Até pareço um verdadeiro profissional da coisa. Um verdadeiro atlteta de Pelotão.
Pareço eu que ando nisto há anos... Mas não, mentira! Comecei há meia dúzia de dias.
Tenho, literalmente, pouco menos de três dezenas de quilómetros corridos.
E, no entanto, vejo-me a braços com a minha primeira lesão.
Bem, digamos que "a braços" não é a expressão mais acertada, já que é nos joelhos que a puta se manifesta. Nos dois, para que nenhum se sinta menor que o outro. Para que nenhum se julgue mais forte que o outro e nem um nem outro se fique a rir da desgraça do vizinho.
Padeço - dito assim até parece que vou morrer desta merda - da tão típica lesão da Pata de Ganso, nome que é dado à junção dos três tendões provenientes dos músculos costureiro, semi-tendinoso e recto-interno.
Fiz dói-dói.
E um que faz doer! Não muito, verdade, mas o suficiente para parecer que me arrombaram o traseiro e fazer caretas a cada degrau descido ou sempre que me levanto da cadeira.
Que me lixa quando corro e que continua a picar o juízo mesmo quando paro de o fazer.
- Olha, o gajo abusou e deu cócó! - Pensam vocês...
- É verdade! - Digo eu...
E acagacei o rabinho de tal forma que meti pezinhos ao caminho e tratei de me sujeitar novamente às mãos do meu amigo Vasco, fisiatra da Alcantrafisio...
O homem explica tudo, tudinho e porra que parece complicado. E no fundo, é.
É das lesões mais comuns, é certo, mas fico-me com a boa notícia que pelo menos tenho os meniscos sem merdas e que toda a estrutura de ambos os joelhos está em condições, coisa que era o meu grande receio. Valha-me isso! Ou não(!)
Para já, é tempo de recuperação da actual situação! Resolver a problemática com a metadologia clássica. Frio, TENS, terapia miofascial e anti-inflamatórios.
Depois, alongamentos, exercicios de fortelecimento e retornar à corrida de forma lenta, moderada e controlada.
Para já, no próximo domingo, tenho a XI maratona de BTT "Trilhos da Raia" com 95kms de duros trilhos pela frente o que fará com que o descanso não seja assim tanto quanto se gostaria mas na terça-feira tenho nova consulta para reavaliação da lesão e como tudo evoluiu...
Como não há impacto no acto de pedalar, pode ser que não agrave o quadro e não borre muito a pintura! Mas estou assim a modos que aborrecido, para não dizer, pior que urso mesmo.
Estava a tirar verdadeiro prazer da corrida e acontece-me uma destas.
Mas a culpa foi minha e desencadeada por vários factores. Estúpido!
Principalmente, treino com ritmos demasiado intensos sem o devido fortelecimento muscular - ou progressivo - das zonas envolvidas e que são diferentes das usadas na função de pedalar. E não ter sabido ouvir o meu corpo quando deu sinal de fadiga local durante um dos treinos que fiz e ter voltado a carregar...
Estúpido a dobrar!
Enfim...
É tudo ou nada, sempre!
Mas felizmente que não ouvi o que mais temia que passava pela proibição de correr. É só uma questão de tempo até voltar à estrada e mais tarde, ir experimentar correr por esses trilhos fora. Mas será um regresso mais calmo e ponderado. Mas que irei regressar, irei sim senhora!
Além disso, tenho a Corrida Fim da Europa já marcada na agenda e conto nela participar!
Vemo-nos por aí.
Abraçorros.
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
First Night Out
| Courtesy of Saucony |
Ok! Fiz ontem o meu primeiro treino de corrida nocturno.
A minha primeira corrida após a estreia oficial neste mundo. O meu primeiro treino!
Com a companhia do costume, claro, nos caminhos da zona ribeirinha da Expo, mesmo ali à porta de casa. E gostei! Apesar de nos dois primeiros quilómetros me ter custado acompanhar a Sandra.
Mas estou mesmo, mesmo contente de ter descoberto este mundo novo. De ter descoberto que a corrida é para mim, mais que uma moda.
Para ser sincero, a corrida - e ver toda a gente a correr - até me irritava um pedaço. Eu sou, digamos, um bocado alérgico a modas, mas afinal, até me divirto a fazê-lo e retiro real prazer do esforço que lhe está inerente...
E sim, eu sei. Sou masoquista. Mas não seremos todos um bocadinho?
Em relação à corrida e a ter descoberto este gosto, mais vale tarde que nunca, certo? E que se lixem as preconceitos e e a minha mania de ser contra as modas...
O treino foi coisa pouca, cerca de 30 minutos no total, em que apenas 20 foram passados a correr.
Como ainda me estou a habituar a esta história da App Strava, o meu registo ficou meio marado, mas os tempos registados pela Sandra são simpáticos e mostram bem o ritmo do nosso "Treininho". Nestes curtos 20 minutos, o tempo médio por km - ou Pace - foi de 4.33/km, o que é significativamente melhor do que fizemos nos 10kms da Global Energy Race
A Sandra corre que se farta. Rica lebre que eu arranjei...
