado da serra, nós seguimos direios a Amarante, para a Aldeia DBR e para a tenda da Cruz Vermelha, onde eles já nos esperavam.

Despedimo-nos do Zé Silva e dos restantes dois companheiros que nos acompanhavam e fomos ter com a minha mãe, que nos esperava a uns metros dali.
A Marta estava a começar a sentir o cansaço que não sentira logo. Entretanto chega o meu pai e fomos ter com ele. Aproveitámos para trazer as nossas bicicletas e aí sim, seguir para o Hotel Amaranto, onde ficámos alojados, direitos a um banho quentinho e roupas lavadas.

O meu pai e a Marta estavam bastante cansados, mas o estado do meu pai só me foi realmente percetível já durante a cerimónia final. Estava completamente "derreado".
O meu pai ficou assim, com 64 Primaveras, a conhecer o temível "Homem da Marreta". Apanhou o empeno da vida dele e de certo que irá ter mais respeito pelo esforço inerente a este exigente desporto.
Mas acima de tudo, mantenho a certeza que, se tivesse comido e bebido como lhe disse e se tivesse um bocadinho mais de paciência para moderar e gerir o esforço e ritmo, que ele tinha pernas para completar aquele desafio.
Não seria fácil, fácil, mas que daria, isso de certeza que sim. Também tive pena que ele não tivesse acabado, mas lá iremos todos em 2013 tirar as teimas.
Eu presumo que vou levar a marretada da minha vida, mas o EPIC é ao meu jeito e como eu gosto, pelo que será a minha aposta para a próxima edição.

Resta-me pouca coisa que dizer. Ou melhor, falta-me muito, mas só quero dizer umas últimas coisas.
É em relação à organização e a tudo o que me foi dado a ver e a viver.
Talvez o melhor Evento em que já tive oportunidade de participar, se não mesmo o melhor! Uma equipa de luxo -  e não me canso de dizer isto - com Pessoas de luxo.

Obrigado a todos e a cada um deles pelo seu trabalho dedicado e apaixonado. Pela simpatia, disponibilidade e hospitalidade com que nos receberam.

Uma palavra de agradecimento especial a esta alma de cabeleira branca.
Obrigado Frinxas, pela tua paciência e boa onda!
Foi realmente um prazer ter a tua companhia durante aqueles quilómetros e essa foi também uma das boas memórias que esta aventura me proporcionou.

Frinxas, o homem da placa "MAYDAY" a cruzar pela última vez, este ano, a linha de chegada da DBR! Não deixou ninguém para trás e ganhou de certeza o prémio do gajo com mais horas sentado em cima do selim! Sempre com um sorriso, sempre pronto para ajudar, com uma boa disposição contagiante!

Basicamente, e apesar de as coisas não terem corrido como esperávamos no terreno (ehehehehe), foi um enorme prazer poder fazer parte dessa grande festa que foi a "Douro Bike Race"! Para o ano lá estarei novamente, para rever esta malta e conhecer outra nova, que ainda é isso que o BTT tem de melhor. A partilha!
Gostei muito! Aliás, gostámos todos!

Se é duro? Muito! Bem o vi na cara da malta a chegar no final de sábado! Muito duro mesmo.
Se vale a pena? Sem sombra de dúvida! Um desafio de BTT ao mais alto nível, físico e mental.
Se é preciso treinar? É!
O que se ganha? Uma experiência inesquecível e sobre tudo um maior auto-conhecimento sobre nós mesmos!


Aqui deixo o link para a galeria das minhas fotos:
https://picasaweb.google.com/102105685869649773359/DBR2012

E o vídeo que fiz da nossa participação:


http://www.youtube.com/watch?v=3DHjTOCMBZU

Lá nos veremos em 2013!
We are Ready!

Abraços & Boas pedaladas.

sábado, 15 de setembro de 2012

MISSA em Monsanto

A MISSA foi mais um encontro de amantes de bicicletas em versão Single Speed.
Decorreu em Monsanto numa fresca manhã de sábado, e contou com mais de uma dezena de dedicados amigos!
Apesar de não ter podido estar presente até final do passeio, garanto-vos que foi uma maravilha. Boa onda e companheirismo não faltaram a este pessoal.


O próximo não se sabe ainda quando acontecerá, nem se será aqui pelas redondezas, mas que haverá próximo, pois claro que haverá!

