Por
trilhos do meu quintal. De Porto Salvo a Sintra, ida e volta,
novamente!
Passeio
por mim preparado para os meus amigos Santamaltenses, onde o empeno
foi proporcional à ventania e sobre o qual já escrevi umas linhas há uns dias atrás;
Na
realidade, ao deitar o olho ao panorama sobre a serra, assim que
acordei, deu para adivinhar uma jornada bem mais tranquila e foi por
isso com bons ânimos que, depois da missa matinal, fechei o portão
da garagem e me fiz ao caminho que tinha pela frente.
O objectivo era treinar. E a moral estava para isso mesmo!
Posto
isto, a escolha recaiu obrigatoriamente sobre o percurso do Raid
"Raid'oVento". Um percurso com uma boa distância, um
acumulado jeitoso, que conheço bem, e que tem a particularidade de
me obrigar a alguma disciplina mental para não atalhar as rampas
mais duras e evitar as subidas do final. Estes 70kms, cumprem uma boa
passeata e são uma excelente base para medir progressos aqui do
artista pedalante, no que toca aos treinos e seus resultados.
Desta
feita, percorri a distância em 4H30 de pedal. Certas!
Na totalidade demorei mais uma hora e dois minutos. As minhas
paragens quando sozinho são sempre mais demoradas, tenho que
confessar. São as fotos, é comer, é o cigui... Enfim...
Mas
como o que me interessa é o tempo de pedal, ficou fácil para
contrastar com o próximo sábado. E sendo que não efectuei nenhuma
paragem por cansaço e apeei apenas no final da rampa acimentada de
acesso à VOR, posso considerar que já noto nas pernas e condição
a melhoria que procurava atravás do meu planito de treino.
Este
dia foi um bom exemplo disso. Um percurso digno de uma maratona, com
um total de subidas que supera os 1500m em 4 horas e meia é para mim
um verdadeiro "achievement" conseguindo as tais médias na
casa dos 16km/H...
Mas
vamos por partes;
Arranquei
de casa eram 08H00 rumo ao Mercado de Porto Salvo, onde teóricamente
se inicia este Raid. Nem paro. Meto o GPS a zeros e sigo para a
frente a todo o gás. Literalmente! Sentia-me bem e com força.
A
segunda paragem, e uma das mais demoradas, faço-a sempre na Lagoa
Azul. Desta vez não foi excepção. Chegar aqui cedinho a um Sábado
dá direito a bilhete na primeira fila para assistir aos patos a
lavarem os dentes, bico e penas, e ao concerto que a Mãe Natureza
dá, quando ainda não há poluição sonora de outra espécie.
Resumido, um festim para alma e sentidos.
Ah, mas ía-me esquecendo da paragem para o café matinal;
A
primeira paragem do dia. E essa foi no mesmo café em Talaíde onde
parei com a malta na volta anterior, e onde me vi olhado de cima por
um individuo pequenino, inclusive na cabeça, que conheço embora ele
não me conheça a mim, e que por ser dono de uma loja de bicicletas,
deveria ter outro comportamento. Eu pelo menos acho falta de respeito
toda a atitude de desdém, mas pronto, sou eu.
Agora,
se me querem tirar a pinta, ao menos que me queiram comer! Tirar-me a
pinta pelo que eu levo vestido ou piloto, é foleiro. Teve azar -
depois de uma mirada mais atenta enquanto eu tragava o café cheio -
que vestido eu, levava Assos da cabeça aos pés e pilotar, piloto
uma bike de Ti que ele talvez gostasse de ter...

Temos pena. Ou
não! Aliás, fui uma vez em tempos à loja deste companheiro e não
mais lá voltei, mesmo sendo quase à porta de casa. Afinal talvez
não estivesse assim tão enganado.
Deverei no entanto voltar ao estaminé - à Taberna, entenda-se.
Porque o senhor dono do mesmo é simpático, e por ser o único sítio aberto àquela hora... Mas isso não pesa na equação. Ou pesa menos(!)