O treino foi curto mas intenso e o primeiro de muitos, espero.
Tenrinho que sou nestas andanças, tudo é novo e tudo me suscita dúvidas.
Ontem fui correr com as meias/caneleiras de compressão da Sandra e que tão bem me souberam no final da minha prova de estreia no domingo passado.
Mas durante a corridita não me souberam assim tão bem quanto isso. Fizeram-me calor e senti as pernas "presas". Pareciam não deixar os músculos trabalhar livremente.
No entanto, quando as tirei, já em casa e antes do duche, percebi que realmente fazem bastante efeito, porque as dores nos músculos aumentaram exponencialmente no momento em que as baixei para o nível dos tornozelos. A sensação de dor nos gémeos aumentou significativamente no momento exacto em que as deixei de usar pelo que a coisa parece cumprir o propósito e não me pareceu de todo que estivesse a sofrer de algum efeito placebo.
Irei adquirir umas idênticas para a recuperação após o esforço e porque sofro bastante dos gémeos - é o que mais me dói após correr - mas durante o exercício vou continurar a andar de pernoca ao léu!
Na questão de correr à noite já percebi que tenho que melhorar o aspecto da visibilidade. Prefiro ser/estar bem visível e para tal vou optar por roupa de cores fluoroscentes, tão na moda agora, mas nas quais revejo alguma utilidade nesta questão dos treinos na noite cerrada.
Fui à procura de uns concelhos de como correr melhor e de forma mais segura à noite e encontrei estas dicas, de entre outras:
How to Run Safe in the Dark - Claimyourjourney
Dicas para correr à noite - O2porminuto
Uma coisa é certa!
Eu sinto-me mais seguro se for bem iluminado ou com roupa bastante reflectora. Mas isto sou eu que tenho alguma fobia dos carros!Já tenho em casa um colete cor-de-laranja mais antigo que eu sei lá, mas que penso que irá cumprir bem com esta nova função, mas tenho que arranjar uns calções, de preferência uns do tipo Corsários com algo de reflector.
Mas o que é certo é que estou a gostar disto de correr por aí... E até já há desafios no horizonte... Eu e a Sandra já estamos inscritos na Corrida "Fim da Europa"
17kms de asfalto que nos levarão do centro da Vila de Sintra até ao ponto mais Ocidental da Europa, no Cabo da Roca, na Azóia. Consta inclusive do livro World's Ultimate Running Races.Um percurso que conheço como as palmas das minhas mãos e que, no dia 31 de Janeiro de 2016, irei tentar completar a correr, junto com mais uns milhares e alguma malta amiga!
A malta diz que é dura e que tem subidas e coiso e tal...
Mas é na minha Serra, no meu Quintal.
Não podia deixar passar...
Abraçorros!
Vemo-nos por aí...
Uma coisa é certa!
Eu sinto-me mais seguro se for bem iluminado ou com roupa bastante reflectora. Mas isto sou eu que tenho alguma fobia dos carros!Já tenho em casa um colete cor-de-laranja mais antigo que eu sei lá, mas que penso que irá cumprir bem com esta nova função, mas tenho que arranjar uns calções, de preferência uns do tipo Corsários com algo de reflector.
Mas o que é certo é que estou a gostar disto de correr por aí... E até já há desafios no horizonte... Eu e a Sandra já estamos inscritos na Corrida "Fim da Europa"
17kms de asfalto que nos levarão do centro da Vila de Sintra até ao ponto mais Ocidental da Europa, no Cabo da Roca, na Azóia. Consta inclusive do livro World's Ultimate Running Races.Um percurso que conheço como as palmas das minhas mãos e que, no dia 31 de Janeiro de 2016, irei tentar completar a correr, junto com mais uns milhares e alguma malta amiga!
A malta diz que é dura e que tem subidas e coiso e tal...
Mas é na minha Serra, no meu Quintal.
Não podia deixar passar...
Abraçorros!
Vemo-nos por aí...
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Tá tudo?! (Nocturno ATX)
Ontem foi dia de nocturno. Mais um dos já rotineiros passeios de BTT nocturnos "ATX"! Mas este foi especial. E foi especial por dois ou três motivos simples.
O primeiro, o encontro na loja ATXCyclingStore que envolveu bem mais que os 6 malucos que se fizeram aos trilhos na noite cerrada. Juntaram-se mais de uma dezena de amigos para festejar o aniversário do Bruno. Do mestre, Bruno Aguiar! Com direito a bolo de aniversário com profiteroles e tudo! Parabéns, amigo!
O segundo, iria fazer o meu primeiro passeio nocturno com umas luzes em condições e que me iriam permitir ver os trilhos e caminhos por onde iria circular. Isto, dito assim, até faz parecer que nas vezes anteriores não via onde punha a roda, e isso é quase verdade. Via, na realidade até via, mas mal e porcamente. Muitas vezes tão mal, tão mal, tão mal que me admira sériamente nunca ter deixado plantada nenhuma figueira gigante naqueles excelentes caminhos.
Iria levar os "holofotes" do Bruno e ter um cheirinho do que é ser dia durante a noite!