Fiquem atentos.
Abraços e continuação de boas pedaladas!

domingo, 15 de julho de 2012

IV Travessia BTT "Conquista 3 Castelos"

A IVª edição da travessia em BTT "Conquista 3 Castelos", organizada pelos companheiros da Anibikes, teve lugar no passado sábado, dia 14.

Este foi um passeio (des)orgamizado, em autonomia e guiado por GPS, que contou com a participação de quase uma centena de participantes.
Á chamada já sabia que compareceriam os meus amigos Castanholas e Carlos, mas foi uma agradável surpresa ver o Tuca juntar-se à malta com o seu característico sorriso rasgado! Entre estes ilustres outras caras conhecidas como o Luís, o Celso e o Caixeiro ou o Fernando Faneco, que vinha a fazer "pareja" com o Carlos, marcavam presença na esplanada. Juntos com a restante malta enchiam o pequeno espaço, e no interior, a loja assim como a pastelaria que ia servindo as últimas doses de cafeína ao pessoal.

À porta da Anibikes durante o aniversário de um companheiro e momentos antes do arranque para um memorável dia...
O passeio começou após cumprido o ritual de aniversário de um dos elementos, com direito a bolo e tudo, após a distribuição de umas fitinhas azuis para identificação da malta do passeio e um ligeiro brefing.

Pela nossa parte, arrancámos com um ritmo vivo e de espirito alegre e bem disposto, e foi num ápice que conquistámos a primeira fortificação do dia, o Forte de São Filipe de Setúbal, também conhecido como Castelo de São Filipe, concluído algures durante o reinado de D. Pedro I.
A conquista só teve um sabor a vitória após concluída uma subida em calçada romana bastante exigente e que obrigou todos os conquistadores a aplicarem-se a fundo nos pedais para manterem domados os seus cavalos. Dava-se início às hostilidades!

No Castelo de São Filipe, a primeira fortificação do dia a ser conquistada...

Dentro das ameias do Castelo, junto á Pousada...
Seguimos caminho por trilhos já meus conhecidos e num instantinho estavamos de passagem pelo parque de merendas da Comenda.
Começamos novamente a subir com a vantagem de voltarem as vistas fabulosas sobre a luminosa península de Tróia com aquele mar de cor azul turqueza em fulguroso contraste com a fina areia branca.
Os trilhos de terra muito vermelha envoltos numa vegetação de mil e uma cores levam-nos até à primeira paragem para reabastecimento do dia, no café em Casais da Serra.

O companheiro Celso a desfrutar das maravilhosas vistas...

Na primeira paragem do dia para reabastecimento em Casais da Serra, ou ZA3 (lol)...
Até Casais da Serra o nosso grupinho de ataque era constituído por cinco companheiros: Castanheira, Tuca, Luis, Celso e eu, mas desde este ponto que o nosso grupo aumentou e diminuiu ao longo do percurso. Ainda antes de chegarmos às pedreiras de Sesimbra já tinhamos a companhia do Faneco e do Carlos e do "Sr. Luis". Este último foi uma constante durante grande parte do passeio, ora aqui ora ali.
Já bem dentro do Parque Natural da Arrábida, iamos gosando de trilhos espectaculares, e pese embora o facto de os conhecer a todos, a beleza destes faz com que nunca me canse de os visitar.
A juntar a estes fantásticos trilhos esteve um dia ideal para pedalar. Um céu limpo como cristal e uma temperatura amenizada por uma leve brisa tornaram este dia de monumental empeno num verdadeiro prazer.

Tuca à espera do restante pessoal...
Os caminhos punham o pessoal cada vez mais à prova! Por trilhos a exigir alguma técnica, tão característicos desta zona, fomos ganhando quilómetros de subida até culminar no topo da pedreira de Sesimbra, que ascendemos pela dura e longa rampa batizada com o mesmo nome!

O "Sr. Luis" a atacar mais uma subida...

Carlos a vencer esta curta mas técnica secção de subida. O Faneco seguia mais atrás...

Fernando "Faneco" em altíssima rotação...
A subida da Pedreira é um desafio por si só! Terrivelmente longa, termina numa última rampa com um pequeno "ombro" a poucos metros do final, que tem por costume levar de vencidos muitos domingueiros mal treinados, como é o caso aqui deste vosso amigo.

Para ilustrar, deixo-vos com uma sequência de fotos do Luís na sua batalha contra "o monstro".

Luis Gonçalves VS Subida da Pedreira - Take 1...

