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sexta-feira, 22 de maio de 2015

VIDEO : Maratona BTT SERRAd'AIRE

Conforme prometido, aqui fica o vídeo que editei com algumas das imagens que fui captando durante a Maratona BTT Serra D'Aire, no passado Domingo, dia 17/05/2015.

Explicit language. Viewer discretion advised!



O empeno, apesar de terem sido "somente" 60kms, foi monumental e como há muito não me lembrava de apanhar... As imagens no vídeo não enganam!
Espero que curtam e que o meu trombil de empenado vos alegre o dia.

Vemo-nos por aí!

Abraçorros
Frederico Nunes "Froids"
@2015

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Maratona BTT SERRAd'AIRE

"Sabias ao que ías!"

Esta frase deveria resumir a minha aventura de domingo passado por terras de Ourém.
Deveria, porque na verdade há mais a contar para que ficais devidamente elucidados. Será preciso contar que teve subidas, teve descidas, teve calor. Também teve singletracks de cortar a respiração. Teve calor. E pedra, também teve muita pedra. Pequenina, média, maiorzita, calhau, pedregulho. Teve pedra de todos os tamanhos, feitios, cores e derivados. Aguçadas como navalhas ou arredondadas nas arestas!
Muita pedra. E muito calor!

Sessenta quilómetros de trilhos absolutamente fabulosos, duros, técnicos e muito exigentes. A Serra d'Aire não perdoa nenhuma desatenção e exige sempre dos pilotos e máquinas uma entrega a 100%. Se a minha máquina não falhou, já do piloto não se teçe melhor comentário.

Mas vamos dividir a coisa por partes. 

A primeira parte, da partida ao km 30;

Arranque maluco - a mil à hora - no primeiro terço do pelotão para depressa ficar a pedalar no último terço do mesmo. O inicio foi plano durante uns minutos, comigo a tentar acompanhar a cadência da malta, sem grande sucesso, diga-se, mas depois empinou um bocadinho até entrarmos na linha de éolicas sobranceira à povoação de Bairro, pequeno povoado onde teve inicio a maratona.
Devido às altas velocidades do restante pessoal e que eu não consigo acompanhar, perdi muito tempo em relação à malta que rolava para a distância maior e como ainda por cima fiquei parado no engarrafamento para o primeiro singletrack do dia, quando cheguei à divisória dos dois percursos já só tinha dois ou três companheiros atrás de mim que também iriam para a distância maior.
Mas até este ponto, além de uns singles engraçados nada houve de extraordinário. Depois da divisão dos percursos a conversa mudou radicalmente de figura.
Toda a dureza da Serra d'Aire e dos típicos trilhos da zona e que eu conheço relativamente bem deram-me um tratamento completo, se assim se pode dizer. Mas também só deram, porque eu pedi.
Pedi porque, após a viragem para o percurso da maratona, sabendo que o rapaz a quem prometera companhia para o percurso rolava mais à frente, sabendo que só podia ganhar terreno nas subidas e nos trilhos mais técnicos e sinuosos tão ao meu gosto, foi com vontande que me apliquei nos cranks, empurrando os mesmos com toda a força que tinha, mas acabei por ter que ceder e baixar o ritmo, sensivelmente ao Km 30, com caímbras em ambas as pernas(!). Primeiro na esquerda, depois na direita, uns quilometros mais à frente.



A segunda parte, do Km 30 até final;

Desse momento em diante sabia que iria sofrer até final. Não que não viesse a sofrer já, mas iria ser um sofrimento diferente, mais doloroso. Para ajudar à festa, trazia uma dor parecida com a dor de burro, mas do lado esquerdo, que não me deixava rolar e/ou descer depressa. Devido a todas as pedras e solavancos tinha que andar muito devagar porque me doia imenso. A determinada altura comecei mesmo a ficar preocupado, mas depois acabou por atenuar e para o final já não exisita. Mas existiam duas pernas completamente vazias desde o Km35, mais coisa, menos coisa.
Acabei por encontrar o companheiro que procurava, parado a meter ar no pneu traseiro. 

Parei e voltei para trás. 
Como estava tudo bem e nem furado estava acabei por seguir, novamente sozinho, mas convencido que ele me iria apanhar num instante. Baixei ainda mais o ritmo que trazia e fui pedalando tranquilamente.
Pouco depois encontro um outro companheiro a empurrar o seu tractor de roda 29" (que devem ter dado um jeitão naqueles trilhos). Abrandei e perguntei se estava tudo bem.

Com ele sim, com o pneu da frente é que não! Estava furado.
Não parei, segui. E segui porque ele me respondeu que não tinha camara porque não levara nenhuma. Nem bomba, nem nada... Epá, pois(!)...
A determinada altura chego-me a um outro companheiro que vinha a enfrentar problemas com as suas mudanças traseiras. Rolámos uns bocados juntos e encontrámo-nos mais algumas vezes a fazer a mesmas subidas a pé.
Ele só me dizia "Epá vou desistir, epá vou desistir..." Mas lá ía continuando.
Aparentava ser conhecedor da zona. Fiquei com ideia que nunca chegou a desistir pois cruzamo-nos no final da última grande rampa antes da descida para o Vale Garcia e ele seguiu adiante à minha frente.