Desde a Lagoa Azul até aos Capuchos é um tirinho, mas que consome alguma energia. Por isso voltei a parar na entrada para o que era o antigo "Single Maravilha" para papar mais uma banana e fumar o primeiro cigui da manhã. E que bem que me souberam ambos eheheheh
Os trilhos nesta zona estão todos destruídos pelos madeireiros, pelo que é seguir como se pode por entre detritos de ramos velhos, grandes, pequenos, arbustos e etc... Muitos etcs.
Deverei no entanto voltar ao estaminé - à Taberna, entenda-se.
Porque o senhor dono do mesmo é simpático, e por ser o único sítio aberto àquela hora... Mas isso não pesa na equação. Ou pesa menos(!)
Desde a Lagoa Azul até aos Capuchos é um tirinho, mas que consome alguma energia. Por isso voltei a parar na entrada para o que era o antigo "Single Maravilha" para papar mais uma banana e fumar o primeiro cigui da manhã. E que bem que me souberam ambos eheheheh
Os trilhos nesta zona estão todos destruídos pelos madeireiros, pelo que é seguir como se pode por entre detritos de ramos velhos, grandes, pequenos, arbustos e etc... Muitos etcs.
A determinada
altura vejo um companheiro parado no meio do caminho. Na frente dele
tinha uma enorme poça de lama que ocupava todo o trilho de duplo
rodado e mais além. No meio dessa poça, vários ramos de vários
tamanhos, arbustos e mais etcs. E ele estava parado, com a bicicleta
no meio das pernas, a olhar para a lama como se estivesse a olhar a
TV. Não sei se estava à procura de melhor caminho, ou na esperança
de encontrar algum sitiozinho sem lama, não sei. Só sei que estava
parado no meio do caminho. Eu cheguei, abrandei, apontei para a zona
numa das bermas que me parecia mais seca e segui caminho, preparado
para aquele enterranço ou da roda da frente ou da traseira. Não
havia outra forma, mas afinal a crosta superficial nem partiu, sendo
que nem sequer sujei as rodas. O rapaz seguiu pelo mesmo sitio que eu
aposto, mas nem olhei para trás para confirmar (!)
Num
ápice chego aos Capuchos e assim que o Convento fica para trás,
começo imediatamente a desesperar com a ideia da subida aos Tholos
do Monge. "Kaputa" de subida e mesmo sabendo que não a
terei que fazer completa, tenho apenas que subir o troço mais duro e
empinado, o inicial, e aquele que eu detesto.
Grrrrr
Porque raio meti eu esta rampa no meio do track?
Pois,
não sei...
Pergunto-me
o mesmo sempre que estou de frente para ela (!).
Deste vez não desci da Peninha pelos singletracks mais técnicos. Andava outro género de madeireiros nessa encosta da serra. Desci pelo estradão e contornei parte da vertente Sul para começar a descer depois pelo lado da Pedra Amarela.
Sigo por alguns trilhos técnicos e outros mais fluidos na última parte da descida até à Barragem do Rio de Mula e num instante estou a deixar para trás os terrenos da Quinta do Pisão e que tenho que ultrapassar para chegar aos lados da Atrozela.
Deste vez não desci da Peninha pelos singletracks mais técnicos. Andava outro género de madeireiros nessa encosta da serra. Desci pelo estradão e contornei parte da vertente Sul para começar a descer depois pelo lado da Pedra Amarela.
Sigo por alguns trilhos técnicos e outros mais fluidos na última parte da descida até à Barragem do Rio de Mula e num instante estou a deixar para trás os terrenos da Quinta do Pisão e que tenho que ultrapassar para chegar aos lados da Atrozela.
Da
zona do Autódromo do Estoril – bem melhor - restam poucas
dificuldades, mas restam algumas. Nomeadamente a subida ao monte da
VOR de Cascais e respectiva descida para Barrunchal. E foi
precisamente num café deste lugar, Barrunchal, que fiz a mais
demorada paragem. Estava cansado e desabafei-o à rapariga gira que
me serviu mais um café.