Luis Gonçalves VS Subida da Pedreira - Take 2...

Luis Gonçalves VS Subida da Pedreira - Take 3
Afinal, para subir a infame Subida da Pedreira, só é preciso comer alpista =)
Após concluída esta dura subida, ficamos uns minutos a apreciar as vistas, à beira da falésia, largas centenas de metros pendurada acima daquele mar azul intenso e hipnotizante.
Começamos a grande descida que nos leva até ao centro da vila de Sesimbra e à praia. As vistas perdem a magnitude das alturas mas não deixam de ser sempre interessantes (!).
A passagem pela "marginal" de Sesimbra foi óbviamente aproveitada para um almoço ligeiro e assim reconfortar a barriga com alguma comida quente. Hamburguers para todos, acompanhados de umas coca-colas e umas cervejas.
O Luís continuava a comer da alpista que levava. Ele lá continuava a dizer que aquilo não era mesmo comida de passáro, mas lá que parecia, parecia!


A começar a descer para Sesimbra e em direcção á praia...

Hora de almoço num dos muitos cafés da principal avenida sesimbrense...
Para depois de almoço e para completar a segunda parte deste nosso passeio, estavam reservadas as duas últimas conquistas do dia. O Castelo de Sesimbra e o Castelo de Palmela, este último já a escassos quilómetros do final.
A par destas, muitas subidas, algumas delas bem longas e dolorosas, fizeram também parte da ementa da tarde.

Castanheira "a pernas" com a subida que sai do Porto d' Abrigo de Sesimbra...

Sesimbra ia ficando cada vez mais pequenina, encaixada naquela bela enseada...

A subida que sai do Porto de Abrigo, em Sesimbra, marcou o ínicio das hostilidades. Um par de quilómetros através de uma pista de gravilha empoeirada, bastante inclinada numa zona ou outra, demoraram uma eternindade a terminar.

Mas nenhuma subida é interminável e esta não foi excepção. Ainda assim, vimo-nos a determinada altura a ponderar seguir por estrada até ao Castelo de Sesimbra, mas lá nos convencemos mútuamente a seguir o track proposto. Isso obrigou-nos a perder algumas dezenas de metros de desnível rapidamente para subir novamente "à bruta" na encosta oposta do vale que cruzávamos.

Mais uns metros em asfalto e entrámos nas muralhas vitoriosos, mas já cansados, para abraçar a segunda conquista do dia.
Já lá estavam a descansar outros companheiros que também estavam connosco na aventura. Aproveitamos a paragem para um descanso e umas paródias. O espírito da malta estava em alta, como é costume!

Chegados à entrada do Castelo de Sesimbra e altura de descansar um pouco...

Castelo de Sesimbra conquistado!
Quando arrancamos novamente, o grupo era constituído por mim, pelo Castanheira e Tuca, o Luis, o Carlos e o Fernando Faneco e mais dois ou três companheiros que não fixei os nomes. Um grupo grandito, portanto, mas facilitou a tarefa e ajudou a cumprir alguns quilómetros.

Apesar disso o grupo era composto por pessoal com andamentos muito diferentes, o que fez com que houvesse algumas paragens para descanso e reagrupar o grupo.
Pela minha parte, agradeci cada paragem que se fez. Já há largos quilómetros me vinha a debater com caímbras. No final do passeio e só como nota de rodapé, tive caímbras em músculos que não sabia existirem.

A rolar...

Castanholas "in action" a guiar a malta...


Durante uma pausa para reagrupar....
A determinada altura e numa subida (para variar), aconteceu um furo na roda dianteira do meu amigo Castanholas. Assim, de repente, disse ele e foi verdade que eu vi, pois vinha na roda dele.
A subir devagar e em óptimo piso achámos estranho um furo assim tão violento.
Após analisada a "cenaça" verificou-se que o pipo da câmara se encontrava rasgado.

Este pequeno incidente foi prontamente resolvido e em menos de nada estavamos de novo prontos a rolar.
Por esta altura, a alpista do Luís já tinha acabado (!)

O único furo do dia. A "fava" a calhar ao Castanheira...
Após a paragem forçada devido ao furo do Castanholas, o grupo partiu-se bastante. Por esta razão e a determinada altura, encontro-me apenas com o Castanheira e foi a par com o meu amigo que percorri o caminho dos moinhos até chegar ao largo da rodoviária em palmela.
A paisagem desde este ponto é absolutamente fantástica. A vista soberba sobre o último objectivo do dia, a conquista final, alimentava-me os castigados músculos, dando-me nova energia.
O mesmo pareceia ter acontecido com o meu amigo, que pedalava agora mais forte e entusiasmado.
Pairava já no ar o cheiro a vitória final!