Eu, quando cheguei ao marco geodésico de Goucha Larga vinha completamente esgotado. Naquele sítio estratégico, com umas vistas fabulosas, fiz uma paragem à Froids, com direito a Cigui e tudo!
E se ali houvesse uma barraquinha a vender gasosas, nem sei se sairia dali.
Acabou por passar o meu amigo junto com outro companheiro e uns minutos mais tarde chega o Bike Vassoura!
Sabia que faltava pouco para o final, mas tinha a vaga ideia que a descida íria ser muito exigente e técnica. E não me enganei. Abençoada paragem. No entanto continuava demasiado cansado para apreciar como merecia o renovado singletrack do Vale Garcia, mas ainda assim curti que nem um maluco. Mas melhor para mim esteva a Sauna do Javali. Fluído e brutal!
No final da descida ainda tive tempo para dois dedos de conversa com a malta de apoio que lá estava a dar água. E souberam-me pela vida eheheh pois já tudo era desculpa para parar uns minutos.
Pensava sinceramente que os outros dois companheiros que tinham passado por mim no marco chegariam muito antes de mim ao final, mas voltei a apanhá-los numa subida algures. Desmontei também, mas não por solidariedade, e seguimos os três apeados durante um bocadinho.
Eu voltava a montar quando podia e numa dessas situações acabei por deixar novamente os dois companheiros para trás. Sabía que lá vinha o homem da Vassoura (o da Marreta levava-o comigo) por isso estavam bem entregues e preocupei-me apenas em arrastar o meu proprio esqueleto até final.

E justo quando achava que era o final.... Naaaa, toma lá mais 1,5km para abrires os olhinhos.
Sendo sincero, pensei em dar meia volta e ir acabar rápido com aquele martirio dando um tiro certeiro dali até ao arco de meta, mas depois controlei-me e lá fiz o último singletrack do dia, o qual me ía matando(!)

Conclusão;
Lá me consegui arrastar até à meta, inteiro, para ficar a saber que eramos três singlespeeders em prova, mas que apenas eu tinha ido para a distância maior, anunciou o Speaker de serviço, também ele adepto das bikes de um só carreto. 
Daí que, apesar de ser o 3º a contar do fim, fui 1º no escalão "Singlespeed"! 
Cena marada :)
Quase tão marada quanto a carga de porrada que levei daquela pedra toda!
Tratamento completo, mesmo. Alma cheia de BTT do bom, boa camaradagem e empeno ao mesmo nível.

Para quem gosta do tipo de terreno, recomendo vivamente. Mas ide fortes! 
E de preferência, se puderem, escolham dias com temperaturas abaixo dos 33º!

Em relação à organização, nada a apontar. Estiveram muito bem na distribuição de água em variadíssimos pontos do percurso, sempre pessoal nos cruzamentos com estradas asfaltadas e boa organização no geral. Talvez devido à dureza da prova, uns abastecimentos mais ricos fossem bem vindos. No entanto tiveram o essencial e estavam nos locais certos. 
Obrigado a todos pelo apoio e boa disposição! 

Esperem pelo vídeo, que melhor que qualquer crónica é a minha tromba de empenado escarrapachada no ecrán. Podem-me gosar para todo o sempre, não faz mal, que vocês se lá fossem também iam empenar eheheh

Video em processo de edição... Volta mais tarde. Talvez amanhã ou assim!


Track GPS no sitio do costume...

Vemo-nos por aí!

Abraçorros
Frederico Nunes "Froids"

@2015

quarta-feira, 13 de maio de 2015

VIDEO : Raid'oVento "REVISITED" # II

Conforme prometido, aqui fica o vídeo da passeata/treino de sábado, dia 09 de Maio.
Esta posta vem com uns diazitos de atraso porque, sinceramente, resta-me sempre muito pouca paciência para computadores depois de oito horas de trabalho. Se trabalhasse noutra área, talvez. Agora tendo que gramar com eles todo o santo dia... Haja pachorra.
Mas arranja-se sempre uns minutos para o que se gosta, não é verdade?

Pois bem, não vos roubo mais tempo. Aqui fica!
Mas espero siceramente que gostem!

Atenção, aviso desde já que o vídeo contém linguagem obscena para os ouvidos mais sencíveis. Viewer discretion is advized!
A banda sonora também é boa. Faz parte da tal nova Playlist.




A crónica muito curtinha da manhã pode ser lida no post anterior.

Vemo-nos por aí.
Abraçorros!

sábado, 9 de maio de 2015

Raid'oVento "REVISITED" # II

O mesmo passeio de sábado passado. Mais ou menos sem tirar nem pôr.
Com a diferença que fui filmando a passeata. Deram algumas imagens engraçadas que já fui cuscar ao cartão de memória. Mas só depois de escrever esta mini-posta é que me lançarei no desafio de as montar num pequeninio vídeo.
Mas no resumo, mais do mesmo! Cumpridos em 4H38, mas com muito mais paragens, mas também com mais acumulado devido ao que corri para trás e para a frente, a colocar a camara. Por isso penso que não está mal. E muitas paragens, pelo menos a mim, tendem a partir-me as pernas aos bocadinhos e hoje não foi excepção.