O terceiro e último ponto especial foi devido aos trilhos que o André Batista foi mostrar à malta e que estão ainda em fase final de "limpeza", mas que são uma verdadeira maluqueira.
Trilhos exigentes aqueles últimos por onde passámos e a obrigar o pessoal a meter-se em sentido em cima das bicicletas. Bem, uns em cima e outros em baixo, porque havia Javalis com fartura naquele mato, bem escondidos debaixo de algumas Figueiras!
Mas até lá e salvo outras excepções muito boas, a tónica dominante foi subir. Subir, subir...
Não chegando a cumprir 30kms acabámos por vencer quase 900m de desnível vertical acumulado. A maioria deles por caminhos exigentes e técnicos, como esta zona sabe ser. E se alguns foram trepados por caminhos tranquilos, outros foram-no por verdadeiras picadas e caminhos de cabras. Verdadeiras paredes alguns deles.
Mas as vistas sobre o que nos rodeava, volta e meia, recompensavam qualquer esforço. Do topo dos montes viam-se muitas luzinhas amarelas e brancas, outras vermelhas, muito pequenas, lá bem em baixo, encaixadas nos vales, fazendo parecer uma cidade de brincar ao estilo LEGO. Uma noite extraordinária, de temperatura amena e a melhor possível para pedalar foi a nossa anfitriã. Não me lembro de ter sentido o sopro leve de uma brisa que fosse.
A noite ainda reservou alguns furos ao pessoal, um deles, aqui ao vosso cronista da treta. Outro ao André Batista a 500m do final da volta e outro ao Luis, algures num dos singletracks mais exigentes da noite. Mas, agora já em rescaldo e em jeito de resumo, mais um excelente treino, em que a malta se divertiu à brava, riu com fartura e meteu as pernas a mexer como gente grande!
E por norma, são assim os passeios nocturnos com a chancela "ATX"!
Diversão, bons trilhos e boa onda! Muitos KOMs e muito pó! Daquilo que a malta gosta, no fundo! E com certeza, para a semana haverá mais.
Até lá...
Vemo-nos por aí,
Abraçorros!
O primeiro, o encontro na loja ATXCyclingStore que envolveu bem mais que os 6 malucos que se fizeram aos trilhos na noite cerrada. Juntaram-se mais de uma dezena de amigos para festejar o aniversário do Bruno. Do mestre, Bruno Aguiar! Com direito a bolo de aniversário com profiteroles e tudo! Parabéns, amigo!
O segundo, iria fazer o meu primeiro passeio nocturno com umas luzes em condições e que me iriam permitir ver os trilhos e caminhos por onde iria circular. Isto, dito assim, até faz parecer que nas vezes anteriores não via onde punha a roda, e isso é quase verdade. Via, na realidade até via, mas mal e porcamente. Muitas vezes tão mal, tão mal, tão mal que me admira sériamente nunca ter deixado plantada nenhuma figueira gigante naqueles excelentes caminhos.
Iria levar os "holofotes" do Bruno e ter um cheirinho do que é ser dia durante a noite!O terceiro e último ponto especial foi devido aos trilhos que o André Batista foi mostrar à malta e que estão ainda em fase final de "limpeza", mas que são uma verdadeira maluqueira.
Trilhos exigentes aqueles últimos por onde passámos e a obrigar o pessoal a meter-se em sentido em cima das bicicletas. Bem, uns em cima e outros em baixo, porque havia Javalis com fartura naquele mato, bem escondidos debaixo de algumas Figueiras!
Mas até lá e salvo outras excepções muito boas, a tónica dominante foi subir. Subir, subir...
Não chegando a cumprir 30kms acabámos por vencer quase 900m de desnível vertical acumulado. A maioria deles por caminhos exigentes e técnicos, como esta zona sabe ser. E se alguns foram trepados por caminhos tranquilos, outros foram-no por verdadeiras picadas e caminhos de cabras. Verdadeiras paredes alguns deles.
Mas as vistas sobre o que nos rodeava, volta e meia, recompensavam qualquer esforço. Do topo dos montes viam-se muitas luzinhas amarelas e brancas, outras vermelhas, muito pequenas, lá bem em baixo, encaixadas nos vales, fazendo parecer uma cidade de brincar ao estilo LEGO. Uma noite extraordinária, de temperatura amena e a melhor possível para pedalar foi a nossa anfitriã. Não me lembro de ter sentido o sopro leve de uma brisa que fosse.
A noite ainda reservou alguns furos ao pessoal, um deles, aqui ao vosso cronista da treta. Outro ao André Batista a 500m do final da volta e outro ao Luis, algures num dos singletracks mais exigentes da noite. Mas, agora já em rescaldo e em jeito de resumo, mais um excelente treino, em que a malta se divertiu à brava, riu com fartura e meteu as pernas a mexer como gente grande!
E por norma, são assim os passeios nocturnos com a chancela "ATX"!
Diversão, bons trilhos e boa onda! Muitos KOMs e muito pó! Daquilo que a malta gosta, no fundo! E com certeza, para a semana haverá mais.
Até lá...
Vemo-nos por aí,
Abraçorros!
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