Hugo Castanheira no caminho do moínhos, já com o Castelo de Palmela bem à vista...

Castelo de Palmela imponente, visto desde o caminho dos moínhos...
Na fonte do largo já nos esperava o Tuca e mais uns companheiros.
Estavam com as pernas de molho enfiados dentro da fonte. Em menos de nada, segui-lhes o mote e meti-me também dentro daquela fresca banheira gigante.
A água fria nas minhas pernas foi tão revigorante como já havia sido uns quilómetros mais atrás após o Cai de Costas, numa fonte ali perto.

A refrescar as pernas na fonte do largo da rodoviária em Palmela...

Com as pernas "de molho" em Palmela...
A subida final de ataque ao Castelo de Palmela foi a cereja no topo do bolo para o Homem da Marreta me atacar com toda a sua pujança!
Teimoso, e caímbra após caímbra, levei a minha montada até vencer a última e derradeira batalha.
Minutos depois, tiramos a conclusiva foto. O Tuca não se juntou a nós nesta última imagem porque seguiu a todo vapor direito a compromissos familiares.

A última conquista do dia, o Castelo de Palmela. Eu e o Castanheira acompanhados pelo Luis e pelo Fernando...

A deixar o lugar da última conquista do dia...
A  descida para Setúbal estava destinada a ser iniciada pela conhecida "Gibóia", e assim aconteceu. Mas não sem antes haver ainda tempo para uma "pequena" troca de palavras menos amistosas entre aqui o vosso cronista e uma senhora que teimava em não nos deixar passar, porque segundo a própria, iri haver um espectáculo de artistas de rua e a rua estava fechada ao passo, a quem quer fosse.

Lamento a minha exaltação e peço aqui, publicamente, desculpas aos presentes, mas o cansaço já falava muito alto e acabei por me exceder um "bocadinho". Enfim, lá acabámos por contornar a situação através de um corta-mato pelo jardim, para sair mesmo no meio dos elementos do espectáculo.
Pedimos licença e passámos sem qualquer problema, mas causámos muito mais alarido do que se a senhora nos tivesse deixado passar aqueles cinquenta metros, coisa que demoraria uma eternidade com certeza (!).

Descendo a Gibóia durante os últimos quilómetros, já a caminho de Setúbal....

Após este precalço e já durante a ziguezagueante descida, fiquei a conhecer mais um pequeno trilho, uma variante assim podemos chamar, bem divertido.
Mais um par de quilómetros e estavamos de novo junto à Anibikes. As despedidas da praxe e todos rumaram a casa, felizes, satisfeitos e de barriguinha cheia de btt do melhor, por trilhos que podemos facilmente incluir no lote  dos melhores do País...

Para concluir e apesar da dureza de todo o trajecto, lá estarei na próxima edição, se a houver e se me convidarem!
Foi um luxo!

Os dados do empeno, e só por curiosidade, foram os seguintes:
Distância: 93kms
Desnível acumulado subidas (D+): 2340m
Tempo em movimento: muitas horas (!)
Tempo total: ainda mais horas (!!)

A galeria de fotos pode ser vista aqui: IVª Conquista 3 Castelos
O track gps do passeio pode ser descarregado a partir da página "Tracks GPS"

domingo, 20 de maio de 2012

G50 c/ Santa Malta

O regresso a Grândola deu-se pelos trilhos da passada maratona G50 em companhia dos meus amigos Santa Malteses.

Fica aqui o vídeo reporte da aventura, filmado e editado pelo Dário Santos.

http://www.youtube.com/watch?v=1Jb4bgksC7I&

O rescaldo está em processo...
Peço desculpas aos intervenientes pelo atraso!

Seguem umas fotos enquanto a prosa não ocupa o lugar que lhe compete...

























Mais a qualquer momento...

As fotos que fui tirando ao longo do dia podem ser vistas no sitio do costume: O Regresso a Grândola
A galeria de fotos do Dário Santos (Dfilp) pode ser vista aqui: A Santa Malta em Grândola

O track GPS do percurso pode ser descarregado a partir da pasta Tracks GPS aqui do meu blog ou directamente a partir deste link.