Mas muita conversa para não dizer nada. Esperem pelo video que não demora, espero.
Até porque estou cansadito - isto de ir passear o cão à tarde cansa(!) - e amanhã haverá mais, mas do outro lado do rio com os suspeitos do costume.
Espera-se um ritmo soft para limpar o ácido láctico dos canivetes, ou então não e levo novamente com a marreta. 

Aposto na primeira!

O track GPS irá ser colocado na pasta "Tracks GPS".

Por lapso referi na posta anterior que já lá estava, mas enganei-vos. Ainda tenho que o limpar e depois é que vai para a sua morada na web...

Vemo-nos por aí,


Abraçorros.

Frederico Nunes "Froids"
@2015

domingo, 3 de maio de 2015

SM backyard - Again & again

Crónica de Domingo, 03 de Maio de 2015.

Os pneumáticos da caixa com rodas zuniam na estrutura metálica a uma velocidade constante e até melancólica. Talvez por influência do tempo cinzento que se fazia sentir àquela hora da manhã, enquanto transpunha o Tejo, pendurado nas alturas.
A hora é a do costume. Trinta minutos passam das sete da manhã e as nuvens vão, aqui e ali, cobrindo os ainda timidos raios de sol.

Sou o primeiro a chegar ao ponto de encontro.
A malta vai aparecendo devagar, mas às oito e trinta estava o grupo reunido e pronto a embarcar em mais uma manhã de galhofa, boa disposição, de ritmo calmo e tranquilo. Achava eu, mas não podia estar mais enganado!

O ritmo da passeata de domingo foi, ao contrário do habitué dos últimos passeios, realmente estimulante, endiabrado e vivo! Até que enfim(!)
Algumas paragens, sobretudo por furos e na guerra contra as silvas – que vencemos - mas quando tocava a pedalar, ahhhhh catano que o homem da Batuta ía maluco.
Sinceramente, passámos por trilhos tão fechados que julguei muitas vezes que o meu impermeável não iria resistir até final do passeio. Os calções do José Fernando Nunes não duraram inteiros até final da volta, mas segundo a vitima aí a culpa foi do Hernâni...



Mas... imperméavel porquê, perguntam vocês!
Pois, porque o tempo esteve uma merda a manhã toda, com aquela chuva tola que só molha quando um gajo despe o casaco de plático.
Um tempo manhoso, nem quente nem frio. Abafado e húmido, com uma parva de uma chuvinha que ora caía, ora não caía, mas que resolvia engrossar sempre que despia o impermeável.
Uma típica manhã de Maio, primaveril e alegre. Pois sim!

Mas nada que nos impedisse de fazer altos trilhos, conhecer outros novos, passar noutros onde já não metia as rodas fazia tempo. Muito menos que impedisse que o tradicional espírito que nos une fosse outro que não o costumeiro, sempre em altas. Como as rotações dos meus cranks.
Foi sempre a bombar. Raios parta que a maluqueira quando ataca estes homens, dá-lhes forte. Quem andou na cabeçorra do grupo, quem o comandou, fosse em que altura do passeio fosse, foi sempre com um ritmo soltinho e fluído. Daquele, do tipo honesto.
Eu, pela parte que me toca, trazia as perninhas já meio queimadas de Sábado, mas puxei nas subidas finais da manhã como se não houvesse segunda-feira no horizonte e eu não tivesse que me mexer para ir trabalhar. Foi muito bom(!) Mas não foi o passeio calminho e tranquilo que eu esperava. Isso não foi, de todo.

O que sei é que já sonhava com a paragem na Cova do Vapor, tipo, dez minutos depois de termos saído de Santa Marta. Entramos de rompante no pequeno estabelecimente e aviamos as barrigas a gosto. Aqui o vosso cronista mandou duas(!) Bolas Berlim pela goela abaixo, em sintonia com uma Coca-cola. Café e cigui já cá fora com a malta, assim a modos que, à minha espera...
Mas porra que bem que souberam! Pela vida, como se costume dizer.

Ao contrário da maioria dos passeios de Domingo, o grupo iria regressar inteiro. Não houve "meias-voltas", nem 1/4 de voltas desta vez.
O regresso foi por isso tranquilo, mas a Batuta nunca perdeu o compasso e nós nunca abrandámos demasiado o ritmo e variadissimas alturas houve que olhei por cima do ombro para me ceritificar que o Capitão ainda lá vinha. E vinha mesmo.

O pessoal ficou no café a hidratar e eu rumei ao carro para me fazer à pequena viagem entre uma margem e outra do rio.
Para trás ficava mais uma manhã bem passada, Mas ficava também a certeza que as camaras de ar com liquído anti-furo foram uma invenção genial, e que, mesmo a 48.9Km/h continua a ser possível pensar e que à terceira foi de vez!

As fotos são da autoria do José Fernando Nunes. Eu levei a máquina de filmar mas não lhe toquei.
Para a semana há mais!

Abraçorros,
Frederico Nunes "Froids"

@2015