Passava
do meio-dia e eu parado a beber café, a meia dúzia de quilómetros
de casa. Era sinónimo de entalão, mas ninguém ali desconfiou, além
da rapariga gira.
A páginas tantas perguntei a um senhor que tinha vindo à porta – eu estava na esplanade – se ali passavam taxis.
Não riu, não sorriu, só disse que se eu chamasse, que sim, não tinha porque não passar.
Não me percebeu a ironia e eu tentei explicar.
Ficámos na mesma. Não riu, não sorriu, desta vez nem nada disse.
Mas eu ri-me. Sozinho (!) E depois saquei a Selfie abaixo...

Esta cena aconteceu tipo 15 minutos depois de eu já ter acabado o café, cigui e ter muito pouca vontade de me mexer dali para fora! Tinha que me rir! Tinha que ir até casa ainda e não seria de Taxi. Mas estava cansadito e a apetecer-me um banhinho. Conforto portanto era o que eu precisava e não de mais uns quantos quilómetros que eu ainda por cima sabia ruins.
Mas lá teve que ser e, afinal, a descida para a Lage e consequente subida pelos passadiços do Lagoas Park, subida aos antigos Moinhos de Vento do Bairro Auto-Construção e mais 500m de singletracks até ao Mercado de Porto Salvo foram super tranquilos de se fazer, com as perninhas a terem ainda Watts para debitar. Não muitos é verdade, mas os suficientes para manter bom ritmo!
De resumo, um treino porreiro, onde estreei uma nova Playlist no mp3 e em que curti à brava!
A páginas tantas perguntei a um senhor que tinha vindo à porta – eu estava na esplanade – se ali passavam taxis.
Não riu, não sorriu, só disse que se eu chamasse, que sim, não tinha porque não passar.
Não me percebeu a ironia e eu tentei explicar.
Ficámos na mesma. Não riu, não sorriu, desta vez nem nada disse.
Mas eu ri-me. Sozinho (!) E depois saquei a Selfie abaixo...

Esta cena aconteceu tipo 15 minutos depois de eu já ter acabado o café, cigui e ter muito pouca vontade de me mexer dali para fora! Tinha que me rir! Tinha que ir até casa ainda e não seria de Taxi. Mas estava cansadito e a apetecer-me um banhinho. Conforto portanto era o que eu precisava e não de mais uns quantos quilómetros que eu ainda por cima sabia ruins.
Mas lá teve que ser e, afinal, a descida para a Lage e consequente subida pelos passadiços do Lagoas Park, subida aos antigos Moinhos de Vento do Bairro Auto-Construção e mais 500m de singletracks até ao Mercado de Porto Salvo foram super tranquilos de se fazer, com as perninhas a terem ainda Watts para debitar. Não muitos é verdade, mas os suficientes para manter bom ritmo!
De resumo, um treino porreiro, onde estreei uma nova Playlist no mp3 e em que curti à brava!
Os trilhos, as sensações, a música nova... Uma grande manhã de BTT que só teve um senão; Desde que substitui o meu antigo espigão de selim com recuo pelo Thomson que ainda não voltei a ficar perfeitamente confortável na bike. No final da volta voltou a doer-me a zona lombar. Teria mesmo que efectuar as alterações que já tinha em mente, mas que andava a adiar...
No
domingo seguinte houve mais, mas com a Santa Malta no Quintal deles.
E já com as tais alterações na bike concluídas.
Mais meia centena de quilómetros, com um ritmo mais endiabrado que o habitual e a relembrar um pouco o de outros tempos... Mas isso é crónica para outra posta!
Até
lá,
Vemo-nos por aí!
Vemo-nos por aí!
EDIT: O track está na pasta "Tracks GPS"
Abraçorros,
Frederico
Nunes "Froids"
@2015
Essas paragens dão cabo de ti pá! Toca a pedalar!!! :)
ResponderEliminarAbraço
Já tinha saudades destas crónicas :) Belo entalão! Beijinhos :)
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